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31/20/2020
18h24min

Elizabeth e sua família estavam chegando do Ibirapuera naquele momento, a noite estava linda com um céu estrelado, Elizabeth desceu do carro levando a cesta e os garotos ajudaram levando as bolsas, Alberto não iria descer do carro.
-Beth, eu vou abastecer o carro e dar uma passada na casa do Guilherme para pegar algumas papeladas, pode me esperar pra jantar. Dizia Alberto dentro do carro para Elizabeth que já estava quase entrando para casa, ela apenas acenou com a cabeça e foi para dentro.

Na casa de Márcia, Fernanda ainda estava lá desde manhã, Márcia havia convidado ela a passar aquela noite dormindo por lá, de repente o telefone toca, Márcia corre para atendê-lo, para a surpresa dela era Kátia quem estava ligando para avisar que chegaria lá para a terça-feira se tudo ocorresse bem, e que era pra avisar a todas as amigas. Kátia era a mais velha de todas as amigas, Elizabeth tinha 35 anos, Fernanda tinha 40 anos, Márcia tinha 35, Juliana tinha 32 e Kátia 43 anos; ela era uma mulher que teve uma carreira brilhante na advocacia, teve 3 filhos, que moravam com ela Leandro, Steffani e Mariana, 14, 16 e 18 anos, ela era separada do marido, ele largou ela para fugir com uma empregada da família, mas Kátia nunca se abalou por causa disso e era um exemplo de força para todas suas amigas.
Naquela hora que Márcia desligou o telefone, logo em seguida a campainha tocava, Fernanda foi atender, era Juliana que estava na porta chorando.

-Ju, o que houve? Disse Fernanda espantada.

Juliana abraçou Fernanda fortemente e disse.

-Marcelo acabou indo embora de casa, nós discutimos hoje cedo ele me disse coisas horríveis Márcia, ele olhou bem na minha cara e disse que não me amava, e que estava indo para Paris tentar uma nova vida ao lado de alguém que merecesse estar com ele. Dizia Juliana gaguejando.

-Ele arrumou as roupas, o saxofone dele, pegou o carro e deve ter ido para o aeroporto. Continuava Juliana.

Fernanda ficou parada, com uma cara como se não estivesse entendo aquilo, todos pensavam que Juliana e Marcelo faziam um belo casal livre de briga, essa devia ter sido a primeira briga deles. Márcia chegou logo em seguida para saber o que estava acontecendo na porta, sem saber de nada logo foi chamando Juliana para entrar. Lá dentro passados 10 minutos Juliana havia explicado tudo melhor para as amigas, que ficaram espantadas com o ato de Marcelo.

-Impossível aquele homem te amava, ele fazia de tudo por você Juliana, ele abandonou a própria família para ficar com você, ele só pode ter brigado com você para descontar a raiva que estava dentro dele. Disse Márcia

-Você sabe que o sonho dele seria ir para a Europa com aqueles empresários, entenda ele Ju. Completou Fernanda.

-Durma aqui em casa amiga, a Nanda também vai passar essa noite por aqui. Disse Márcia - Hoje minha casa vai ser um hotel, só falta a Elizabeth pra completar a turma. Disse rindo.

A noite estava caindo, e com ela um frio e uma névoa cobriam São Paulo aquela noite.

19h00min
Pedro e Matheus estavam de saída àquela noite, Elizabeth mesmo sabendo que iria ficar sozinha deixou os filhos saírem ela estava estranhando a demora de Alberto e foi logo pegando o telefone para ligar na casa de Guilherme.
-Alô!Oi Milena, aqui quem fala é Elizabeth, esposa de Alberto, tudo bem? O Alberto disse que iria passar por ai para pegar uma papelada com o Guilherme, ele ainda se encontra ai? Ah, ele não passou por ai, hum, tudo bem, obrigada, tenha uma boa noite.
Elizabeth cruzou os braços, e sabia que aquilo estava estranho. Ela se arrumou e foi direto para bater na porta da casa da Márcia.
-Beth, só faltava você pro clube. Disse Márcia abrindo a porta e sorrindo.
-Me empresta teu carro Márcia, preciso dele urgente, e não me faça perguntas. Disse Elizabeth impaciente.
-Ok, se é assim aqui esta a chave, toma cuidado com ele viu. Disse Márcia entregando com confiança as chaves nas mãos de Elizabeth.

Elizabeth pegou o carro e saiu em disparada.
-Nossa gente, aconteceu alguma coisa com a Beth. Comentou Márcia com as amigas.

Enquanto isso, a tranqüilidade tomava conta da casa de Marina, com a estadia do filho em sua casa, ela nem ligava mais em cuidar da vida dos outros, e nem espiava mais janelas, ela estava na cozinha preparando uma sopa para aquela noite que seria fria. Orfeu e Pietro estavam na sala assistindo televisão.
-Deve ser impressão minha, mas parece que essa noite vai acontecer alguma coisa estranha, e eu não sei o que é. Disse Orfeu olhando cabisbaixo para o filho.
-o seu pai está tão profeta essa semana Pietro, você acredita que ele sonhou que estava visitando nossa vizinha Fernanda no hospital. Falou Marina bem alto lá da cozinha.

Orfeu levantou-se do sofá, e foi para o quarto.

Juliana, Fernanda e Márcia arrumaram à sala, colocaram colchões, fizeram pipoca pediram pizza e começaram a assistir um bom filme de comédia, todas queriam esquecer as coisas ruins da vida, dando muitas risadas aquela noite.

19h30min
Começava a chover naquela noite, ninguém esperava aquela tempestade surpresa.
Elizabeth chegava com o carro em um hotel de luxo, ela desceu do carro e deixou as chaves nas mãos do motorista.
Ela foi indo direto para a recepção.
-Aqui está o seu dinheiro, nosso trato se encerra por aqui, me entregue a cópia da chave agora. Dizia Elizabeth sem chamar muita atenção para a recepcionista, que secretamente entregava a chave do quarto 71 nas mãos de Elizabeth.
Elizabeth saiu do hotel, e pediu para que o manobrista pegasse seu carro de volta, o telefone de Elizabeth começava a tocar, era Matheus que estava ligando.

-Mãe vem me buscar rápido, eu quero ir embora, você sabe onde estou, vem rápido. Matheus estava com uma voz assustada. Aproveitando que estava com o carro de Márcia, Elizabeth foi direto buscar Matheus e Pedro na balada, ela sabia que alguma coisa de errado estava acontecendo.
Enquanto isso no Condomínio Babilônia a força havia acabado.
-Essa noite está muito estranha Marina, parece que eu estou sentindo coisas ruins. Dizia Orfeu para a mulher, com o escuro os dois haviam ido se deitar mais cedo, e ficaram deitados conversando na cama. Marina nada respondia apenas penteava os cabelos.
-Eu acho que minha hora está se aproximando Marina. Marina olha para ele com cara de assustada.
-Mas eu acho que algumas pessoas irão antes de mim, eu espero estar enganado. Continuou Orfeu a dizer. Marina nesse instante sentiu o coração disparar.
-Para de falar besteira Orfeu. Disse ela com cara ranzinza.
Quando Orfeu ia continuando a falar, Pietro entrou no quarto.
-Vou ficar aqui com vocês, meu quarto está tão silencioso. Dizia Pietro já entrando com uma almofada e um colchão embaixo dos braços.
Do outro lado da rua a campainha tocava na casa de Márcia, com medo as 3 foram atender a porta para verem quem era. Era Marcelo, ele estava todo molhado segurando a maleta com seu sax e duas bolsas de roupas.
-Marcelo, entre rápido antes que pegue uma pneumonia. Dizia Márcia.
-Eu vim até aqui, porque eu vi que a Juliana não estava em casa, e eu deduzi que ela estivesse aqui. Dizia Marcelo todo pingando na sala e olhando para Juliana com cara de arrependimento.
-Marcelo eu vou pegar toalhas para você. Vem comigo Nanda, pra você me ajudar. Dizia Márcia puxando o braço de Fernanda e a levando para cima, ela queria deixar Juliana e Marcelo sozinhos.

Marcelo e Juliana ficaram sozinhos na sala, com um silêncio e as luzes das velas iluminando o ambiente.
-Você desistiu de ir embora? Disse Juliana de cabeça de baixa.
-Desisti. Quando eu cheguei ao aeroporto e anunciaram que o meu vôo estava de saída, todos nossos momentos que passamos juntos vieram a minha cabeça naquele instante. Eu percebi que eu te amo, e falei tudo aqui sem pensar, talvez por causa da pressão, você sabe como seria importante pra mim que os empresários tivessem me escolhido, sempre foi meu sonho tocar em uma orquestra de jazz. Dizia Marcelo deixando derramar algumas lágrimas, e olhava diretamente para Juliana expressando grande sinceridade e verdade em suas palavras – Me perdoe.
Juliana sem pensar correu para os braços de Marcelo e deu-lhe um beijo apaixonado como forma de aceitar o perdão do namorado. Márcia e Fernanda que estavam trazendo as toalhas, olhando aquela cena do meio da escada pararam de descer e ficaram quietas vendo aquela linda cena. Naquele momento a luz no condomínio voltou de repente.

20h10min
Elizabeth chegou à balada aceleradamente com o carro, Matheus e Pedro estavam esperando ela na porta, a rua estava coberta de policiais r várias pessoas do lado de fora, Elizabeth foi logo descendo do carro indo de encontro aos filhos.
-Meus filhos o que houve? Dizia Elizabeth.
-Um cara entrou atirando dentro da boate mãe, um monte de gente já foi levado pro hospital. Dizia Matheus aos prantos.
-Ai meu deus, vamos embota logo antes que essa tempestade piore ainda bem que vocês estão bem e nada aconteceu a vocês - Dizia Elizabeth levando os filhos para o carro.
No meio do caminho para casa o telefone de Elizabeth começou a tocar, era Alberto que estava ligando, ela atendeu a chamada.
-Oi querido.
-Aonde você esta Elizabeth, cheguei aqui em casa já faz tempo e não encontrei nem você nem os meninos em casa, logo em um Domingo. Dizia Alberto ao telefone.
-Alberto, eu apenas peguei os meninos para passear comigo, a gente só foi até o shopping, nada de mais, eu não iria ficar em casa esperando você, eu sabia que você ia demorar. Respondeu Elizabeth. Na hora o celular desligou, havia acabado a bateria.

20h30min
Juliana e Marcelo haviam ido para poderem conversar mais a sós, Juliana perdoou Marcelo pelas palavras que ele havia dito a ela, eles perceberam que eles verdadeiramente se amavam depois de tudo o que já passaram.
Enquanto isso na casa de Márcia, ela e Márcia apagavam e jogavam fora as velas Fernanda ainda iria dormir por lá.
Lá fora Elizabeth chegava no Condomínio, Alberto a esperava do lado de fora na porta, estava com uma cara de nervoso. Elizabeth foi logo estacionando o carro na garagem de Márcia e deixando a chave por baixo da porta, atravessou a rua com os garotos e foi de encontro a Alberto.
-Posso saber onde você foi Elizabeth? E ainda usando o carro dos outro. Dizia Alberto.
Os garotos já foram entrando para dentro de casa.
-Eu fui no mercado do shopping para a Márcia, e aproveitei e levei os garotos comigo, qual o problema Alberto, você mesmo saiu e eu nada falei, agora deixa eu entrar porque aqui fora esta muito frio e não quero ficar embaixo dessa chuva. Dizia Elizabeth já entrando para dentro de casa.
Alberto entra e, fecha a porta.
Na rua todos estavam dentro de suas casas, perto de pessoas que gostavam, e apreciando aquele tempo chuvoso e frio.
Enquanto a alguns quilômetros dali na boate de Madame Boulevard, ela estava em no seu quarto, sentada em um banquinho na frente de uma penteadeira olhando fotos de uma linda criança deixando derramar algumas lágrimas pelas fotos. O Passado não estava apenas batendo nas portas de Fernanda, parecia que Boulevard também estava voltando no tempo.


FIM DO QUARTO CAPITULO

’’EVITAR A FELICIDADE COM MEDEO DE QUE ELA ACABE, É O MELHOR MEIO DE SE TORNAR INFELIZ’’
ALBERT EINSTEIN


 

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00h05min da madrugada
LE BOULEVARD-AVENIDA PAULISTA
30/10/2020

O Passado de Fernanda havia voltado mais uma vez naquela madrugada, e ela tomou uma séria decisão, voltar para onde tudo começou. Ela estava no famoso bordel de madame Boulevard, uma antiga e famosa cafetina da região, ela era uma mulher refinada, e naquela noite vestia um vestido vermelho, com lindos cabelos longos ondulados e um leque de sua viagem ate a espanha em seus tempos de maior glória. Madame Boulevard nem aparentava ter 60 anos.
Fernanda já estava dentro do local, era um lugar com poucas luzes, paredes avermelhadas se fundiam com as luzes do local, garotas dançavam em mesas para clientes VIP’s, afinal Boulevard só trabalhava com a alta classe de empresários, e havia muitos homens aquela noite.
Fernanda ainda conhecia algumas pessoas que trabalhavam no local, como seu antigo namorado, o segurança de Madame Boulevard, ela foi se logo se aproximando dele e dizendo que queria falar com Madame.
-Ricardo! Eu tava precisando falar com a Madame - disse Fernanda meio aflita.
Ricardo não olhava na cara dela, e ela insistia, mesmo não entendo o que estava havendo. Fernanda insistiu tanto que Ricardo chamou dois seguranças para levá-la para fora do local. Ela se sentiu humilhada ao cair na sarjeta.
-Nunca mais volte aqui ou será pior. Disse Ricardo com uma cara nada agradável.
Perto dali, no bar JAZZMAN Marcelo com seu trio estavam terminando o show para os empresários, eles haviam tocado por 3 horas, e estavam fazendo a última música. Juliana atrás do balcão estava toda sorridente, ela sabia que os empresários estavam adorando o trio.
15 minutos depois.
Os empresários interessados vão conversar com o empresário do trio. Marcelo e o grupo ficam aflitos, eles sabiam que o trio podia levar outro fora. Eles precisavam muito da ajuda daqueles empresários, o futuro deles poderia mudar naquela noite, Carlos já estava até imaginando como seria uma turnê européia com o trio, ou ate quem sabe uma apresentação no festival de Montreux.
Depois de uma longa conversa os empresários vão embora. O empresário do trio disse que não diria nada naquela noite, e que era para cada um esperar a resposta em casa. Os empresários não haviam gostado do trio, apenas se interessaram por um integrante, e eles o queriam levar para tocar em uma orquestra. Os três se olharam um para os outros, com uma cara de espanto, dependendo de quem fosse o trio iria acabar.
- Eu não entendo, eles estavam com uma tão agradável. Como se estivessem adorando. Disse Juliana ao fundo, atrás do balcão.
Um silêncio pousou no lugar. Todos começaram a arrumar a guardar cada um seu instrumento, e foram para casa.

31/20/2020
07h40min
CONDÔMINIO BABILÔNIA
CÉU SEM NUVENS-24 GRAUS

A noite tinha sido maravilhosa para Elizabeth, ela até havia esquecido a briga que tivera com Alberto.
Aquela manhã de sábado estava realmente agradável, os meteorologistas haviam dito que seria um dia sem expectativas de chuva.
-Amor... Acorda. Nós vamos ao Ibirapuera hoje esqueceu. Disse Alberto trazendo o café da manhã para Elizabeth na cama. Elizabeth estava com uma alegria estonteante.
Aquela manhã Matheus havia preparado o café da manhã, e Pietro tinha trazido a namorada para passar a noite em casa com ele. Estavam os três lá embaixo.
De repente a campainha toca, Pedro vai atender. Era um entregador segurando um belo buquê de rosas brancas e vermelhas, eram para Elizabeth, Pietro chama o pai para receber a encomenda. Alberto discretamente desce, e recebe o buquê, levando-o direto para o quarto para as mãos de Elizabeth. Ao receber o buque Elizabeth chora de emoção.
-Fazia tempo que eu não recebia um buquê tão lindo vindo de você amor. Disse ela com os olhos lacrimejados.
Ele a beija.
Do lado de fora o dia estava realmente bonito, e na casa ao lado Marina estava com sua cadeirinha tomando café em frente sua casa, mas desta vez com a companhia agradável de seu filho.
Um táxi vem chegando. Fernanda descia dele toda descabelada e com os sapatos de salto alto quebrados levando em suas mãos. Marina e Pietro deram bom-dia pra ela. Ela sem graça foi se aproximando dos dois e perguntou se podia tomar café na casa deles. Marina educadamente chama a colega para entrar e tomar café com os dois. Marina fica espantada e na mesa nada fala ou pergunta sobre o ocorrido.

Juliana acabara de acordar, olhou para o lado e não viu Marcelo ao seu lado deitado. Ela se levantou e foi até a sala verificar se o namorado estava lá. Marcelo estava lá no sofá com um saco de salgadinho na mão, e no chão uma garrafa de refrigerante . Marcelo estava com uma cara de sono, parecia que não tinha dormido um segundo aquela noite.
-Amor, eu não acredito que você não dormiu, eu achei que você só ia deitar no sofá para assistir o filme, não imaginava que iria passar a madrugada inteira acordado!!! Disse Juliana espantada.
Havia um motivo na qual ele não tinha dormido, o misterioso telefonema do empresário.
-Até agora não tocou Ju, eu sei que o telefone vai tocar, deve ser por causa do horário, aqueles empresários não devem ter se acostumado ao fuso-horário. Disse Marcelo quase fechando os olhos - Vamos deitar Marcelo, deixa que se o telefone tocar eu atendo, venha. Disse Juliana pegando Marcelo pelos braços e o levando até o quarto.

08h05min
Pedro se despedia de Amanda, sua namorada, uma menina linda cabelos loiros, olhos verde e alta como Pedro.
–Eles formam um belo casal. Dizia Marina para Pietro sentado no quintal de sua casa, vendo a cena do beijo.
Marina levantou-se indo para dentro de casa, ia acordar Orfeu, ele sempre acordava tarde, era muito preguiçoso quando estava deitado em uma cama, mas quando ele ficava de pé ninguém o segurava sempre muito agitado ajudando a mulher, fazendo caminhada, consertando uma coisa aqui outro ali, sempre estava disposto, mas se deitasse em uma cama, só Marina o levantava.
Chegando ao quarto, Marina deu um selinho em Orfeu, dizendo:
-Acorde meu bebê! Já é de manhã!
Toda manhã era sempre a mesma frase e o mesmo ritual, e Orfeu acordava com um grande sorriso parecendo uma criança. Mas naquele dia foi diferente, Orfeu não estava sorrindo estava com uma cara de espanto.
-O que foi Amor? Que cara é essa? Você está bem?- Disse Marina preocupada.
-Eu tive um sonho muito estranho. Sonhei que Fernanda estava em um hospital e eu estava visitando ela com um buquê de rosas. Disse Orfeu de boca aberta e com uma cara de espanto.
Marina levantou-se bem rápido da cama.
–Nossa que coisa estranha! Mas foi só um sonho! Eu mesma já sonhei que conversava com o fantasma do Pavarotti! Disse Marina dando um sorriso e indo para o banheiro. Orfeu levantou-se e foi para a cozinha.
Na casa de Elizabeth tudo parecia estar normal, a família toda reunida escolhia um lugar para irem naquele sábado, Elizabeth queria um piquenique no Ibirapuera, Pedro queria ir pro Playcenter, Matheus querendo ir almoçar em algum restaurante ou rodízio, e Alberto estava sentado em sua poltrona esperando os 3 decidirem um lugar. O celular de Alberto começa a tocar, ele se levanta e vai até o jardim dos fundos para atender o celular.
-Ok! Claro, Claro! Não hoje não posso! Cancele, eu não falei que era pra marcar, Você que quis! –respondia Alberto ao telefone.
Alberto desligou o telefone bravo.
-Quem era Amor? Era do serviço? Disse Elizabeth sorridente.
-Era o Guilherme amor, queria que eu fosse trabalhar hoje, e ainda marcou horário de uma reunião pra mim, mas fica tranqüila que eu já resolvi tudo, e nem irei trabalhar hoje.
Alberto sentou-se de volta à poltrona, e deu um sorriso para Beth.

09h00min
Juliana estava deixando o café preparado para Marcelo, ele ainda estava dormindo e estava em um sono profundo no quarto, Fernanda estava preocupada o telefone não havia tocado ainda, ela estava com impressão que os empresários não iriam ligar aquele dia ou qualquer outro dia. Na hora que ela começou a colocar os biscoitos no pote o telefone começou a tocar, ela imediatamente largou tudo que estava segurando e correu para atender.
Pronto! Quem fala?
-Juliana! Oi, sou eu o Carlos, estou ligando pra avisar que os empresários não vão levar o Marcelo, eles escolheram a mim, eu achei melhor ligar porque sabia o quanto Marcelo sonhava com isso, e eu pensei que ele estivesse aflito pra saber, mas fala pra ele... Fernanda desligou o telefone e começou a cair uma lágrima de seu olho.
Juliana voltou a fazer o que fazia, e pensava em uma forma de dizer para Marcelo aquela noticia horrível, Marcelo com certeza iria ter uma reação triste.
Lá na rua de repente começou a tocar uma buzina de carro, tocava repetidamente, Juliana estranhando foi até lá fora ver o que era. Chegando lá fora, todos haviam saído para ver quem era. Quando olharam descer do táxi era inesperadamente Márcia, ela estava linda como sempre com seu estilo adolescente, Márcia tinha 35 anos, mas quem a olhava achava que ela tinha 15, seus belos cabelos loiros, olhos pretos, e sempre com uma pose de modelo, ela estava bem arrumada, vestia uma calça jeans, uma blusinha pólo preta e um pequeno espartilho branco, ela estava sorridente.
Juliana saiu correndo pra abraçar a amiga, Elizabeth e Fernanda que estavam do outro lado da rua correram para abraçá-la também..
Márcia foi logo convidando todas as 3 para entrarem em sua casa, ela morava ao lado de Fernanda.
O taxista guardava as malas dela dentro de casa e indo embora, elas correram para sentar no grande sofá de couro branco da Márcia, para querer saber como foi à viagem para os Estados Unidos, queriam saber se ela tinha arrumado algum novo namorado, estavam interessadas em todos os detalhes, afinal Márcia tinha ficado longe por 1 mês.
Márcia foi logo começando a contar tudo, tinha ficado com um rapaz nos Estados Unidos, comprou várias roupas em Nova York, havia tirado várias fotos, e feito muitas coisas interessantes. Terminando a história Márcia queria saber o que tinha acontecido no Condomínio e na vida das amigas todo o mês que ela havia ficado fora, Juliana e Elizabeth se olharam pensando se falariam sobre o caso da Fernanda ter apanhado de um garoto de programa e ter envolvido Orfeu na briga.
-Eu me envolvi com outro garoto de programa, e acabei cometendo uma grande besteira, apanhei e infelizmente ele bateu em Orfeu também, porque Orfeu tentou impedir o garoto - Disse Fernanda com a cabeça baixa e uma voz seca.
Todas olharam para ela com cara de espanto, principalmente Beth e Nanda que não esperavam que a amiga fosse criar coragem para falar aquilo.
-Fernanda, eu não acredito, a gente já tinha conversado sobre isso, e você disse que não iria sair com mais nenhum garoto de programa, você quebrou uma promessa Fernanda - Disse Márcia indignada. Fernanda e Márcia eram como carne e unha, sempre estavam juntas, uma na casa da outra, uma contava segredos para outra, havia coisas e histórias que Beth e Juliana desconheciam, e sobre Fernanda sair com garotos de programa, Fernanda havia prometido para Márcia que não iria mais se relacionar com eles, mas a promessa foi quebrada. Márcia ficou muito triste com o que a amiga havia feito.
-Márcia, não me julgue, por favor, eu tive meus motivos, está se passando tantas coisas na minha cabeça, eu não suportei, e acabei saindo com ele, desculpa Márcia, mas não vamos falar disso agora, por favor. Disse Fernanda chorando.
As quatro se abraçaram e Márcia começou também a derramar lágrimas.

12h00min
Elizabeth se arrumava em casa, eles decidiram ir para o Ibirapuera fazer um piquenique em família, Elizabeth colocou um belo vestido florido e seu melhor óculos de sol, ela estava animada, fazia tempo que a família não tirava um tempo para saírem juntos.
Alberto, Pedro e Matheus esperavam lá em cima, embora sempre fosse o contrário, porque Beth sempre se arrumava primeiro do que eles, ela era sempre pontual em qualquer compromisso, Beth era uma mulher sem defeitos, pelo menos era o que parecia ao ver de qualquer um.
Lá na sala, o celular de Alberto começou a tocar mais uma vez, e ele foi mais uma vez para o jardim atender o telefonema.
-Para de me ligar, pelo menos hoje! Eu vou sair com minha mulher e eu quero paz! Dizia Alberto com uma furiosa.
Ele voltou para a sala e os meninos nada perguntaram.
-Estou pronta! Dizia Elizabeth descendo as escadas toda bonita e irradiando felicidade.
Eles pegaram o carro e foram para o Ibirapuera.
Enquanto isso na casa de Márcia, Fernanda havia voltado pra lá para explicar melhor para Márcia tudo o que estava acontecendo em sua vida, Márcia explicou que começou a lembrar do passado e teve que ir ao encontro de Madame Boulevard para ver se esclarecia algumas coisas.
Naquela hora, Fernanda começou a lembrar das situações que ela tinha passado naquela época, Fernanda tinha se envolvido com prostituição, drogas, crimes de extorsão entre outros delitos.
-Pare Fernanda, você é mais forte do que isso, não deixe que isso lhe abata, você lutou muito pra esquecer as coisas horríveis que você passou, e você se recuperou de tudo aquilo, e admitiu o teu perdão diante a Deus. Disse Márcia confortando à amiga que não parava de chorar.
Fernanda deitou-se no colo de Márcia, fechou os olhos e chorou, querendo esquecer tudo.

12h30min
Juliana subia as escadas com uma bandeja de café pra Marcelo, havia chegado à hora dela contar a verdade para Marcelo, chegando ao quarto ela sentou na cama, sacudiu Marcelo levemente.
-Bom dia amor, hoje eu trouxe seu café na cama. Disse Marina segurando o choro.
-Amor. Obrigado. E alguém ligou hoje...?

FIM DO CAPÍTULO 3

’’AS DIFICULDADES FIZERAM-SE PARA SEREM VENCIDAS’’
BARÃO DE MAUÁ
 

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