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Quando Leona viu Alberto no restaurante tomou a decisão de ir com ele para um Motel para poderem conversar melhor, ela não queria que ninguém visse os dois juntos.
Em um Motel de Luxo...
-Você disse para mim que iria voltar amanhã Alberto. Disse Leona
-Sim, eu disse por que desconfiava que alguém estivesse monitorando nossos passos. Eu descobri que no hotel que nós íamos ficar tem dois informantes secretos da Elizabeth, aquela maluca está nos monitorando.
-Bem que eu já suspeitava de tudo isso, nós não podemos mais ficar dando bandeira por ai Alberto, precisamos manter o sigilo absoluto.
-Eu sei meu amor, mas não se preocupe eu tenho um plano todo arquitetado, Elizabeth irá quebrar a cara.
-O que você aprontou Alberto?
-Eu dei a chave de nosso quarto a um casal amigo meu, eu descobri que Elizabeth tem uma cópia exata da porta do quarto, quando ela chegar achando que irá nos pegar no flagra ela irá se dar mal.
-Bem planejado meu amor, você é um gênio. Disse Leona dando um beijo em Marcelo.
-E sua viagem como foi amor?
-Foi ótima, todos pensaram que eu estava indo a negócios, mas se enganaram.
-Você realmente é um gênio. Mas tem uma coisa que me intriga, e se a Beth descobrir toda nossa armação?
-Irá demorar muito pra Elizabeth descobrir a verdade, você pode ficar sossegada. Agora vamos esquecer toda essa conversa e vamos brincar. Disse Alberto jogando Leona na cama.

06/11/2020
08: 00 AM

No outro dia...
-Você vai ficar esse tempo na minha casa amor? Perguntou Leona deitada na cama com Alberto.
-Só por hoje Leona, amanhã eu volto para casa e já sei o que vou falar para a Beth.
-Eu entendo, só espero que você pare de me deixar de lado, eu estou esperando um filho seu agora, já se fazem dois meses de gravidez e eu não quero ser uma mãe solteira.
-Não se preocupe amor, você sabe muito bem que eu irei assumir esse filho meu.
-Sim, eu sei. Agora eu tenho que ir embora amor, tenho que fazer as compras do restaurante, e vê se evite ficar indo por lá sozinho. Juliana a amiga de Elizabeth está trabalhando na cozinha agora e ela não pode te ver.
-Eu irei tomar esse cuidado, fique tranqüila.

Na casa de Fernanda...
Fernanda estava triste por ter dormido sozinha na noite passada.
-O Pietro pisou na bola comigo, de vez ter voltado após ter conversado com a mãe dele resolveu dormir por lá. Dizia Fernanda.
A campainha toca.
-Quem será a essa hora da manhã! Disse Fernanda indo atender a porta.
-Bom dia Fernanda, posso entrar para podemos conversar?
Ao abrir a porta Fernanda se depara com Marina.
-Quero que a senhora fique sabendo que eu não estou a fim de confusão. Disse Fernanda.
-Eu não vim para arrumar confusão Fernanda, eu venho em missão de paz e eu creio que você esteja interessada em saber meus motivos após tudo aquilo.
-Sei que a senhora deve ter tido os seus motivos, mas eu não estou nem um pouco a fim de saber por que devem ser coisas tolas. Disse Fernanda quase fechando a porta na cara de Marina.
-Espere - Disse Marina parando a porta com a mão – Me dê mais uma chance, deixe eu te contar a verdadeira história, prometo que não irei tomar muito o seu tempo.
-Entre Dona Marina. Disse Fernanda saindo da frente de Marina e indo sentar-se no sofá.
-Posso me sentar também? Perguntou Marina.
-Por favor, sente-se e pode começar a falar.
Marina então se sentou e começou a contar a história.

Na casa de Juliana...
-Bom dia meu amor querido. Disse Juliana acordando Marcelo na cama.
-Bom dia amor... Que horas são? Perguntou Marcelo com muito sono.
-Já são oito horas da manhã. Marcelo, hora de levantar hoje o Domingo esta lindo.
-July ontem até o restaurante do hotel fechar, estou muito cansado me deixa dormir mais um pouco.
-Não, não, hoje é dia de a gente começar nossa caminhada no Horto, poxa amor à gente não ta se vendo tanto que nem antes, Domingo é um dia que a gente pode ficar o dia todo juntinho.
-Tudo bem, eu vou tomar meu banho gelado rápido, vai descendo e preparando o café enquanto isso, por favor, faça um café bem forte pra tirar meu sono.
-Pode deixar. Disse Juliana dando um beijo em Marcelo e saindo.
Juliana descendo as escadas notou certo silêncio, já era hora de sua sogra e seu sogro terem acordados, mas ninguém estava na sala, mas Juliana ouve um barulhinho estranho que vinha do sofá e foi olhar.
-Que Barulho estranho é esse. Disse Juliana se aproximando bem perto do sofá com uma vassoura.
-AI MEU DEUS UM RATO ROENDO MEU SOFÁ. Disse Juliana histericamente dando uma paulada naquele estranho bicho.
-JULIANA? O QUE HOUVE MEU AMOR? Disse correndo e gritando Marcelo só de toalha descendo as escadas assustados.
-Mas o que esta acontecendo nessa casa? Disse Diana saindo do quarto só de camisola e descendo também correndo as escadas.
-Você esta bem meu amor? Por que gritou? Perguntou Marcelo sentando-se ao lado de Juliana no sofá que estava assustada.
-Assim você me mata de susto garota. Disse Diana olhando ao redor para ver se achava o rato que havia provocado àquela bagunça, mas...
-VOCÊ MATOU A PRINCESA SUA NEGRA MAL FEITORA. Gritou alto Diana se descabelando toda.
-Mamãe, tenha mais respeito, não admito que você fale assim com a Juliana. Disse Marcelo nervoso.
-Acontece que sua mulherzinha matou a Princesa.
-Eu não matei ninguém senhora Diana, para de me acusar, eu fiz sem querer eu levei um grande susto achei que era um rato.
-Não chama a Princesa de rato.
-Juliana, por favor, vá para o quarto, eu vou ajudar minha mãe aqui com a cachorra, é melhor a gente levar ela para o veterinário. Disse Marcelo fazendo Juliana se levantar do sofá e se abaixando para ver o estado de Princesa.
-Vamos trocar de roupa rapidamente filho, nós precisamos levar a Princesa ao veterinário. Disse Diana subindo as escadas rapidamente passando por Juliana.
-Ai meu deus esse Domingo vai ser cheio de emoções. Disse Marcelo para si mesmo.

De volta a casa de Fernanda depois de toda a conversa...
-Então foi a Márcia que disse essas coisas horríveis sobre a minha pessoa? Perguntou Fernanda indignada com tudo aquilo que tinha acabado de ouvir.
-Infelizmente a verdade é toda essa Fernanda, seria melhor você e ela sentarem e conversarem melhor sobre toda essa história. Disse Marina.
-Eu não entendo a Márcia, achei que ela era minha amiga de coração, ela vai se ver comigo quando voltar de viagem.
-Não cometa nenhuma besteira minha querida.
-Pode deixar Dona Marina, eu sempre me controlo.
-Bem Fernanda e tenho que ir embora, hoje é dia de caminhada com o Orfeu e Pietro, você quer vir conosco? Perguntou Marina tentando se aproximar de Fernanda.
-Mas é claro dona Marina, seria um grande prazer, antes eu só fazia caminhada sozinha seria um prazer ir com a senhora o Pietro e o senhor Orfeu. Disse Fernanda toda animada.
-Então troque de roupa que nós iremos passar aqui para chamar você. Disse Marina indo embora.
-Dona Marina, obrigada por ter vindo aqui se desculpar por tudo. Disse Juliana se emocionando.
-Eu vi que você foi uma ótima escolha que meu filho fez. Disse Marina indo embora.

Na casa de Elizabeth...
Elizabeth tomava café na mesa ao lado dos filhos e Amanda.
-E o pai, ligou mãe? Perguntou Pedro.
-Até agora nenhuma ligação, ele disse que me ligaria nesse horário mais ou menos, provavelmente daqui a pouco o telefone toca. Disse Elizabeth.
-Será que ele volta nessa semana sogra? Perguntou Amanda.
-Eu não sei direito o dia em que ele vem, nem ele mesmo sabe. Respondeu Elizabeth.
-Mas ele deve saber sim, não concorda comigo mãe? Perguntou Pedro sem ter resposta. O telefone então toca.
-Deve ser o pai agora. Disse Matheus.
-Alô. Oi querido, estávamos falando de você agora mesmo. Está tudo bem sim, graças a Deus. E você volta quando? Só semana que vem nossa que viagem longa querido. Tudo bem, eu mando beijo para todos, cuide-se querido, um beijo grande, eu te amo. Elizabeth então desligou o telefone.
-Ele só volta na semana que vem mãe? Perguntou mãe.
-Sim meus queridos, só na semana que vem bem vocês me dão licença eu vou até o banheiro. Disse Elizabeth levantando da cadeira.
-A mãe esta tão estranha Pedro, o que houve? Você sabe de alguma coisa? Perguntou Matheus.
-Também não sei Matheus, ela mudou muito mesmo desde que o pai foi embora. Disse Matheus.
Enquanto no banheiro da casa da Elizabeth, ela estava lá chorando sem parar pensando que aquele seria o grande dia da verdade, onde ela iria descobrir a verdadeira face de Alberto.

12: 30 PM
Na casa de Kátia...
Kátia e seus filhos estavam reunidos na sala de jantar almoçando.
-Eu já acabei o livro de ler o livro que a senhora que me deu. Disse Leandro.
-Que bom filho, quando eu tiver tempo vou à livraria te comprar um novo. Disse Kátia.
-Daqui a duas semanas eu vou me apresentar no Municipal mãe. Disse Steffani.
-Que bom minha querida, eu preciso te comprar novas sapatilhas para sua estréia, quero ver você bela para encantar a platéia. Disse Kátia.
-Advinha quem vai tocar na apresentação na Steffani mamãe, é uma pessoa muito importante. Disse Leandro.
-Não faço a mínima idéia, Chick Corea? Herbie Hancock? João Donato?
-Euzinha aqui, a Steffani disse que eu tocava muito bem piano e eles quiseram fazer um teste comigo, e eu passei. Disse Mariana toda alegre.
-Que ótimo querida, meus parabéns, eu irei chorar muito na noite desse espetáculo, minhas duas filhas juntas no palco do Municipal vai ser muita emoção pra uma mãe só. Disse Kátia se animando.
-Todos nós somos artistas mamãe, a senhora deve ter mesmo orgulho de nós. Disse Mariana.
-E tenho muito orgulho, não apenas por isso, mas também pelo caráter, humanismo e solidariedade de vocês, todos esses bons artifícios que foram herdados pelo seu pai. Disse Kátia se emocionando.
-Será que um dia o pai vai voltar pra ver a gente? Perguntou Leandro.
-Não sei meu querido, ninguém sabe o paradeiro de seu pai infelizmente, apesar dele ter me deixado sozinha com vocês para criar eu ainda me lembro muito dele, ele era um homem muito bom. Disse Kátia se emocionando.
-Ele deve ter tido algum motivo pra ter feito o que fez. Disse Mariana.
-Deve ter tido. Deve ter tido mesmo. Disse Kátia.

Na casa de Juliana...
Juliana estava se arrumando para a caminhada e esperando Marcelo chegar da clínica veterinária, ela então decidiu ligar para ele.
-Oi Amor, tudo bem? Como foi no veterinário, a Princesa vai ficar bem? Perguntou Juliana.
-Tudo sim querida, a Princesa vai ter que usar uma cadeirinha de rodas porque ela ficou muito machucada, quase não se mexia quando chegamos lá.
-Eu sinto muito, juro pra você que não percebi que era a cadela, eu apenas ouvi o barulho dela roendo o sofá e taquei a vassoura com medo que fosse rato, a pincher da sua mãe é muito pequena. Desculpe-me amor.
-Eu sei que você não fez por querer amor, mas vamos esquecer tudo isso, daqui a pouco eu to chegando e nós vamos para o Horto fazer nossa caminhada.
-Tudo bem querido, beijinho, tchau.
Juliana então desligou o celular, saiu do quarto e foi até o corredor onde encontrou a porta do quarto de Diana e Rafael aberta, ela entrou e deparou-se com Rafael arrumando algumas malas.
-É impressão minha ou vocês estão arrumando suas coisas para irem embora? Perguntou Juliana sem entender direito.
-Sim, estamos indo embora sim. Respondeu Rafael friamente.
-Mas já? Eu pensava que vocês iriam ficar mais tempo, pelo menos até o final do ano.
Disse Juliana disfarçando seu sarcasmo.
-Nós não podemos ficar mais atrapalhando a vida particular de vocês, por isso decidimos ir embora, quando Diana voltar do veterinário iremos almoçar e iremos embora.
-Já que vocês preferem assim eu não serei contra. O Senhor quer alguma ajuda?
-Não muito obrigado, eu sei me virar sozinho. Disse Rafael desprezando totalmente Juliana.
-Qualquer coisa eu estou no meu quarto. Disse Juliana saindo do quarto de hospedes e indo para o seu próprio quarto onde esboçou um enorme sorriso e disse para sim mesma.
-Graças a Deus, minha vida será de paz.

Na casa de Elizabeth...
Elizabeth estava em seu quarto se arrumando e Pedro chega para conversar.
-A senhora vai sair mãe? Perguntou Pedro.
-Sim querido, não precisa me esperar para o almoço e para jantar, eu não sei que horas eu vou estar de volta. Disse Elizabeth.
-Hoje é domingo mãe, pensei que você fosse ficar em casa, afinal todo domingo pra você é um dia sagrado de se ficar em casa. Disse Pedro querendo saber um pouco mais sobre o que sua mãe iria fazer.
-Eu sei filho, mas eu tenho que ajudar em um orfanato hoje, eu me propus pra ajudar aquelas crianças que precisam. Disse Elizabeth tentando enganar o filho.
-E a senhora nem me disse nada sobre isso, me espere trocar de roupa e irei com a senhora. Disse Pedro não caindo na historia da mãe;
-Não precisa filho, hoje já tem gente demais para ajudar, não se preocupe, e até você se arrumar iria demorar muito, eu já estou muito atrasada. Disse Elizabeth terminando de se arrumar, dando um beijo no filho e indo embora rapidamente.
-Ela esta escondendo a história de mim. Disse Pietro para si mesmo.

Alguns minutos depois, chegando ao hotel...
Chegando ao hotel Elizabeth foi diretamente ao restaurante do hotel falar com Olavo que estava a esperando.
-Boa tarde senhora Elizabeth, como vão as coisas? Perguntou Olavo.
-Está indo muito bem Olavo, obrigada. Alberto lhe procurou para fazer a reserva do quarto? Perguntou Elizabeth sentando-se.
-Sim, ele fez a reserva para hoje e eu indiquei para ele o quarto 71 como você mesma pediu, e o seu quarto será o 74. Você veio com a cópia da chave do quarto 71?
-Mas é claro Olavo, só com a chave que eu vou poder fazer o flagrante dele, você vai estar aqui quando ele chegar?
-Não Elizabeth, ele deve chegar 11 horas, o meu turno termina daqui a pouco, você vai ter que ir ao quarto dele lá pela meia-noite, seria uma hora perfeita.
-Eu então vou ficar trancada o dia todo no quarto, quando foi meia-noite eu apareço para pegá-lo no flagra. Bem, agora eu vou indo, obrigada por tudo Olavo.
-Pode sempre contar comigo dona Elizabeth, irei sempre te ajudar.
-Eu agradeço. Disse Elizabeth levantando e indo para o elevador do hall.

05: 00 PM
Na casa de Juliana...
Diana e Rafael estavam já de malas prontas para irem embora, Juliana e Marcelo se despediam dele na sala.
-Que pena que a senhora já queira ir embora mãe, irei sentir sua falta. Disse Marcelo.
-Nós temos que ir meu filho, nós não podemos ficar muito tempo por aqui, esses dias que eu passei aqui foram bons para nós voltarmos a sermos uma família, apesar de tudo que já aconteceu no passado. Disse Diana.
-Na próxima vez você que ira nos visitar. Disse Rafael.
-Claro, e irei com a Juliana. Disse Marcelo sem graça.
-Ah é. Claro. Disse Rafael sem fazer muita importância.
-Bem, melhor vocês irem logo, pois o táxi está esperando. Disse Juliana querendo apressá-los.
-Não estamos com pressa minha cara. Disse Diana desprezando Juliana.
-Eu vou conversar com o taxista, e pedir pra ele esperar a boa vontade de vocês, com licença. Disse Juliana saindo para fora.
-Mamãe, mesmo com todos esses dias de convivência com a Juliana, a senhora não fez as pazes com ela? E nem o senhor papai? Perguntou Marcelo desapontado.
-Você sabe a minha opinião e a de sua mãe, essa garota só ficou provocando a sua mãe. Respondeu Rafael.
-Eu não a suporto. Completou Diana.
-Às vezes vocês me desapontam.
-Nós tentamos meu filho, entenda isso. Disse Rafael.
-Querido, nós iremos agora, nos desculpe por qualquer coisa, e ligue pra gente marcar algum almoço ou jantar em nossa casa. Disse Diana beijando o filho e abrindo a porta.
-Irei marcar sim mãe, não se preocupe. Disse Marcelo ajudando o pai com as malas.
-Já conversaram bastante, e se despediram? Disse Juliana para os pais de Marcelo quando os 3 chegarão a frente ao táxi.
-Sim minha querida, mas não se preocupe, eu tenho certeza absoluta que nós nos veremos em breve. Disse Diana olhando para Juliana.
-Que bom, estou entusiasmada com a próxima visita, não esqueçam de trazer a cachorra. Disse Juliana sarcasticamente.
-Também irei trazer algo bem gostoso para você comer. Disse Diana entrando no carro.
-Não esqueça de colocar o cinto sogrinha, seria triste eu perder você em um acidente de carro. Disse Juliana fechando a porta para Diana, quando Diana e Rafael entraram no carro.
-Você é uma pessoa tão boa Juliana, eu admiro você minha querida. Fique com Deus meu filho. Disse Diana levantando o vidro do carro, e o carro indo embora.
-Você e minha mãe parecem que é um grande caso perdido. Disse Marcelo rindo entrando para casa com ela.
-Então que tal nós subir até o nosso quarto, e nos divertimos enquanto você me acha. Disse Juliana abraçando e beijando Marcelo enquanto fechava a porta.

Na casa de Marina e Orfeu...
Mariana realizava um jantar em sua casa para poder se desculpar de Fernanda, os principais pratos eram diversas massas e um antigo vinho do porto que Orfeu guardava Fernanda e Pietro já estavam na mesa esperando Marina trazer os pratos.
-Eu achei muito legal a iniciativa que sua mãe tomou para se desculpar, primeiro a caminhada e agora o jantar, eu estou muito feliz. Sussurrou Fernanda para Pietro.
Eu disse para você que minha mãe é uma pessoa boa. Respondeu Pietro sussurrando.
-Esse vinho é uma jóia rara, eu o guardei por muito tempo dentro da minha adega para alguma ocasião especial, hoje é o dia. Disse Orfeu chegando à mesa com um antigo vinho do porto.
-E eu já estou trazendo minha lasanha, e façam o favor de se deliciarem com ela. Disse Marina chegando com uma travessa grande de lasanha.
-Essa sua lasanha mamãe é uma delicia, o meu prato predileto à senhora sabe disso. Disse Pietro sorridente.
-E pela primeira vez Fernandinha irá experimentar minha famosa lasanha. Disse Marina colocando a lasanheira em cima da mesa e sentando-se.
-Bem, antes de nós começarmos a comer eu queria dizer algumas palavras. Disse Fernanda levantando com uma taça de vinho.
-Oba! Discurso. Disse Pietro.
-Será um breve discurso. Eu gostaria de agradecer a Deus primeiramente por nós reunir aqui nessa mesa, vocês que sempre me viam como uma pessoa ruim ou uma pessoa que só pensava em mim mesma. Eu digo diante vocês que mudei pelo Pietro, hoje eu sou uma nova mulher, e estou apaixonada por Pietro embora a grande diferença de idade eu não irei abrir mão dele por nada. E eu ofereço um brinde a todos nós, e a essa reunião, um grande brinde. Disse Fernanda enquanto todos se levantavam para brindarem.
-Bem-vinda a família Fernanda. Disse Marina sorridente.

11: 30 PM
No hotel em que Elizabeth estava...
Elizabeth andava de um lado para o outro impaciente. Elizabeth não via a hora de ficar cara a cara com Alberto e a amante.
-Meu Deus eu não vou conseguir ficar aqui até dar meia-noite, é horrível saber que o meu marido já esta aqui e me traindo com outra. Eu não agüento mais. Disse Elizabeth pegando sua câmera que estava no criado-mudo e saindo do quarto em direção ao de Alberto que era quase do lado.
Chegando a frente à porta do quarto de Alberto Elizabeth olhou para os lados e tirou a chave do bolso da calça abrindo a porá. Elizabeth entrou sorrateiramente com paços curtos e sem fazer muito barulho, todas as luzes estavam acesas e no quarto se ouviam pequenos gemidos de prazer vindos de uma mulher.
-Vagabunda, transando com o meu marido. Disse Elizabeth para si mesma com a voz bem baixa.
Elizabeth encostou a mão na maçaneta da porta do quarto, era uma porta de correr, Elizabeth deveria abrir com força e na hora tirar a foto. Elizabeth criou coragem e com uma força descomunal abriu com tudo a porta e gritou.
-EU PEGUEI VOCÊS SEUS DOIS SAFADOS MISERÁVEIS. Gritou Elizabeth tirando as fotos.
-MAS O QUE É ISSO? Gritou a mulher desesperada.
-Posso saber quem autorizou a senhora a invadir esse quarto? Eu irei chamar os seguranças desse hotel imediatamente. Disse um homem saindo embaixo da coberta, Elizabeth naquela hora tomou um grande susto e ficou vermelha de tanta vergonha, não era Alberto que estava na cama.
-Beth? Elizabeth Williams? Eu não posso acreditar que é você! Disse o rapaz que estava na cama reconhecendo imediatamente Elizabeth, era Guilherme um velho conhecido da família que trabalhava com Alberto.
-Guilherme? Eu não posso acreditar nisso, eu jurava que quem estaria nesse quarto seria o Alberto. Guilherme me perdoe, por favor, me perdoe. Disse Elizabeth constrangida chorando.
-Mas o que esta acontecendo? Quem é essa mulher Guilherme? Disse a namorada de Guilherme sem entender nada.
-Calma querida, é uma antiga amiga minha, fique aqui eu vou dar um copo com água pra ela, Beth me espere na sala enquanto eu troco de roupa. Disse Guilherme.
-Como que ele pode fazer isso, eu não posso acreditar! Disse Elizabeth sentando no sofá esperando por Guilherme.
-Agora me conte o que houve Beth. Disse Guilherme abrindo a porta do quarto e saindo vestido para conversar com Elizabeth.
-Foi tudo um mal entendido Guilherme, eu esperava encontrar Alberto por aqui, mas acabei me deparando com você e fazendo você passar por essa vergonha, me desculpe Guilherme. Disse Elizabeth enxugando as lágrimas.
-Eu vendo suas condições emocionais não irei te fazer pergunta sobre o que aconteceu você deve ter tido seus motivos. Vamos esquecer tudo isso em nome de nossa longa amizade. Disse Guilherme.
-Só me responda uma coisa Guilherme, como você conseguiu esse quarto? Diz-me a verdade Guilherme. Disse Elizabeth olhando fundo nos olhos de Guilherme.
-O dono da empresa me deu de presente pelo meu bom desempenho nos últimos tempos, e isso é uma suíte de luxo, fiquei muito feliz, pena que você achou que Alberto estava aqui, pelo que eu sei Alberto esta no Japão Beth. Disse Guilherme
-Vamos esquecer tudo isso Guilherme, me desculpe mais uma vez. Agora eu tenho que ir deixei sozinhos meninos em casa, apareça qualquer dia para um almoço. Disse Elizabeth levantando-se e pegando a câmera que deixara cair no chão na hora do susto.
-Isso só irá ficar entre nós Beth, não se preocupe com nada, prometo que apareço sim antes mesmo do começo de dezembro. Disse Guilherme acompanhando Beth até a porta.
-Então até mais ver caro amigo. Disse Beth indo embora.
-Até mais amiga. Disse Guilherme fechando a porta após Elizabeth ter saído.
Guilherme vai até a mesinha da sala e pega seu celular para fazer uma ligação.
-Oi. Alberto, tudo beleza cara? A Elizabeth acabou de sair daqui sem desconfiar de nada, eu inventei a história de uma rifa pra ela, ela esta indo pra casa agora, então se prepara pra hora do seu grande show de atuação...

Enquanto isso no aeroporto de Congonhas...
Márcia estava sentada em uma cadeira lendo uma revista, ela estava esperando seu vôo.
EMBARQUE PORTÃO 6. VÔO 189 RIO GRANDE DO SUL. EMBARQUE PORTÃO 6.
-Já estão fazendo o embarque e ela esta atrasada. Eu não acredito. Disse Márcia olhando para os lados.
-Quando eu marco alguma coisa geralmente eu cumpro com o combinado. Disse Madame Boulevard chegando ao lado de Márcia.
-Achei que você não viria mais Bernadete, pensei que havia desistido. Disse Márcia levantando e pegando a mala.
-Eu não vou desistir Márcia já lhe disse, essa viagem será importante para nós e eu pretendo voltar com alguma resposta. Disse Bernadete enquanto as duas caminhavam até o portão de embarque.
-Nós iremos descobrir muitas coisas amiga não se preocupe porque tudo irá ocorrer perfeitamente bem. Disse Márcia.

00: 00 AM
Na casa de Elizabeth...
Elizabeth estacionava o carro em frente sua casa, estava cansada e decepcionada pelo acontecido no hotel. Elizabeth ao chegar a frente à porta de sua casa percebeu que estava havendo alguma coisa estranha ali, parecido com uma festa, Elizabeth então abriu a porta e deparou-se com Alberto, Amanda e seus filhos.
-Amor! Onde você estava uma hora dessas da noite? Cheguei hoje para fazer uma surpresa pra você e nem te encontrei em casa, onde você estava? Perguntou Alberto.
-Alberto? Eu não acredito no que estou vendo, como você está aqui? Disse Elizabeth pasma.
-O Pai já disse que te quis fazer uma surpresa mãe. Disse Matheus alegre por ver o pai.
-E eu trouxe um presente pra você amor. Aqui esta a caixa, pode abrir. Disse Alberto entregando uma pequena caixa nas mãos de Elizabeth.
-O que é isso Alberto?
-Abra amor, você vai gostar.
Elizabeth então abriu a pequena caixa e dentro tinha um lindo colar de coração feito a ouro puro.
-Meu Deus. Disse Elizabeth espantada.
-Lindo né Beth? Eu achei a sua cara, e na parte de trás do coração tem as iniciais dos nossos nomes. Disse Alberto tirando o colar da caixa e colocando em Elizabeth.
-Ficou linda sogrinha. Disse Amanda impressionada com a beleza do colar.
-Isso deve ter te custado muito Alberto. Disse Elizabeth ainda perdida com tudo o que estava acontecendo.
-O Amor não tem preço Beth. Disse Alberto beijando Elizabeth.
-Mãe agora vem o pai comprou pizza pra gente comer hoje. Disse Pedro.
-Okay. Eu vou subir e tomar um banho rápido e colocar uma roupa mais relaxada. Disse Elizabeth subindo as escadas.
-Será que ela gostou da surpresa filhão? Perguntou Alberto para Matheus.
-Claro que sim pai, ela está apenas cansada a semana foi muito corrida pra ela. Respondeu Pedro.

No outro dia...
07/12/2020
06: 00 AM
Fazia muito frio naquela manhã de segunda-feira. Elizabeth levantava bem cedo naquela manhã, abriu o guarda-roupa tirou um casaco de frio e vestiu sobre o pijama. Sorrateiramente Elizabeth foi descendo as escadas até chegar ao jardim dos fundos. Chegando do lado de fora da casa Elizabeth pegou sua velha cadeira de balanço que havia herdado de sua falecida avó, sentou-se olhou para o céu, deu uma leve balançada na cadeira e ali mesmo ela começou a chorar.

FIM DO CAPÍTULO
 

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G.

27 de março de 2009 19:50

gostei (:



9 de abril de 2009 14:37

Bem interessante,embora exaustivamente longo, o problema de por livros em blog é exatamente esse, os capítulos são muito longos e as pessoas com pouca paciencia pra ler tudo, confeço que ao ver o tamenho do post desanimei, mas ele me proporcionou uma boa leitura.

Esto escrevendo um livro também, completamente diferente do seu, quem sabe um dia eu post no meu blog =)

sem mais

grande abraço



21 de abril de 2009 10:09

olá
vim retribuir a visita feita a meu blog
vc desenrola um foco narrativo interessante só precisa se vc me permite corrigir alguns deslizez ortográficos mas só o fato de ser um blog literario ja valeu a pena
quanto a parceria ficaria satisfeito em ser parceiro do seu blog
abraço
http://aflaudisiodantas.blogspot.com/


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