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03: 00 PM

O Almoço na casa de Juliana terminara às 2 horas, os convidados haviam ficado uns tempos a mais na casa dela esperando que ela aparecesse, mas a tarde toda Juliana não saiu um minuto do quarto. Diana e Rafael se retiraram da sala indo levar Alexandra, que não estava entendendo aquela situação constrangedora que passara, os pais de Marcelo se comprometeram a levar a garota para casa. Na casa de Juliana só ficaram por ali Marcelo, Kátia e Elizabeth.
-Sua mãe foi muito cruel com a Juliana, ela não merecia ter passado por isso. Dizia Elizabeth indignada. Todos estavam na sala esperando que Juliana desse algum sinal de existência.
-Eu estou me sentindo mal por isso, eu não devia ter convidado meus pais para esse almoço. Dizia Marcelo tomando uma taça de vinho com as meninas.
-Mas por que raios você teve essa idéia? Perguntou Kátia indignada.
-Eu pensei que os três pudessem estabelecer algum laço de paz, ou pelo menos terem respeito uns pelos outros. Não queria mais viver nessa guerra, eu sofria quando minha mãe maltratava a Juliana com palavras, eu pensei que minha mãe tivesse mudado as atitudes dela, por isso a chamei para esse almoço. Disse Marcelo virando mais um copo.
-Você quis fazer o bem e acabou fazendo o mal. Que situação hein Marcelo. Disse Kátia.
-E tem outro fator que você também errou, não devia ter deixado seus pais virem para dormir, a Juliana não vai suportar viver em baixo do mesmo teto com eles por um tempo indeterminado. Disse Elizabeth tomando mais uma taça.
A porta da frente se abre, eram Diana e Rafael que haviam chegado e entravam na casa como se nada tivesse acontecido.
-Achei que o almoço já tivesse terminado e todos tivessem ido embora. Disse Diana olhando com um estranho olhar para Elizabeth e Kátia.
-Estamos conversando sobre a vida mamãe, eu e minhas amigas queremos o bem da Juliana e estamos esperando ela descer. Disse Marcelo para a mãe em um tom omisso.
-Não sei por que estão tão preocupadas com aquela garota, não aconteceu nada de mais com ela para vocês se preocuparem. Bem eu vou indo tomar o meu banho e depois venho tomar alguns drinques com vocês, venha meu querido. Disse Diana subindo de mãos dadas com Rafael para o banheiro do quarto de hóspedes.
-Eu não acredito que você é tão omisso com seus pais Marcelo, você tem que ter voz ativa, eles estão errados, defenda sua esposa que você tanto ama. Disse Kátia indignada.
-Gente, apesar de todos os males minha mãe é uma pessoa boa, eu sei disso, eu devo tudo a ela, e não sou omisso a ela, apenas não gosto de confusões.
-Marcelo, pelo amor de Deus, abra seus olhos com sua mãe, ela não o que você pensa essa mulher precisa urgentemente de um tratamento psiquiátrico, você podia sugerir isso a ela. Disse Elizabeth.
-Se você me permite Marcelo, indique os meus serviços psiquiátricos, afinal eu fiz uma excelente faculdade e quase não exerci a profissão, eu podia fazer uma consulta para ela, e de graça. Disse Kátia
-Eu não sei meninas, eu irei pensar seriamente nisso, mas não arrumem mais problemas para a minha cabeça hoje. Disse Marcelo virando mais uma taça de vinho.
De repente no alto das escadas aparece Juliana segurando sua mala rosa e vestida pronta para sair.
-Amor, nós estávamos preocupados com você. Disse Marcelo a avistando e levantando rapidamente do sofá ao encontro de Juliana, quando ela diz:
-Pode parando por ai mesmo Marcelo, eu não quero te ver um bom tempo, me decepcionei com você hoje. Disse Juliana.
-Juliana não seja tão severa, entenda o Marcelo, ele esta entre a cruz e a espada. Disse Kátia levantando-se do sofá também.
-Ou a sua mãe, ou eu, faça sua escolha. Disse Juliana olhando diretamente para Marcelo.
-Como assim July? Perguntou ele.
-Eu não vou ficar no mesmo teto que sua mãe, portanto escolha uma de nós para ficar nessa casa. Continuou ela. De repente Rafael aparece no alto da escada desesperado.
-Filho! Rápido! Chame uma ambulância, sua mãe esta passando muito mal.
Na hora Marcelo correu para o quarto onde a mãe estava e pediu para que Kátia ligasse urgentemente para a ambulância, Juliana naquele momento sentou-se no sofá e começou a chorar, Elizabeth sentou-se ao lado dela e a abraçou.

Enquanto isso na casa de Fernanda...
Pietro e Fernanda estavam deitados na cama, no quarto, conversando sobre o almoço:
-Você viu o jeito que sua mãe olhava pra gente, eu disse para você não sentar ao meu lado, você foi teimoso. Dizia Fernanda.
-Eu não ligo para o que minha mãe pensa da gente, meu pai felizmente é a favor do nosso namoro, isso pra mim já é o bastante.
A campainha toca na casa de Fernanda.
-Pietro fique por aqui, tenho medo de que seja sua mãe vindo xeretar se você esta por aqui. Disse Fernanda levantando-se e vestindo uma roupa.
-Você está ficando paranóia com a minha mãe Nanda, ela não teria tanta coragem de vir até aqui. Disse Pietro levantando-se e também vestindo uma roupa.
-Nós não devemos arriscar Pietro. Disse Fernanda saindo para atender a porta lá embaixo.
-Oi Fernanda. Era Juliana que estava na porta, com uma cara abatida de quem havia chorado por muito tempo, ao seu lado estava Elizabeth, Kátia havia ido acompanhar Marcelo e Rafael na ambulância.
-Fernanda, deixe a Juliana ficar um pouco aqui com você, é uma longa história, e eu não posso fazer companhia para ela agora, eu estou muito ocupada, me desculpe July. Disse Kátia.
-Mas o que aconteceu Kátia? Perguntou Fernanda.
-É uma longa história amiga

09: 00 PM
Na casa de Elizabeth...
Elizabeth, Pedro, Matheus e Amanda estavam sentados na sala assistindo a novela, Alberto chegava a casa naquele momento.
-Boa noite pessoal! Dizia Alberto entrando todo alegre dentro de casa.
-Boa noite meu querido! Suas malas já estão todas prontas, eu deixe todas elas em cima da cama. Dizia Elizabeth levantando-se em direção a Alberto.
-Nossa Beth, que pressa é essa? Eu tenho um convite para fazer a todos vocês antes de eu ir embora. Disse Alberto.
-Qual o convite pai? Perguntou Matheus.
-Convido vocês para irem jantar comigo no restaurante do Leona essa noite, pelo menos a gente pode curtir um momento todo mundo junto essa noite, antes de eu ir viajar. Respondeu Alberto.
-Bem, todos nós aceitamos, to indo trocar de roupa. Disse Pedro levantando-se indo direto para seu quarto trocar de roupa, Matheus e Amanda foram atrás dele.
-Alberto, eu acho legal você querer jantar com todos nós antes de ir embora. Disse Elizabeth olhando para Alberto.
-Nós precisamos passar um momento em família juntos, e nada melhor do que lá para nós irmos. Disse Alberto.
-Eu vou colocar o meu vestido preferido então. Mas desculpa pelo pergunta Beto, mas a que horas você vai pegar o avião? Perguntou Beth.
-O Meu vôo é o da meia-noite, eu to tranqüilo, ainda sobra tempo pra jantarmos e eu deixar vocês de volta aqui em casa. Disse Alberto.
-Eu vou sentir muitas saudades suas. Disse Elizabeth beijando Alberto.

Na casa de Fernanda...
Pietro e Juliana já haviam ido embora, Fernanda ajudou a amiga a tarde toda com seus problemas, Juliana havia voltado pra casa por volta das 8 da noite. Fernanda estava sentada na poltrona da sala segurando nas mãos a caixinha que Madame Boulevard havia dado para ela, ela estava em dúvida se abria àquela caixa antes do tempo ou esperava o tempo que Madame havia pedido para ela. De repente a campainha toca. Fernanda se desespera sem saber o que fazer com aquela caixinha, ela esconde rapidamente atrás da raque da televisão e vai direto atender a porta. Era Pietro e seu pai Orfeu que estavam na porta, Fernanda se surpreendeu com a presença de Orfeu ao lado de Pietro.
-Oi Amor, eu trouxe meu pai, nós precisamos ter uma conversa séria. Disse Pietro.

Na casa de Juliana...
Não havia ninguém dentro da casa de Juliana, parecia um deserto completamente silencioso, apenas se ouvia o som do DVD, Juliana ouvia um antigo CD de Eric Clapton, sentada no sofá lendo um antigo livro. O Telefone celular dela começava a tocar, ela olhou no visor e era Marcelo quem estava ligando.
-Fala Marcelo. Atendeu Juliana.
-Eu e meu pai vamos ter que passa a noite aqui no hospital, minha mãe ainda esta se recuperando e ela quer nossa companhia por aqui, você vai ficar bem sozinha hoje?
-Eu vou ficar bem. O que houve com sua mãe? Perguntou Juliana.
-Ela tem alergia a cogumelos, e você nem sabia disso, a Kátia me disse depois que vocês colocaram cogumelos no molho, e ela acabou comendo, o organismo dela só foi reagir naquela hora.
-Me desculpe, eu nem sabia disso, me desculpe amor, espero que sua mãe melhore, e se cuide. Disse Juliana desligando o celular e sentando-se no sofá com arrependimento.

Na casa de Kátia...
Steffani e Leandro haviam ido para a balada, em casa havia ficado somente Mariana e Kátia. Na sala as duas estavam se distraindo, Mariana tocava piano, seu hobby preferido, e Kátia estava na internet conversando com Paul. De repente Mariana para de tocar e grita.
-CHEGA!
Kátia se assusta e olha para a filha sem entender completamente nada.
-O Que houve minha filha? Perguntou ela.
-Chega mãe! Chega Mãe! Para de conversar com esse cara, eu não agüento mais ver você correndo atrás desse cara. Disse Mariana nervosa.
-Filha, por que tudo isso? Eu apenas quero encontrar alguém para amar e alguém para...
-Alguém para que mamãe? Para substituir a falta de um pai para nós? Para com essa história, eu não suporto mais isso, nós não precisamos de um cara qualquer para suprir a falta do nosso pai. Disse Mariana interrompendo sua mãe. Kátia começou a chorar e subiu para o quarto. Mariana sentou no banco do piano e começou a chorar também. Naquela hora a porta se abriu e Leandro entrava chegando da balada.
-O Que houve minha irmã. Disse Leandro correndo desesperadamente para ver o que estava acontecendo com a irmã.
-Eu briguei com a mãe, Lele eu me desesperei. Respondeu Mariana aos prantos.
-Mas por que vocês duas brigaram, por qual motivo? Perguntou Leandro ainda sem entender nada.
-Eu não agüento mais ver a mamãe se relacionando com aquele americano, a nossa viagem nos Estados Unidos estava tão boa, mas depois que ela conheceu aquele cara parecia que tudo havia mudado.
-Você tem quer ter calma minha irmã, não precisa desesperar-se por causa disso, deixe a mamãe em paz, nós temos que esperar esse cara vir para cá, e depois deixar o tempo se encarregar de tudo. Disse Leandro abraçando a irmã.

De volta a casa de Fernanda...
Orfeu, Pietro e Fernanda estavam sentados no sofá conversando.
-Na verdade eu só vim aqui hoje, para te conhecer melhor Fernanda, eu fiquei sabendo que vocês dois estão namorando e quis vim falar com você. Dizia Orfeu.
-Pra começo de tudo senhor Orfeu, nós ainda não estamos oficialmente namorando, na verdade nós estamos ficando. Disse Fernanda sem jeito.
-Pietro me disse que vocês dois viviam um bom relacionamento, que iria ser duradouro e que vocês dois se amavam, ele não me disse nada sobre vocês estarem ficando e não namorando. Disse Orfeu espantado.
-Nós nos amamos senhor Orfeu, mas isso não quer dizer que nós estamos namorando. Disse Fernanda.
-Pai, eu não dei detalhes se nós estávamos namorando ou ficando, o senhor está se equivocando, eu e Fernanda vivemos em um relacionamento estável assim, e não queremos mudar por enquanto. Disse Pietro entrando na conversa.
-Tudo bem meu filho, me desculpem! Disse Orfeu sem jeito.
-Apesar de 15 anos de diferença entre eu e seu filho, nós nos amamos de verdade senhor Orfeu, não precisa se preocupar com nada, eu mudei muito desde aquele ocorrido comigo, eu sou uma nova pessoa. Disse Fernanda.
-Eu sei Fernanda que você mudou. Por mim vocês dois podem namorar a vontade, independente da idade de vocês, e você é uma pessoa boa Fernanda, eu acredito que você mudou de verdade. Disse Orfeu.
-O que a dona Marina está achando sobre isso? Perguntou Fernanda.
-Ela não sabe sobre nada, na verdade ela nem sabe que eu estou aqui, ela foi ao supermercado com o carro do Pietro. Se ela soubesse de vocês dois, eu acho que ela não seria a favor ao namoro de vocês. Respondeu Orfeu. O telefone de Fernanda começou a tocar naquele momento, Fernanda olhou no visor do celular e não era um número cadastrado, ela então atendeu a chamada, e pediu licença para ir à cozinha atender. Na hora que ela atendeu tomou um susto, era Madame Boulevard que estava do outro lado da linha.
-Tudo bem sim Madame. Dizia Fernanda impaciente.
-QUERO QUE VOCÊ ME ENCONTRE HOJE NO RESTAURANTE WIND, DE LEONA, PRECISAMOS CONEVRSAR A RESPEITO DA CAIXA QUE EU LHE DEI. POR FAVOR, VENHA SOZINHA. Disse Madame Boulevard ao telefone, sem ao menos despedir-se. Fernanda ficou sem palavras e com medo, ela decidiu não contar para ninguém sobre o telefonema quando chegou à sala, e foi logo se despedindo de todos.
-Amor, eu não posso te acompanhar? Perguntava Pietro sem saber de nada.
-Não Pietro, não pode, eu vou até o shopping comprar roupas íntimas para mim, um homem não pode acompanhar uma mulher nessas ocasiões. Dizia Fernanda para Pietro e beijando se despedindo de Orfeu.
-Tudo bem amor, até amanhã, não se esqueça que você e eu temos um encontro marcado. Disse Pietro saindo.
Passados 5 minutos, Fernanda rapidamente se arrumou e pegou o carro indo diretamente para o restaurante.

09: 50 PM
Na cozinha do restaurante Wind, Leona vestia uma cinta na barriga como se fosse para esconder a barriga que estava meio grandinha, sua amiga e ajudante estava ao seu lado naquela hora.
-Não sei pra que fazer isso Leona, você sabe muito bem que não precisa esconder você continua linda. Dizia sua amiga.
-Você sabe os meus motivos Carla, não posso dar a minha cara a tapa. Disse Leona preocupada e apertando mais a cinta em sua barriga.
-Isso vai te fazer mal amiga, entregue logo o jogo, pare com essa palhaçada.
De repente o garçom entra na cozinha para chamar Leona.
-Um de nossos clientes quer ser recebido especialmente por você chef. Disse o garçom para Leona.
-Diga que eu já estou indo. É algum cliente antigo? Perguntou Leona.
-Senhor Alberto e sua família. Respondeu o garçom, e Leona passou a mão na testa como se estivesse preocupada e foi direto receber a família de Alberto.
Alberto, Beth e seus filhos esperavam em uma mesa a chegada de Leona.
-Hoje o restaurante está cheio. Disse Elizabeth.
-Ainda bem que a Leona é nossa amiga e sempre arruma uma mesa especial para nós. Disse Matheus.
-A Leona sempre foi uma grande amiga para nós. Disse Alberto olhando para Elizabeth.
-Pena que ela é Lésbica. Disse Pedro.
-Pedro, tenha mais respeito, você é um garoto compromissado, e além do mais não temos nada a ver com a opção sexual dela. Disse Alberto sério.
-Comporte-se Pedro. Disse Elizabeth.
-Boa noite meus queridos amigos. Disse Leona chegando toda sorridente à mesa.
-Como vai nossa chef preferida? Perguntou Alberto abrindo um sorriso.
-Eu estou ótima como sempre, fiquei alegre ao saber que vocês vieram jantar aqui hoje. Disse Leona.
-Nós viemos curtir um pouco essa noite maravilhosa, e nada melhor do que jantar aqui. Disse Elizabeth para Leona.
-É bom para vocês aproveitaram o Alberto essa noite, afinal amanhã ele já estará a 12 horas longe de nós. Disse Leona.
-Você já esta sabendo da viagem? Achei que o Alberto não tivesse comentado com absolutamente ninguém. Disse Elizabeth estranhando o fato;
-Bem, a Leona é nossa velha amiga, sempre quando encontro com ela conto as novidades, nunca tive cerimônias com ela. Respondeu Alberto para Elizabeth.
-Que tal a gente mudar de assunto, e irmos a nossa janta. Disse Matheus percebendo uma briga e mudando de assunto.
-Verdade, com licença que eu vou trazer o prato da casa, especialmente para vocês. Disse Leona levantando-se e indo direto para a cozinha.
-E vocês me dão licença também, vou até o banheiro. Disse Elizabeth levantando-se.
Em caminho do banheiro Elizabeth se depara com Fernanda e Madame Boulevard sentadas em uma mesa conversando, Elizabeth estranha aquilo e passa curiosa fingindo que não as viu.
-Fico feliz em saber que você veio ao meu encontro. Dizia Madame Boulevard.
-Não entendo porque a senhora gosta de se encontrar comigo, achei que depois que o bordel acabou e nossa divida terminou pensei que você não iria mais procurar. Disse Fernanda.
-Por favor, esqueça as cordialidades, não precisa me chamar de senhora, meu verdadeiro nome é Bernadete, esqueça o antigo apelido de Boulevard.
Naquela hora que Madame Boulevard revelou seu nome Fernanda ficou espantada, não esperava que um dia fosse ouvir o verdadeiro nome de uma das maiores cafetinas do Brasil, na qual já foi sua chefa.
-Não entendo, por que você revelou seu nome para mim? Perguntou Fernanda ainda confusa.
-Com o tempo você vai entender tudo. Respondeu Madame Boulevard, ou melhor, dizendo, Bernadete, pegando nas mãos de Fernanda e lhe entregando uma pequena chave banhada a ouro.

FIM DO CAPÍTULO
 

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