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30/10/2020-SÁBADO
8 AM
22 GRAUS, CÉU SEM NUVENS

- Você esta tão linda vestida de noiva... Eu os declaro marido e mulher... Meus parabéns minha filha... A festa esta maravilhosa... Vivam os noivos...!!!
-Mãe... Mãe... Mãe acorda o que a senhora faz dormindo na sala...?

Elizabeth levemente abria os olhos, quando se depara com seus dois filhos Matheus e Pedro a chamando; Todos adoravam aqueles dois meninos, Elizabeth tinha dado uma educação exemplar aos dois, eles sempre ajudavam quando possível e eram muito queridos por todos, os dois tinham traços idênticos aos da mãe, loiros, olhos azuis, a única coisa que eles puxaram do pai era o porte físico, fortes, Matheus tinha 16 e Pedro 17 anos.
-Vocês chegaram agora? Pergunta Elizabeth ainda acordando de um sono profundo, e com fortes dores no corpo, afinal a doida havia dormido no degrau da escada, e estava com a cara inchada de tanto que havia chorado.
Os dois ajudaram a mãe se levantar,e levaram ela para tomar um bom banho, eles ainda não estavam preparados para perguntar o que havia acontecido na noite anterior dentro de casa, só comentavam sobre a festa que eles estavam na noite passada.

8:20 da manhã.
Na casa da frente a Juliana Kingdom e Marcelo Kingdom já haviam levantado,eles não haviam dormido muito, tinham passado a maior parte da madrugada conversando sobre o que havia acontecido na noite passada.Na noite passada os dois haviam ido ao teatro municipal assistir a uma peça.Juliana era considerada uma das mulheres mais bonitas da rua, suas amigas até acham ela a mais bonita do condomínio, ela era uma morena muito linda, os olhos castanhos da cor da pele e do cabelo,Marcelo vivia morrendo de ciúmes pela namorada; Marcelo era um rapaz bonito ,branco, cabelos pretos, olhos pretos, e sua família tinha muito preconceito contra Juliana, para provar o amor que ele sentia por ela, ele resolveu sair da casa onde vivia com os pais,só para poder morar com Juliana.Os dois moravam juntos há 3 anos e não pretendiam se casar tão cedo. Juliana trabalhava como garçonete em um barzinho onde Marcelo também trabalhava, ele tocava Saxofone em um trio de jazz, era um barzinho simpático, com um ar bem antigo, onde se encontravam amantes do bom jazz, bem raro de se encontrar. Eles trabalhavam sempre no turno da noite das 8 até meia noite pra mais, na noite anterior eles tinham saído 08h30min de casa foi ai que encontraram Orfeu caído no chão.
Na casa de Elizabeth, tudo parecia normal, ela havia tomado uma forte ducha de água fria para ver se esquecia o que havia passado ontem à noite, e já havia preparado o café para os filhos, ela estava sentada na sala lendo uma revista sobre moda.
-Mãe. Eu e o Matheus estamos curiosos pra saber o que aconteceu ontem. A gente nunca viu a senhora assim tão estranha.
Não querendo admitir que tivesse expulsado Alberto de casa, Elizabeth apenas disse:
- Meu filho, eu não posso contar certas coisas. Eu e seu pai apenas estávamos nos divertindo na noite anterior. Elizabeth soltou um leve sorriso de lado, sendo retribuída com outro pelos filhos.
A porta se abre. Era Alberto, com uma cara feliz e irradiando alegria cumprimentando todos, como se nada tivesse acontecido. Elizabeth fica pasma com o teatro dele, e resolve entrar na jogada, coloca um sorriso enorme no rosto e da um beijo na boca de Alberto.
Enquanto isso lá fora, chegava dentro de uma Mercedes preta, Fernanda, Marina, Orfeu e o filho deles Pietro, ao saber da notícia Pietro pegou um avião correndo e foi de encontro ao pai no hospital, e Pietro não morava perto, morava na França; Pietro era um rapaz rico, e sempre fazia questão de demonstrar isso, só andava de Mercedes, e sempre presenteava os pais com coisas caras.
Orfeu havia melhorado Fernanda também, e o susto havia passado, Fernanda teve que explicar toda a história da noite anterior no caminho do hospital até o Condomínio, Pietro ficou surpreso ao saber que uma moça tão bonita saia com garotos de programa.
Fernanda desce do carro em direção a sua casa e agradece a carona meio encabulada com o que havia contado, mas aquilo não era nenhuma surpresa para Marina e Orfeu, afinal, os dois sempre estavam espiando a vida da moça, mas para Pietro aquilo fora um baque.
Marina e Orfeu chegando em casa, estavam felizes, em um dia só ganharam dois presentes especiais, a recuperação de Orfeu e a vinda de Pietro que agora iria ficar por um mês para cuidar da segurança dos pais.
Fernanda chega em casa, e sobe logo direto para o quarto, ela ainda não tinha recuperado os pertences que haviam sido roubados, a polícia ainda não havia achado o garoto. Fernanda vai para o banho quando se depara com os pertences roubados, ela se espantou na hora, do lado do celular tinha um bilhete preto escrito em branco, ela leu, e espantou-se, estava escrito:
FIQUEI SABENDO QUE CAIO LHE ROUBOU, FIQUE SUSSEGADA MANDEI UMA PESSOA DAR UM JEITO NELE, AGORA EU NÃO LHE DEVO MAIS NENHUM FAVOR, E VÊ SE CRIA JUÍZO NESTA CABEÇA, NÃO QUERO MAIS VER VOCÊ ANDANDO COM GAROTOS MEUS.
ABRAÇOS MADAME BOULEVARD
Fernanda deu um baixo grito de espanto, e muitas coisas do passado vieram na cabeça dela naquele momento, era como se ela voltasse no tempo em 1 segundo. Ela parou em frente ao espelho e deu um soco no meio dele.

12h00min da tarde.
Elizabeth preparava o almoço. Alberto iria ficar em casa aquele dia, e como os meninos passavam pouco tempo com o pai resolveram faltar no colégio. Eles estavam sentados na sala jogando videogame.
A campainha toca.
Matheus corre para abrir a porta. Era Juliana e Marcelo, Elizabeth havia convidado eles para almoçar desde a semana passada, mas eles nunca estavam com tempo disponível, parecia que aquele dia metade do Condomínio Babilônia havia tirado um dia de folga. Matheus logo foi convidando eles para entrarem, e assim foram cumprimentando todos.
-Nossa olha como estão bem arrumados parece que vocês vão a alguma premiação. Falou rindo Alberto.
Afinal, Fernanda estava vestindo um vestido florido, cabelo amarrados, e jóias. Marcelo vestia uma camisa social e um sapato social. Eles riram do comentário.
Passado 5 minutos, Elizabeth já foi colocando os pratos na mesa, e cada um se serviu como a mesa era enorme, de vidro, couberam todos na sala de jantar.
Juliana lançou o primeiro assunto, e começou a falar sobre Fernanda que tinha apanhado do garoto de programa, Fernanda disse que estava com medo de aquilo acontecer de novo.
Fernanda, Elizabeth, Juliana, Márcia e Kátia eram melhores amigas desde que se elas se mudaram para o condomínio, Márcia e Kátia estavam viajando, Márcia tinha ido para os Estados Unidos, e Kátia para a Itália visitar os parentes. Elizabeth disse que não era para contar sobre o acontecido a elas quando chegarem, porque seriam capazes de falarem um monte para Fernanda, elas sempre souberam o fato de Fernanda sair com garotos de programas e nunca contestaram ou falavam algo contra, apenas diziam que a vida era dela e ela tinha o livre arbítrio de fazer o que bem entendesse.
Os garotos ficaram surpresos com aquilo que tinham acabado de ouvir, Juliana esquecera que eles estavam na mesa, quando começou a conversa sobre Fernanda parecia que ela não sabia que tinha Alberto, Marcelo e os meninos na cozinha. As duas tiveram que explicar toda a história.

Na casa de Marina estava um cheiro muito agradável, ela tinha preparado uma das especialidades dela e um dos pratos preferidos de Pietro. Marina e Orfeu estavam irradiando felicidade, eles tinham muito amor e carinho pelo filho, e ele era recíproco ao sentimento deles. Pietro sempre ficava perguntando ao pai se doía algum lugar, se ele estava se sentindo bem, se queria ir ao médico, mas Orfeu dava risada e dizia que estava ótimo. Na hora que começaram a almoçar, muitos assuntos foram falados, mas particularmente um deixou a casa com um leve silêncio.
-E você Pietro, não trouxe sua namorada por quê? Disse Marina
Pietro demorou um pouco pra pensar.
-Ela decidiu ficar por lá mesmo, vocês sabem que ela odeia viagens à longa distância. Disse Pietro meio sem graça.
Todas as vezes que Pietro visitava os pais, eles faziam aquela pergunta, e ele sempre dava à mesma resposta. E Marina sempre estranhava o fato de nunca ter conhecido a nora.

05h35min da tarde.
Fernanda depois do banho de manhã, havia caído no sono, e estava até agora em sono profundo, depois de ter lembrado seu passado escuro, ela queria apenas dormir para esquecer tudo. Fernanda tinha um passado muito horrível, mesmo saindo ainda com garotos de programa hoje em dia, não era nada comparando ao que ela fazia antigamente, e ela havia esquecido tudo aquilo, mas, depois do bilhete de Madame Boulevard, uma grande cafetina, tudo de seu passado veio em sua cabeça naquele momento. Depois de 5 minutos, Fernanda levantou em um susto, estava tendo um pesadelo, não agüentando mais aquilo ela foi até a cozinha e bebeu um copo cheio de café, colocou o rádio bem alto e começou a cantar, tudo para esquecer os fantasmas do passado.

6h10min da tarde.
Alberto chama Elizabeth para subir com ele até o quarto, ela queria conversar seriamente com ele, ela sobe sorridente, Elizabeth tinha esta mania, não gostava de mostrar seus verdadeiros sentimentos para as pessoas, ela sabia que Alberto iria falar sobre o acontecido da noite anterior, mas ela fez questão de colocar um belo sorriso no rosto e subiu.
Chegando ao quarto, Elizabeth sentou-se na cama e Alberto do lado dela.
-Por que você estava tão estranha ontem?-disse Alberto indignado com ela.

- Nossa Alberto, estranha eu? Ontem eu estava bem, a única coisa de errado em mim ontem era o sono que eu estava, ou você acha que eu dormi lá fora porque eu quis.Disse Elizabeth em um tom de ironia.
Elizabeth beija Alberto. -Eu te amo, e sei que você também me ama, e eu sempre vou compartilhar o que eu sinto, com você.
Alberto sentiu sinceridade no que ela disse, mas Elizabeth não estava sendo sincera, ela sabia de muitas coisas e fazia como que não estivesse sabendo de nada.

8h02min da noite
Juliana e Marcelo estavam prontos para ir ao trabalho, Marcelo estava animado, pois seu trio havia saído na capa de uma revista de música. Os dois tinham um carro popular e foram para o serviço.
Aquela noite o bar estava cheio, parecia que a revista havia repercutido bem e todos estavam a fim de ver o TNT TRIO, o trio era formado por Guilherme, antigo amigo de Marcelo da faculdade, ele era negro, cabelos longos de trancinhas, e uma barba grande e brilhosa, ele tocava baio acústico. O outro era Carlos o pianista do trio, ele era novo no trio, tinha cabelos cacheados bem pretos, usava óculos e era bem branquinho. A pessoa que tocava antes no grupo de Carlos era Thiago, que havia saído do trio por conta de algumas brigas. Marcelo já foi se pondo ao seu posto no Sax, Juliana correu para por o uniforme e pegar o show desde o inicio. Eles começaram tocando Come Rain or Come Shine. Uma música que parecia ter feito parte daquele dia no Condomínio.

9h34min da noite
A campainha toca na casa de Elizabeth, e Matheus vai atender a porta, os garotos não tinham desgrudado do videogame o dia inteiro. Era Marina que estava na porta perguntando sobre Elizabeth, Matheus sabia que a mãe estava tendo uma conversa séria com o pai, e disse que ela não estava, mas de repente:
-Matheus meu filho, quem te ensinou a dizer mentiras, principalmente na frente de Dona Marina. Desculpe Marina, deve ser o videogame que esta fazendo o Matheus ficar meio fora do ar. Eram Elizabeth e Alberto descendo das escadas, os dois estavam bem vestidos, Elizabeth com um vestido de noite longo, cabelos amarrados e um belo colar de jóias, e Alberto com um grande sorriso no rosto vestia um belo terno Armany feito por encomenda.
Matheus, Marina e Pedro se espantaram, os três ficaram até de boca meio aberta.
-Tudo bom Marina? Desculpe por não ter ligado hoje, como vai Orfeu? Disse Beth sorridente.
-Ele está bem graças a Deus. Disse Marina ainda meio admirada.
Elizabeth e Alberto iriam jantar fora a pedido dela. Elizabeth estava querendo lembrar ou pelo menos fingir que ela era realmente feliz.

FIM DO SEGUNDO CAPÍTULO.

''AS VEZES QUEREMOS FUGIR DE NOSSOS PROBLEMAS CRIANDO REDOMAS DE VIDRO E FAZENDO DE TUDO PARA FINGIR QUE TODOS NOS AMAM. A VERDADE PODE DOER, MAIS A GENTE NÃO PODE FUGIR DELA''
MINHA AUTORIA

 

12 comentários
29/10/2020, SEXTA-FEIRA
MORUMBI, SÃO PAULO, BRASIL
6 HORAS P. M.


Aquela era uma tarde fria de quarta-feira na região paulistana, uma cidade maravilhosa de pessoas maravilhosas. Uma cidade que reunia pessoas de todas as partes do mundo, ali cada um tinha sua identidade própria e se se destacava no meio da multidão.
São Paulo estava muito mudado, muitos condomínios haviam sido criados, desde o simples até o mais caro. Condomínios residências, e condomínios com apartamentos. Um dos condomínios mais falados da cidade era o Condomínio Babilônia que ficava no bairro do Morumbi. Ali viviam pessoas da classe média, e da classe média alta, as casas eram belas, entoavam um clima clean, um padrão de casas brancas com detalhes azuis, e o telhado de marfim, era o sonho de todo paulistano conseguir uma casa ali. Havia uma pessoa que fugia da regra, era Elizabeth Williams, uma mulher de aparência bela, cabelos loiros, olhos azuis, alta, filha de pai alemão e mãe inglesa, uma mulher de 35 anos, bem sucedida na área de advocacia, e tinha dois filhos com o empresário Alberto Jones, era uma típica família feliz; Elizabeth estava sentada no quintal em uma velha cadeira de balanço que ganhara de sua falecida avô, ela não ligava para o tempo frio, estava pálida como a neve e estava sentada como uma conchinha na cadeira e seus olhos estavam voltados para o canteiro de orquídeas.
Enquanto isso dentro de casa, Alberto estava sentado em um banquinho na cozinha, lia o jornal do dia e ouvia um antigo disco de Diana Krall, a música estava tão alta que tomava conta da casa, parecia que ele estava ignorando o fato de Elizabeth estar do lado de fora com o frio que fazia naquela tarde.
Na casa ao lado esquerdo da família Williams, morava uma velha senhora, Dona Marina, uma mulher de 58 anos, aparência doce gentil, cabelos brancos como a neve e óculos cor de rosa, ela estava na janela da cozinha espiando Elizabeth. Ela não entendia o que Elizabeth fazia do lado de fora de casa naquele tempo frio e feio, e como de costume essa hora Elizabeth estaria começando a preparar o jantar e as crianças estariam chegando do colégio; naquele instante ela percebeu que a rotina da casa mudou aquele dia. Marina tinha esse hábito feio de ficar espionando a casa dos vizinhos, sempre que podia dava uma espiada na casa da família Williams e na casa de Fernanda Pires que morava ao seu lado esquerdo, seu marido Orfeu também acompanhava Marina nessas espiadas ‘’básicas’’. Marina parou de espiar um instante para pegar a manteiga na geladeira, de repente ela ouve um grito de Orfeu:
-Marina, venha rápido!!!
Desesperada ela sobe as escadas correndo em um pique descomunal, e corre para o banheiro onde o Orfeu estava a gritar. Chegando lá encontra Orfeu em cima do vaso sanitário e dizendo indignado:
-Olhe Marina, Fernanda já mudou de namorado outra vez, e eles já estão indo para a cama!!!Que poça vergonha esse mundo esta perdido.
-É mesmo meu velho. Diz Marina com um leve sorriso sem graça.
No Relógio marcava 6:50 da tarde,e Elizabeth continuava ali sentada, mas já não estava mais olhando para o canteiro de orquídeas, ela havia caído no sono. Alberto já não se encontrava mais em casa, havia saído fazia 12 minutos. Naquele instante indignada, Marina saiu de sua casa e ira em direção a vizinha Elizabeth, notou que a porta estava entreaberta e já foi entrando em direção ao quintal, chegando à frente de Elizabeth, Marina a balançou levemente, Elizabeth assustada deu um pulo da cadeira caindo para trás com a cadeira. Marina desesperada ajuda a amiga a se levantar rapidamente e a leva para dentro da casa.
Enquanto isso há duas casas ali do lado, Fernanda estava no quarto com um rapaz jovem musculoso; Fernanda era uma mulher de 40 anos que não gostava de parar no tempo, vivia como uma adolescente, todo mês ou toda semana estava com um namorado novo, e não pense que ela gostava de homens de 30,40 anos, só gostava de rapazes mais novos na faixa de 20,25 anos, era uma mulher linda, cabelos ruivos, olhos castanhos e o rosto liso como seda. O jovem rapaz que a acompanhava era um garoto de programa que Fernanda havia contratado naquela noite,ela não estava muito bem, havia chegado de uma balada com ele,e estava meia bêbeda, o rapaz a segurava.
Na casa ao lado,Orfeu reparava tudo da janela do banheiro,quando de repente o rapaz começou a agredir Fernanda,Orfeu tomou um susto que quase caiu de cima do vaso,e começou a gritar o nome de Marina várias vezes,depois de 5 minutos o rapaz para de bater nela e rouba tudo o que vê pela frente,jóias,dinheiro,bolsa,cartões entre outros pertences.Perplexo com aquilo, Orfeu desce em um pulo e sai correndo para fora, desce as escadas como um cometa e sai para o lado de fora da casa,assim que ele bota os pés para fora da de cara com o jovem assaltante,Orfeu para por um instante e age sem pensar, metendo um murro na cara do jovem,que rebate com um soco mais forte dizendo:
-Não se meta nisso,ou farei pior!
Orfeu cai no chão. E o jovem rouba o carro de Fernanda, saindo em disparada.
Na casa de Elizabeth tudo estava calmo, Marina conversava com a amiga dentro da casa, tentando entender porque Elizabeth estava tão estranha naquele dia,e porque Alberto não se encontrava em casa.Elizabeth nada falava, ficava quieta coçando os braços como se estivesse com frio e seu olhar não estava muito seguro,a única palavra que ela havia dito foi - muito obrigada – depois disso não havia dado nenhuma palavra.
Do lado de fora na rua,a moradora da casa da frente Juliana e seu marido Marcelo gritavam desesperados por socorro, Marina como de costume correu para a janela da casa de Elizabeth para verificar o que estava se passando lá fora,quando Marina chega próxima da janela e coloca os olhos disfarçadamente,vê seu marido caído no chão.Marina sem pensar duas vezes corre para o lado de fora desesperada, aos prantos e berros perguntava o que estava acontecendo, ela na entendia nada, por 15 minutos que seu marido ficara sozinho aquilo havia acontecido, ela se culpava e falava:
-Meu Deus!!!Porque fui te deixar sozinho em casa meu velho!!!Quem fez isso com você!!!Meu Deus!!!Ajude-me!!!
2 minutos depois, a ambulância chega, Marina vai junto com Orfeu para o hospital. Notando que a porta da casa de Fernanda estava entreaberta os para médicos vão verificar se aquilo tinha a ver com o caso do senhor tem apanhado, chegando lá em cima se deparam com Fernanda caída na cama e sangrando, eles a levam junto com Orfeu para o hospital.
Elizabeth ao ouvir os gritos de desespero de Marina, criou coragem e levantou-se indo direto para a o lado da casa, com uma cara meia de perdida, pergunta o que havia acontecido para Juliana e Marcelo, mas eles nada sabiam explicar, afinal haviam chegado há pouco tempo. Elizabeth queria ter ido com a amiga Marina junto para o hospital, mas Alberto havia saído horas atrás com o carro. Marina sempre ajudou Elizabeth em momentos difíceis, acompanhou ela no funeral de sues avôs, e de seus pais, sempre estava ao lado dela, tanto nos momentos piores como nos momentos bons.
A noite caia, já passava das 9 horas da noite. Elizabeth havia tomado um banho de banheira pra relaxar, afinal, depois de um dia turbulento como aquele só um banho para aliviar o stress. Alberto ainda não havia chegado, e nem tinha dado telefonemas, Elizabeth se preocupava cada vez mais, de repente o telefone do quarto toca, assim que ela atende diz logo: - Alberto!...Mas não era ele, era Marina dando noticias de da saúde de Orfeu.
-Os médicos disseram que ele esta bem, o que havia acontecido para ele ter ficado desacordado daquele jeito provavelmente foi a queda, e acabou tendo leves machucados!!! E Fernanda esta internada aqui no mesmo hospital, só que ela está pior os médicos disseram que ela teve ferimentos na coluna, como se tivesse levado um murro. Dizia Marina em um tom baixo de voz.
Elizabeth sem pensar muito, só desejou melhoras aos dois, e um grande beijo para Marina. Assim que ela desliga o telefone vê na janela Alberto chegando de carro, ele trazia um pacote nas mãos, Elizabeth desce rapidamente para a sala. Chegando ao meio da escada, ela para e cruza os braços, com uma voz seca e rouca perguntando:
-Onde o senhor estava? E que caixa é essa na sua mão? Você esta escondendo algo de mim Alberto?
Alberto olha para Elizabeth com uma cara fria. Dez segundos de silêncio... e ele diz:
-Nada disso te interressa Beth, não se intrometa nos meus assuntos!!!
Elizabeth pasma! Nunca havia ouvido o marido falar assim com ela antes, afinal eles quase não brigavam, quando os dois brigavam eram por motivos bestas, como música, esporte, comida... Aquilo deixou Elizabeth irritada, e na hora mandou Alberto retirar-se da casa. Alberto tentou contestar, alegando que ela estava alterada, mas de nada adiantou, Alberto saia sem mais argumentar; a casa por justiça era de Elizabeth que havia ganhado de seus pais em 2.015 no seu casamento, depois eles faleceram em 2.018.
O silêncio tomou conta da sala, bem devagar Elizabeth abaixava-se para sentar no degrau da escada, começando a chorar silenciosamente, para ela a fantasia que ela vivia há 5 anos parecia que estava acabando como um encanto.
 

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.DEDICO ESTE SERIADO AOS MEUS AVÔS
A BASE DA MINHA VIDA, A RAZÃO DO MEU VIVER

.A MINHA TIA
MULHER QUE EU ADMIRO,E SEMPRE QUERO ESTAR DO LADO DELA

.AOS MEU PAIS
QUE SEMPRE ME DERA UMA BOA EDUCAÇÃO E SEMPRE ME MOSTRARAM O CAMINHO CERTO

.AOS MEUS POUCOS E VERDADEIROS AMIGOS
QUE SEMPRE ESTÃO AO MEU ADO QUANDO PRECISO

.E A DEUS
A MINHA FÉ
 

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