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Quando Leona viu Alberto no restaurante tomou a decisão de ir com ele para um Motel para poderem conversar melhor, ela não queria que ninguém visse os dois juntos.
Em um Motel de Luxo...
-Você disse para mim que iria voltar amanhã Alberto. Disse Leona
-Sim, eu disse por que desconfiava que alguém estivesse monitorando nossos passos. Eu descobri que no hotel que nós íamos ficar tem dois informantes secretos da Elizabeth, aquela maluca está nos monitorando.
-Bem que eu já suspeitava de tudo isso, nós não podemos mais ficar dando bandeira por ai Alberto, precisamos manter o sigilo absoluto.
-Eu sei meu amor, mas não se preocupe eu tenho um plano todo arquitetado, Elizabeth irá quebrar a cara.
-O que você aprontou Alberto?
-Eu dei a chave de nosso quarto a um casal amigo meu, eu descobri que Elizabeth tem uma cópia exata da porta do quarto, quando ela chegar achando que irá nos pegar no flagra ela irá se dar mal.
-Bem planejado meu amor, você é um gênio. Disse Leona dando um beijo em Marcelo.
-E sua viagem como foi amor?
-Foi ótima, todos pensaram que eu estava indo a negócios, mas se enganaram.
-Você realmente é um gênio. Mas tem uma coisa que me intriga, e se a Beth descobrir toda nossa armação?
-Irá demorar muito pra Elizabeth descobrir a verdade, você pode ficar sossegada. Agora vamos esquecer toda essa conversa e vamos brincar. Disse Alberto jogando Leona na cama.

06/11/2020
08: 00 AM

No outro dia...
-Você vai ficar esse tempo na minha casa amor? Perguntou Leona deitada na cama com Alberto.
-Só por hoje Leona, amanhã eu volto para casa e já sei o que vou falar para a Beth.
-Eu entendo, só espero que você pare de me deixar de lado, eu estou esperando um filho seu agora, já se fazem dois meses de gravidez e eu não quero ser uma mãe solteira.
-Não se preocupe amor, você sabe muito bem que eu irei assumir esse filho meu.
-Sim, eu sei. Agora eu tenho que ir embora amor, tenho que fazer as compras do restaurante, e vê se evite ficar indo por lá sozinho. Juliana a amiga de Elizabeth está trabalhando na cozinha agora e ela não pode te ver.
-Eu irei tomar esse cuidado, fique tranqüila.

Na casa de Fernanda...
Fernanda estava triste por ter dormido sozinha na noite passada.
-O Pietro pisou na bola comigo, de vez ter voltado após ter conversado com a mãe dele resolveu dormir por lá. Dizia Fernanda.
A campainha toca.
-Quem será a essa hora da manhã! Disse Fernanda indo atender a porta.
-Bom dia Fernanda, posso entrar para podemos conversar?
Ao abrir a porta Fernanda se depara com Marina.
-Quero que a senhora fique sabendo que eu não estou a fim de confusão. Disse Fernanda.
-Eu não vim para arrumar confusão Fernanda, eu venho em missão de paz e eu creio que você esteja interessada em saber meus motivos após tudo aquilo.
-Sei que a senhora deve ter tido os seus motivos, mas eu não estou nem um pouco a fim de saber por que devem ser coisas tolas. Disse Fernanda quase fechando a porta na cara de Marina.
-Espere - Disse Marina parando a porta com a mão – Me dê mais uma chance, deixe eu te contar a verdadeira história, prometo que não irei tomar muito o seu tempo.
-Entre Dona Marina. Disse Fernanda saindo da frente de Marina e indo sentar-se no sofá.
-Posso me sentar também? Perguntou Marina.
-Por favor, sente-se e pode começar a falar.
Marina então se sentou e começou a contar a história.

Na casa de Juliana...
-Bom dia meu amor querido. Disse Juliana acordando Marcelo na cama.
-Bom dia amor... Que horas são? Perguntou Marcelo com muito sono.
-Já são oito horas da manhã. Marcelo, hora de levantar hoje o Domingo esta lindo.
-July ontem até o restaurante do hotel fechar, estou muito cansado me deixa dormir mais um pouco.
-Não, não, hoje é dia de a gente começar nossa caminhada no Horto, poxa amor à gente não ta se vendo tanto que nem antes, Domingo é um dia que a gente pode ficar o dia todo juntinho.
-Tudo bem, eu vou tomar meu banho gelado rápido, vai descendo e preparando o café enquanto isso, por favor, faça um café bem forte pra tirar meu sono.
-Pode deixar. Disse Juliana dando um beijo em Marcelo e saindo.
Juliana descendo as escadas notou certo silêncio, já era hora de sua sogra e seu sogro terem acordados, mas ninguém estava na sala, mas Juliana ouve um barulhinho estranho que vinha do sofá e foi olhar.
-Que Barulho estranho é esse. Disse Juliana se aproximando bem perto do sofá com uma vassoura.
-AI MEU DEUS UM RATO ROENDO MEU SOFÁ. Disse Juliana histericamente dando uma paulada naquele estranho bicho.
-JULIANA? O QUE HOUVE MEU AMOR? Disse correndo e gritando Marcelo só de toalha descendo as escadas assustados.
-Mas o que esta acontecendo nessa casa? Disse Diana saindo do quarto só de camisola e descendo também correndo as escadas.
-Você esta bem meu amor? Por que gritou? Perguntou Marcelo sentando-se ao lado de Juliana no sofá que estava assustada.
-Assim você me mata de susto garota. Disse Diana olhando ao redor para ver se achava o rato que havia provocado àquela bagunça, mas...
-VOCÊ MATOU A PRINCESA SUA NEGRA MAL FEITORA. Gritou alto Diana se descabelando toda.
-Mamãe, tenha mais respeito, não admito que você fale assim com a Juliana. Disse Marcelo nervoso.
-Acontece que sua mulherzinha matou a Princesa.
-Eu não matei ninguém senhora Diana, para de me acusar, eu fiz sem querer eu levei um grande susto achei que era um rato.
-Não chama a Princesa de rato.
-Juliana, por favor, vá para o quarto, eu vou ajudar minha mãe aqui com a cachorra, é melhor a gente levar ela para o veterinário. Disse Marcelo fazendo Juliana se levantar do sofá e se abaixando para ver o estado de Princesa.
-Vamos trocar de roupa rapidamente filho, nós precisamos levar a Princesa ao veterinário. Disse Diana subindo as escadas rapidamente passando por Juliana.
-Ai meu deus esse Domingo vai ser cheio de emoções. Disse Marcelo para si mesmo.

De volta a casa de Fernanda depois de toda a conversa...
-Então foi a Márcia que disse essas coisas horríveis sobre a minha pessoa? Perguntou Fernanda indignada com tudo aquilo que tinha acabado de ouvir.
-Infelizmente a verdade é toda essa Fernanda, seria melhor você e ela sentarem e conversarem melhor sobre toda essa história. Disse Marina.
-Eu não entendo a Márcia, achei que ela era minha amiga de coração, ela vai se ver comigo quando voltar de viagem.
-Não cometa nenhuma besteira minha querida.
-Pode deixar Dona Marina, eu sempre me controlo.
-Bem Fernanda e tenho que ir embora, hoje é dia de caminhada com o Orfeu e Pietro, você quer vir conosco? Perguntou Marina tentando se aproximar de Fernanda.
-Mas é claro dona Marina, seria um grande prazer, antes eu só fazia caminhada sozinha seria um prazer ir com a senhora o Pietro e o senhor Orfeu. Disse Fernanda toda animada.
-Então troque de roupa que nós iremos passar aqui para chamar você. Disse Marina indo embora.
-Dona Marina, obrigada por ter vindo aqui se desculpar por tudo. Disse Juliana se emocionando.
-Eu vi que você foi uma ótima escolha que meu filho fez. Disse Marina indo embora.

Na casa de Elizabeth...
Elizabeth tomava café na mesa ao lado dos filhos e Amanda.
-E o pai, ligou mãe? Perguntou Pedro.
-Até agora nenhuma ligação, ele disse que me ligaria nesse horário mais ou menos, provavelmente daqui a pouco o telefone toca. Disse Elizabeth.
-Será que ele volta nessa semana sogra? Perguntou Amanda.
-Eu não sei direito o dia em que ele vem, nem ele mesmo sabe. Respondeu Elizabeth.
-Mas ele deve saber sim, não concorda comigo mãe? Perguntou Pedro sem ter resposta. O telefone então toca.
-Deve ser o pai agora. Disse Matheus.
-Alô. Oi querido, estávamos falando de você agora mesmo. Está tudo bem sim, graças a Deus. E você volta quando? Só semana que vem nossa que viagem longa querido. Tudo bem, eu mando beijo para todos, cuide-se querido, um beijo grande, eu te amo. Elizabeth então desligou o telefone.
-Ele só volta na semana que vem mãe? Perguntou mãe.
-Sim meus queridos, só na semana que vem bem vocês me dão licença eu vou até o banheiro. Disse Elizabeth levantando da cadeira.
-A mãe esta tão estranha Pedro, o que houve? Você sabe de alguma coisa? Perguntou Matheus.
-Também não sei Matheus, ela mudou muito mesmo desde que o pai foi embora. Disse Matheus.
Enquanto no banheiro da casa da Elizabeth, ela estava lá chorando sem parar pensando que aquele seria o grande dia da verdade, onde ela iria descobrir a verdadeira face de Alberto.

12: 30 PM
Na casa de Kátia...
Kátia e seus filhos estavam reunidos na sala de jantar almoçando.
-Eu já acabei o livro de ler o livro que a senhora que me deu. Disse Leandro.
-Que bom filho, quando eu tiver tempo vou à livraria te comprar um novo. Disse Kátia.
-Daqui a duas semanas eu vou me apresentar no Municipal mãe. Disse Steffani.
-Que bom minha querida, eu preciso te comprar novas sapatilhas para sua estréia, quero ver você bela para encantar a platéia. Disse Kátia.
-Advinha quem vai tocar na apresentação na Steffani mamãe, é uma pessoa muito importante. Disse Leandro.
-Não faço a mínima idéia, Chick Corea? Herbie Hancock? João Donato?
-Euzinha aqui, a Steffani disse que eu tocava muito bem piano e eles quiseram fazer um teste comigo, e eu passei. Disse Mariana toda alegre.
-Que ótimo querida, meus parabéns, eu irei chorar muito na noite desse espetáculo, minhas duas filhas juntas no palco do Municipal vai ser muita emoção pra uma mãe só. Disse Kátia se animando.
-Todos nós somos artistas mamãe, a senhora deve ter mesmo orgulho de nós. Disse Mariana.
-E tenho muito orgulho, não apenas por isso, mas também pelo caráter, humanismo e solidariedade de vocês, todos esses bons artifícios que foram herdados pelo seu pai. Disse Kátia se emocionando.
-Será que um dia o pai vai voltar pra ver a gente? Perguntou Leandro.
-Não sei meu querido, ninguém sabe o paradeiro de seu pai infelizmente, apesar dele ter me deixado sozinha com vocês para criar eu ainda me lembro muito dele, ele era um homem muito bom. Disse Kátia se emocionando.
-Ele deve ter tido algum motivo pra ter feito o que fez. Disse Mariana.
-Deve ter tido. Deve ter tido mesmo. Disse Kátia.

Na casa de Juliana...
Juliana estava se arrumando para a caminhada e esperando Marcelo chegar da clínica veterinária, ela então decidiu ligar para ele.
-Oi Amor, tudo bem? Como foi no veterinário, a Princesa vai ficar bem? Perguntou Juliana.
-Tudo sim querida, a Princesa vai ter que usar uma cadeirinha de rodas porque ela ficou muito machucada, quase não se mexia quando chegamos lá.
-Eu sinto muito, juro pra você que não percebi que era a cadela, eu apenas ouvi o barulho dela roendo o sofá e taquei a vassoura com medo que fosse rato, a pincher da sua mãe é muito pequena. Desculpe-me amor.
-Eu sei que você não fez por querer amor, mas vamos esquecer tudo isso, daqui a pouco eu to chegando e nós vamos para o Horto fazer nossa caminhada.
-Tudo bem querido, beijinho, tchau.
Juliana então desligou o celular, saiu do quarto e foi até o corredor onde encontrou a porta do quarto de Diana e Rafael aberta, ela entrou e deparou-se com Rafael arrumando algumas malas.
-É impressão minha ou vocês estão arrumando suas coisas para irem embora? Perguntou Juliana sem entender direito.
-Sim, estamos indo embora sim. Respondeu Rafael friamente.
-Mas já? Eu pensava que vocês iriam ficar mais tempo, pelo menos até o final do ano.
Disse Juliana disfarçando seu sarcasmo.
-Nós não podemos ficar mais atrapalhando a vida particular de vocês, por isso decidimos ir embora, quando Diana voltar do veterinário iremos almoçar e iremos embora.
-Já que vocês preferem assim eu não serei contra. O Senhor quer alguma ajuda?
-Não muito obrigado, eu sei me virar sozinho. Disse Rafael desprezando totalmente Juliana.
-Qualquer coisa eu estou no meu quarto. Disse Juliana saindo do quarto de hospedes e indo para o seu próprio quarto onde esboçou um enorme sorriso e disse para sim mesma.
-Graças a Deus, minha vida será de paz.

Na casa de Elizabeth...
Elizabeth estava em seu quarto se arrumando e Pedro chega para conversar.
-A senhora vai sair mãe? Perguntou Pedro.
-Sim querido, não precisa me esperar para o almoço e para jantar, eu não sei que horas eu vou estar de volta. Disse Elizabeth.
-Hoje é domingo mãe, pensei que você fosse ficar em casa, afinal todo domingo pra você é um dia sagrado de se ficar em casa. Disse Pedro querendo saber um pouco mais sobre o que sua mãe iria fazer.
-Eu sei filho, mas eu tenho que ajudar em um orfanato hoje, eu me propus pra ajudar aquelas crianças que precisam. Disse Elizabeth tentando enganar o filho.
-E a senhora nem me disse nada sobre isso, me espere trocar de roupa e irei com a senhora. Disse Pedro não caindo na historia da mãe;
-Não precisa filho, hoje já tem gente demais para ajudar, não se preocupe, e até você se arrumar iria demorar muito, eu já estou muito atrasada. Disse Elizabeth terminando de se arrumar, dando um beijo no filho e indo embora rapidamente.
-Ela esta escondendo a história de mim. Disse Pietro para si mesmo.

Alguns minutos depois, chegando ao hotel...
Chegando ao hotel Elizabeth foi diretamente ao restaurante do hotel falar com Olavo que estava a esperando.
-Boa tarde senhora Elizabeth, como vão as coisas? Perguntou Olavo.
-Está indo muito bem Olavo, obrigada. Alberto lhe procurou para fazer a reserva do quarto? Perguntou Elizabeth sentando-se.
-Sim, ele fez a reserva para hoje e eu indiquei para ele o quarto 71 como você mesma pediu, e o seu quarto será o 74. Você veio com a cópia da chave do quarto 71?
-Mas é claro Olavo, só com a chave que eu vou poder fazer o flagrante dele, você vai estar aqui quando ele chegar?
-Não Elizabeth, ele deve chegar 11 horas, o meu turno termina daqui a pouco, você vai ter que ir ao quarto dele lá pela meia-noite, seria uma hora perfeita.
-Eu então vou ficar trancada o dia todo no quarto, quando foi meia-noite eu apareço para pegá-lo no flagra. Bem, agora eu vou indo, obrigada por tudo Olavo.
-Pode sempre contar comigo dona Elizabeth, irei sempre te ajudar.
-Eu agradeço. Disse Elizabeth levantando e indo para o elevador do hall.

05: 00 PM
Na casa de Juliana...
Diana e Rafael estavam já de malas prontas para irem embora, Juliana e Marcelo se despediam dele na sala.
-Que pena que a senhora já queira ir embora mãe, irei sentir sua falta. Disse Marcelo.
-Nós temos que ir meu filho, nós não podemos ficar muito tempo por aqui, esses dias que eu passei aqui foram bons para nós voltarmos a sermos uma família, apesar de tudo que já aconteceu no passado. Disse Diana.
-Na próxima vez você que ira nos visitar. Disse Rafael.
-Claro, e irei com a Juliana. Disse Marcelo sem graça.
-Ah é. Claro. Disse Rafael sem fazer muita importância.
-Bem, melhor vocês irem logo, pois o táxi está esperando. Disse Juliana querendo apressá-los.
-Não estamos com pressa minha cara. Disse Diana desprezando Juliana.
-Eu vou conversar com o taxista, e pedir pra ele esperar a boa vontade de vocês, com licença. Disse Juliana saindo para fora.
-Mamãe, mesmo com todos esses dias de convivência com a Juliana, a senhora não fez as pazes com ela? E nem o senhor papai? Perguntou Marcelo desapontado.
-Você sabe a minha opinião e a de sua mãe, essa garota só ficou provocando a sua mãe. Respondeu Rafael.
-Eu não a suporto. Completou Diana.
-Às vezes vocês me desapontam.
-Nós tentamos meu filho, entenda isso. Disse Rafael.
-Querido, nós iremos agora, nos desculpe por qualquer coisa, e ligue pra gente marcar algum almoço ou jantar em nossa casa. Disse Diana beijando o filho e abrindo a porta.
-Irei marcar sim mãe, não se preocupe. Disse Marcelo ajudando o pai com as malas.
-Já conversaram bastante, e se despediram? Disse Juliana para os pais de Marcelo quando os 3 chegarão a frente ao táxi.
-Sim minha querida, mas não se preocupe, eu tenho certeza absoluta que nós nos veremos em breve. Disse Diana olhando para Juliana.
-Que bom, estou entusiasmada com a próxima visita, não esqueçam de trazer a cachorra. Disse Juliana sarcasticamente.
-Também irei trazer algo bem gostoso para você comer. Disse Diana entrando no carro.
-Não esqueça de colocar o cinto sogrinha, seria triste eu perder você em um acidente de carro. Disse Juliana fechando a porta para Diana, quando Diana e Rafael entraram no carro.
-Você é uma pessoa tão boa Juliana, eu admiro você minha querida. Fique com Deus meu filho. Disse Diana levantando o vidro do carro, e o carro indo embora.
-Você e minha mãe parecem que é um grande caso perdido. Disse Marcelo rindo entrando para casa com ela.
-Então que tal nós subir até o nosso quarto, e nos divertimos enquanto você me acha. Disse Juliana abraçando e beijando Marcelo enquanto fechava a porta.

Na casa de Marina e Orfeu...
Mariana realizava um jantar em sua casa para poder se desculpar de Fernanda, os principais pratos eram diversas massas e um antigo vinho do porto que Orfeu guardava Fernanda e Pietro já estavam na mesa esperando Marina trazer os pratos.
-Eu achei muito legal a iniciativa que sua mãe tomou para se desculpar, primeiro a caminhada e agora o jantar, eu estou muito feliz. Sussurrou Fernanda para Pietro.
Eu disse para você que minha mãe é uma pessoa boa. Respondeu Pietro sussurrando.
-Esse vinho é uma jóia rara, eu o guardei por muito tempo dentro da minha adega para alguma ocasião especial, hoje é o dia. Disse Orfeu chegando à mesa com um antigo vinho do porto.
-E eu já estou trazendo minha lasanha, e façam o favor de se deliciarem com ela. Disse Marina chegando com uma travessa grande de lasanha.
-Essa sua lasanha mamãe é uma delicia, o meu prato predileto à senhora sabe disso. Disse Pietro sorridente.
-E pela primeira vez Fernandinha irá experimentar minha famosa lasanha. Disse Marina colocando a lasanheira em cima da mesa e sentando-se.
-Bem, antes de nós começarmos a comer eu queria dizer algumas palavras. Disse Fernanda levantando com uma taça de vinho.
-Oba! Discurso. Disse Pietro.
-Será um breve discurso. Eu gostaria de agradecer a Deus primeiramente por nós reunir aqui nessa mesa, vocês que sempre me viam como uma pessoa ruim ou uma pessoa que só pensava em mim mesma. Eu digo diante vocês que mudei pelo Pietro, hoje eu sou uma nova mulher, e estou apaixonada por Pietro embora a grande diferença de idade eu não irei abrir mão dele por nada. E eu ofereço um brinde a todos nós, e a essa reunião, um grande brinde. Disse Fernanda enquanto todos se levantavam para brindarem.
-Bem-vinda a família Fernanda. Disse Marina sorridente.

11: 30 PM
No hotel em que Elizabeth estava...
Elizabeth andava de um lado para o outro impaciente. Elizabeth não via a hora de ficar cara a cara com Alberto e a amante.
-Meu Deus eu não vou conseguir ficar aqui até dar meia-noite, é horrível saber que o meu marido já esta aqui e me traindo com outra. Eu não agüento mais. Disse Elizabeth pegando sua câmera que estava no criado-mudo e saindo do quarto em direção ao de Alberto que era quase do lado.
Chegando a frente à porta do quarto de Alberto Elizabeth olhou para os lados e tirou a chave do bolso da calça abrindo a porá. Elizabeth entrou sorrateiramente com paços curtos e sem fazer muito barulho, todas as luzes estavam acesas e no quarto se ouviam pequenos gemidos de prazer vindos de uma mulher.
-Vagabunda, transando com o meu marido. Disse Elizabeth para si mesma com a voz bem baixa.
Elizabeth encostou a mão na maçaneta da porta do quarto, era uma porta de correr, Elizabeth deveria abrir com força e na hora tirar a foto. Elizabeth criou coragem e com uma força descomunal abriu com tudo a porta e gritou.
-EU PEGUEI VOCÊS SEUS DOIS SAFADOS MISERÁVEIS. Gritou Elizabeth tirando as fotos.
-MAS O QUE É ISSO? Gritou a mulher desesperada.
-Posso saber quem autorizou a senhora a invadir esse quarto? Eu irei chamar os seguranças desse hotel imediatamente. Disse um homem saindo embaixo da coberta, Elizabeth naquela hora tomou um grande susto e ficou vermelha de tanta vergonha, não era Alberto que estava na cama.
-Beth? Elizabeth Williams? Eu não posso acreditar que é você! Disse o rapaz que estava na cama reconhecendo imediatamente Elizabeth, era Guilherme um velho conhecido da família que trabalhava com Alberto.
-Guilherme? Eu não posso acreditar nisso, eu jurava que quem estaria nesse quarto seria o Alberto. Guilherme me perdoe, por favor, me perdoe. Disse Elizabeth constrangida chorando.
-Mas o que esta acontecendo? Quem é essa mulher Guilherme? Disse a namorada de Guilherme sem entender nada.
-Calma querida, é uma antiga amiga minha, fique aqui eu vou dar um copo com água pra ela, Beth me espere na sala enquanto eu troco de roupa. Disse Guilherme.
-Como que ele pode fazer isso, eu não posso acreditar! Disse Elizabeth sentando no sofá esperando por Guilherme.
-Agora me conte o que houve Beth. Disse Guilherme abrindo a porta do quarto e saindo vestido para conversar com Elizabeth.
-Foi tudo um mal entendido Guilherme, eu esperava encontrar Alberto por aqui, mas acabei me deparando com você e fazendo você passar por essa vergonha, me desculpe Guilherme. Disse Elizabeth enxugando as lágrimas.
-Eu vendo suas condições emocionais não irei te fazer pergunta sobre o que aconteceu você deve ter tido seus motivos. Vamos esquecer tudo isso em nome de nossa longa amizade. Disse Guilherme.
-Só me responda uma coisa Guilherme, como você conseguiu esse quarto? Diz-me a verdade Guilherme. Disse Elizabeth olhando fundo nos olhos de Guilherme.
-O dono da empresa me deu de presente pelo meu bom desempenho nos últimos tempos, e isso é uma suíte de luxo, fiquei muito feliz, pena que você achou que Alberto estava aqui, pelo que eu sei Alberto esta no Japão Beth. Disse Guilherme
-Vamos esquecer tudo isso Guilherme, me desculpe mais uma vez. Agora eu tenho que ir deixei sozinhos meninos em casa, apareça qualquer dia para um almoço. Disse Elizabeth levantando-se e pegando a câmera que deixara cair no chão na hora do susto.
-Isso só irá ficar entre nós Beth, não se preocupe com nada, prometo que apareço sim antes mesmo do começo de dezembro. Disse Guilherme acompanhando Beth até a porta.
-Então até mais ver caro amigo. Disse Beth indo embora.
-Até mais amiga. Disse Guilherme fechando a porta após Elizabeth ter saído.
Guilherme vai até a mesinha da sala e pega seu celular para fazer uma ligação.
-Oi. Alberto, tudo beleza cara? A Elizabeth acabou de sair daqui sem desconfiar de nada, eu inventei a história de uma rifa pra ela, ela esta indo pra casa agora, então se prepara pra hora do seu grande show de atuação...

Enquanto isso no aeroporto de Congonhas...
Márcia estava sentada em uma cadeira lendo uma revista, ela estava esperando seu vôo.
EMBARQUE PORTÃO 6. VÔO 189 RIO GRANDE DO SUL. EMBARQUE PORTÃO 6.
-Já estão fazendo o embarque e ela esta atrasada. Eu não acredito. Disse Márcia olhando para os lados.
-Quando eu marco alguma coisa geralmente eu cumpro com o combinado. Disse Madame Boulevard chegando ao lado de Márcia.
-Achei que você não viria mais Bernadete, pensei que havia desistido. Disse Márcia levantando e pegando a mala.
-Eu não vou desistir Márcia já lhe disse, essa viagem será importante para nós e eu pretendo voltar com alguma resposta. Disse Bernadete enquanto as duas caminhavam até o portão de embarque.
-Nós iremos descobrir muitas coisas amiga não se preocupe porque tudo irá ocorrer perfeitamente bem. Disse Márcia.

00: 00 AM
Na casa de Elizabeth...
Elizabeth estacionava o carro em frente sua casa, estava cansada e decepcionada pelo acontecido no hotel. Elizabeth ao chegar a frente à porta de sua casa percebeu que estava havendo alguma coisa estranha ali, parecido com uma festa, Elizabeth então abriu a porta e deparou-se com Alberto, Amanda e seus filhos.
-Amor! Onde você estava uma hora dessas da noite? Cheguei hoje para fazer uma surpresa pra você e nem te encontrei em casa, onde você estava? Perguntou Alberto.
-Alberto? Eu não acredito no que estou vendo, como você está aqui? Disse Elizabeth pasma.
-O Pai já disse que te quis fazer uma surpresa mãe. Disse Matheus alegre por ver o pai.
-E eu trouxe um presente pra você amor. Aqui esta a caixa, pode abrir. Disse Alberto entregando uma pequena caixa nas mãos de Elizabeth.
-O que é isso Alberto?
-Abra amor, você vai gostar.
Elizabeth então abriu a pequena caixa e dentro tinha um lindo colar de coração feito a ouro puro.
-Meu Deus. Disse Elizabeth espantada.
-Lindo né Beth? Eu achei a sua cara, e na parte de trás do coração tem as iniciais dos nossos nomes. Disse Alberto tirando o colar da caixa e colocando em Elizabeth.
-Ficou linda sogrinha. Disse Amanda impressionada com a beleza do colar.
-Isso deve ter te custado muito Alberto. Disse Elizabeth ainda perdida com tudo o que estava acontecendo.
-O Amor não tem preço Beth. Disse Alberto beijando Elizabeth.
-Mãe agora vem o pai comprou pizza pra gente comer hoje. Disse Pedro.
-Okay. Eu vou subir e tomar um banho rápido e colocar uma roupa mais relaxada. Disse Elizabeth subindo as escadas.
-Será que ela gostou da surpresa filhão? Perguntou Alberto para Matheus.
-Claro que sim pai, ela está apenas cansada a semana foi muito corrida pra ela. Respondeu Pedro.

No outro dia...
07/12/2020
06: 00 AM
Fazia muito frio naquela manhã de segunda-feira. Elizabeth levantava bem cedo naquela manhã, abriu o guarda-roupa tirou um casaco de frio e vestiu sobre o pijama. Sorrateiramente Elizabeth foi descendo as escadas até chegar ao jardim dos fundos. Chegando do lado de fora da casa Elizabeth pegou sua velha cadeira de balanço que havia herdado de sua falecida avó, sentou-se olhou para o céu, deu uma leve balançada na cadeira e ali mesmo ela começou a chorar.

FIM DO CAPÍTULO
 

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05/11/2020
08: 00 min AM

Na casa de Marina e Orfeu...
Marina estava tomando café dentro de casa, ela havia perdido o costume de tomar café em frente sua casa. De repente a porta se abre, era Orfeu que vinha se aproximando.
-Onde o senhor passou a noite? Perguntou Marina sem olhar para o marido.
-Eu pensei que não lhe devia mais satisfação dos meus atos. Respondeu Orfeu friamente.
-Olha Orfeu, vamos acabar com isso querido, eu não agüento mais viver assim com você, nossa vida era tão calma e afetiva antes dessas últimas coisas que aconteceram.
-Peça desculpas para Fernanda que assim eu irei te perdoar.
-Eu não acredito que você disse isso Orfeu.
-Pois então acredite, até agora não entrou na minha cabeça esse papelão todo que você aprontou na casa dela.
-Eu lhe pedi desculpas Orfeu, eu errei.
-Você deve desculpas a ela Marina, você quebrou a casa dela e machucou-a, por favor, Marina olhe bem para a sua idade você não podia ter feito aquilo.
-Minha vida é uma tristeza, eu me sinto tão mal ultimamente. Disse Marina chorando.
-Amor, não fique assim, admita o erro seu você irá se sentir muito melhor quando perdoar-se a si própria.
-Eu não consigo Orfeu, eu não admito que nosso filho esteja namorando uma mulher como a Fernanda, é muita coisa pra minha cabeça.
-Mas Marina a vida é dele, o Pietro já maior de idade há muito tempo você tem que parar com essa mania de achar que o nosso filho é uma criança que vai ficar embaixo de sua saia.
-Eu só quero proteger o nosso filho Orfeu.
-O nosso bebê sabe se cuidar Marina, pare de chorar meu amor eu estou aqui do seu lado. Disse Orfeu derramando algumas lágrimas e abraçando a amada.

Na casa de Kátia...
Apenas Glória e Kátia estavam na cozinha tomando café, Kátia gostava de tomar café ao lado da empregada, tratava Glória como se fosse da família, afinal Glória sempre foi sua companheira desde que o seu marido fugiu e a deixou sozinha cuidando das crianças. Glória, a empregada, acompanhou o crescimento das crianças desde que eles ainda eram pequenos bebê.
-As crianças dormiram tarde ontem hein Glorinha. Disse Kátia.
-Verdade dona Kátia, o Leandro ficou até de madrugada na sala com as meninas e os dois filhos da dona Elizabeth vendo um monte de filme de terror.
-Eu odeio esse tipo de filme, lembro quando a Steffani era criança e assistia a esses filmes, na mesma noite ela não conseguia dormir era um sacrifício. Eu levantava de madrugada e tinha que deixar a luz do corredor acesa, e colocar uma vassoura no armário para nenhum ‘’monstro’’ sair de dentro dele, eu fazia de tudo. Disse Kátia rindo.
-Eu lembro desses dias. Ah, dona Kátia mudando de assunto, ontem de manhã eu vi a dona Elizabeth saindo com os filhos e a nora, eu acho que eles foram fazer o ultra-som da garota.
-Nossa é verdade, bem lembrado Glorinha eu já havia me esquecido, a Beth tinha comentado com a gente isso só que eu tinha me esquecido, faz o seguinte Glorinha prepara um bolo formigueiro bem gostoso para a Amanda, eu vou dar os parabéns a ela.
-Pode deixar dona Kátia, vou começar a preparar agora mesmo. Disse Glorinha terminando de tomar o café e indo para a cozinha.
-Muito obrigado querida! Agora me de licença que eu vou subir para acordar as crianças. Disse Kátia levantando-se.

Na casa de Elizabeth...
Elizabeth e Amanda já haviam acordado já Matheus e Pedro ainda dormiam por causa da noite anterior. A campainha toca, Elizabeth vai atender era Juliana e Beth já foi a convidando para entrar.
-Bom dia gente, eu to ta animada hoje. Disse Juliana já se sentando no sofá toda sorridente.
-Nossa! Que felicidade é essa amiga, conta pra gente. Disse Elizabeth sentando-se no outro sofá ao lado de Amanda.
-A Leona adorou minha comida e o meu jeito de cozinhar, ela disse que eu começo hoje das 11 até as 8 da noite, o horário é pesado, mas ela disse que eu vou ser bem recompensada.
-Que ótimo July, meus parabéns você merecia esse emprego, você cozinha extremamente bem. O Marcelo já esta sabendo da novidade?
-Ainda não, quero guardar a surpresa até ele acordar, afinal vocês sabe que eu pouco vejo o Marcelo agora então nós só nos veremos direito de Domingo, o único dia da nossa folga.
-Vai ser difícil para vocês ficarem sem se ver direito. Disse Amanda.
-Muito, no começo o Marcelo vai achar a idéia ruim, mas ele acostuma, o ruim é que a cobra vai ficar solta dentro de casa. Disse Juliana e todas riram.
-E vocês, como foi o resultado de ontem no hospital? Perguntou Juliana.
-Estou grávida de gêmeos, e são duas meninas. Respondeu Amanda sorridente.
-Que lindo isso, parabéns minha querida, tudo de bom para vocês.
-Obrigada Ju.
-E o Alberto já esta sabendo da novidade Beth? Perguntou Juliana.
-Já esta sabendo sim, ficou contente. Amanda, querida, por favor, desligue o fogo para mim, eu vou subir no quarto com a Juliana rapidinho eu preciso falar com ela em particular se você não se importa.
-Apago sim sogrinha, podem ir – Disse Amanda levantando-se rapidamente – Eu nunca posso participar dessas conversas particulares, que raiva.
Chegando ao quarto...
-O que foi Beth? Perguntou Juliana já sentando na cama ao lado de Elizabeth.
-Já!Já está tudo pronto para eu pegar Alberto e a amante dele no flagra, eu fique sabendo pelo meu informante secreto que Alberto tem reserva para amanhã no hotel, provavelmente ele irá chegar amanhã e não quer me dizer nada sobre isso.
-Vai ser um grande flagrante então, vai ser seguro isso Beth?
-Deus queira que sim July, até agora tem tudo para dar certo.
-Quem será a secreta amante dele Beth, você faz alguma idéia?
-Nenhuma idéia July, eu não desconfio de ninguém, eu não entendo porque o Alberto me trai, sempre fui uma mulher exemplar pra ele, sempre me comportei bem e gosto das coisas todas certas, eu sinceramente não entendo.
-Homem quando trai sempre tem algum pretexto sacana amiga, você vai ver, e quando vocês decidirem o divórcio vai ser muito difícil para os meninos.
-Eles irão entender July, vão ver que o pai esta errado, amanhã eu descubro a verdade, e já estou preparada com minha câmera para pega-los no flagrante.
Alguém bate na porta.
-Posso entrar? Sou eu Kátia.
-Pode entrar Kátia.
-Licença meninas, nossa eu não consegui segurar a curiosidade de vir até aqui e saber o sexo do seu neto Beth, ou melhor, das suas netinhas, a Amanda me disse que são gêmeas.
-Você viu que benção Kátia, eu estou tão feliz com isso. Disse Beth.
-Imagino. E o que vocês estão conversando escondidinhas aqui no quarto hein moçinhas? Perguntou Kátia já se sentando ao lado de Juliana na cama.
-Sobre a traição de Alberto. Respondeu Juliana.
-Não brinca com isso, sério? Você deve estar arrasada com isso né amiga?
-Eu superei Kátia, faz um bom tempo que eu descobri isso.
-Eu estou desatualizada, não estava sabendo dessa história ainda, que triste.
-É melhor mudarmos de assunto o Alberto não merece que nós percamos nosso precioso tempo falando dele. Disse Juliana e todas riram.
-Que tal se nós falássemos do mistério da Márcia? Disse Kátia.
-Mistério? Como assim Mistério? Perguntou Elizabeth sem entender muito bem.
-Vocês não estão sabendo? A Márcia esta indo viajar outra vez, me pediu ontem para deixá-la no hotel e de lá ela iria até o aeroporto de malas prontas para ir a algum lugar. Respondeu Kátia.
-Eu nem estava sabendo disso, concordo plenamente com você Kátia isso é um mistério, pelo jeito ela não deve ter comentado com nenhuma de nós sobre isso, apenas com você Kátia. Disse Juliana.
-Comigo e com a Fernanda, eu comentei isso com ela e ela me disse que a Márcia tinha avisado a ela. Disse Kátia.
-Mas a Márcia acabou de chegar de uma viagem, não faz nem um mês direito, gente isso é estranho. Disse Elizabeth.
-Eu tive uma idéia, não sei se vocês vão querer concordar comigo. Disse Juliana.
-Que idéia Ju? Perguntou Kátia.
-Que tal nós irmos até o hotel onde a Kátia deixou a Márcia e descobrirmos tudo isso?
-Credo Juliana, que coisa feia querer xeretar a vida das pessoas, eu estou contra a sua idéia. Disse Elizabeth.
-Pois eu também estou contra isso amiga, eu não podemos ficar invadindo a vida dela, mas que deixa um ar de mistério, ah isso deixa.
-Bem meninas eu vou pra casa tomar café com meu namoradinho, depois vou dar uma descansada e vou ao trabalho, beijinho queridas. Disse Juliana despedindo-se das amigas.
-Agora que só esta eu e você nesse quarto, conta pra mim detalhadamente essa história de traição do Alberto porque eu estou desinformada. Disse Kátia.
-Então vamos lá, tudo começou...

12: 20 PM
Na casa de Fernanda...
Pietro e Fernanda já estavam acordados, Pietro estava arrumado para ir de volta a casa dos pais.
-Você tem certeza de que quer ir embora para sua casa, sua mãe deve estar uma fera Pietro. Disse Fernanda para Pietro.
-Tenho certeza sim amor, eu não vou arrumar encrenca com ninguém apenas quero conversar e esclarecer essa história toda com minha mãe.
-Boa sorte Pietro, eu só te desejo isso, eu sabia que tudo isso ia acontecer um dia por isso eu nunca quis um compromisso extremamente sério com você.
-Então quer dizer que no primeiro obstáculo você já pensa em desistir Fernanda?
-Não Pietro, não é isso. Pra mim isso é difícil, eu nunca passei por isso e eu na quero que você arranje briga com sua mãe por minha causa.
-Pois esta na hora de passar e se quiser desistir o momento é agora. Disse Pietro mudando o tom de voz.
-Nossa! Não preciso falar assim comigo, eu não vou desistir não.
-Espero que não. Disse Pietro saindo e dando as costas para Fernanda.
-Ai meu Deus, olha o que eu fui arrumar pra minha cabeça. Disse Fernanda para si mesma.

Na casa de Marina e Orfeu...
A campainha toca e Orfeu vai para atender, era Pietro quem estava chamando.
-Oi pai, posso entrar? Disse Pietro.
-Claro filho, essa ainda continua sendo sua casa. Disse Orfeu indo se sentar do lado de Marina no sofá.
-Oi mamãe, nós precisamos ter uma séria conversa, nós três se possível.
-Eu até já imagino o que você queira conversar Pietro, eu estou disposta a esclarecer tudo pra você.
Passados 30 minutos de conversa...
-Então foi a Márcia que fez sua cabeça mamãe? Eu não posso acreditar nisso, as duas são tão amigas, que trairá foi a Márcia a Fernanda nunca fez nada de ruim pra ela. Disse Pietro.
-Ela mesma, até agora não entendi o motivo por qual ela fez isso, eu e seu pai conversamos e eu decidi ficar fora disso tudo, se a Márcia tem alguma mágoa ou raiva da Fernanda então ela que resolva, nunca mais quero sentir aquele ódio que eu senti da Fernanda.
-Eu infelizmente vou ter que comentar isso com a Fernanda, a senhora não pode sair como culpada dessa história, a Márcia te pegou em um momento fraco e fez sua cabeça.
-E amanhã quando eu estiver mais calma prometo que vou até a casa dela pessoalmente e digo que estou arrependida de toda aquela confusão.
-Agora que está tudo resolvido venha almoçar conosco filho, sua mãe fez uma deliciosa lasanha para nós.
-Eu adoro lasanha, fico com certeza papai.

Na casa de Elizabeth...
Amanda e Pedro conversavam na sala assistindo TV, Matheus ainda não havia acordado.
-Amor, hoje eu acordei pensando no nome de nossas filhas. Disse Amanda.
-E quais são seus preferidos amor? Perguntou Pietro.
-Aurora e Madeleine, eram os nomes das minhas duas bisavós, as duas únicas pessoas da minha família que me amavam.
-São nomes bonitos, mas ainda temos muito tempo para pensar em nomes, sinceramente eu gostei muito deles.
-Eu vou fazer sua cabeça para que sejam esses dois nomes. Disse Amanda sorridente dando um beijo em Pedro.
-E o seu pai será que vem quando Pedro? Perguntou Amanda.
-Não sei provavelmente minha mãe deve saber o dia em que ele chega.
-Devo saber o que filho? Perguntou Elizabeth descendo as escadas ao lado de Kátia.
-Quando o pai chega. Você e Kátia demoraram na conversa hein mamãe. Disse Pedro rindo.
-Pare de ser intrometido Pedro são assuntos particulares, fazia tempo que eu não via a Kátia nós tivemos que colocar os assuntos em dia. Disse Elizabeth.
-Mas infelizmente eu já preciso ir, os meus filhotes já devem ter despertado do profundo sono, Vocês aproveitaram bastante ontem hein Pedro, o Matheus ainda nem se levantou. Disse Kátia se aproximando de Pedro para dar um beijo de despedida.
-Foi muito bom ontem a noite de terror na sua casa tia Kátia, mas fique mais um pouco aqui em casa está muito cedo para ir embora. Disse Pedro. Matheus e Pedro sempre tinham o costume de chamar Kátia, Fernanda, Juliana e Márcia de tias, afinal as 4 eram amigas intimas de Elizabeth e acompanharam o crescimento dos dois.
-Mais tarde eu volto meu lindo, a Glória fez um bolo pra Amanda e eu venho entregar mais tarde, parabéns pelas duas princesinhas que estão para vir Amanda. Disse Kátia.
-Muito obrigada Kátia.
-Bem agora eu vou indo pra casa, beijos amores, se cuidem Beth qualquer coisa vá até em casa e me procure. Disse Kátia indo embora.
-E eu vou indo acordar seu irmão porque já são 11 horas da manhã em pleno sábado e aquele doido ainda continua dormindo. Disse Elizabeth subindo as escadas.
-Amor, eu tenho que te contar um segredo. Disse Amanda checando se a sogra já havia subido as escadas para o quarto de Matheus.
-Um segredo? Que segredo Amanda? Perguntou Pedro.
-Hoje eu fiquei atrás da porta do quarto de sua mãe ouvindo o que ela e as amigas conversavam, eu sei que isso é feio, mas eu descobri uma coisa terrível.
-Feio mesmo Amanda, minha mãe não iria gostar de saber disso, mas já que você começou me fale o que você ouviu atrás das portas.
-O seu pai esta traindo sua mãe, foi o que eu consegui escutar, e sua mãe esta indo descobrir tudo sobre essa história amanhã, ele volta amanhã do Japão escondido.
-Você tem certeza do que você esta falando pra mim Amanda? Isso é uma acusação séria. Disse Pedro surpreso e espantado ao mesmo tempo.
-Tenho absoluta, elas falaram muito pouco sobre o assunto, mas eu tenho certeza do que eu falo.
-Eu preciso conversar com minha sobre esse assunto urgentemente.
-Pedro nem pense nisso, eu iria me comprometer seriamente, por favor, não me envolva nisso.
-Então porque você inventou de ouvir essa história?
-Porque eu sempre tive inveja de sua mãe e as amigas dela, eu sempre tive vontade de participar das conversas secretas no quarto dela, por isso eu acabei fazendo essa coisa feia.
-Eu fiquei indignado com isso, espero que minha mãe não esteja sofrendo. Disse Pedro levantando-se e indo para a cozinha.

10: 00 PM

No restaurante Wind...
-Juliana me faz um favor? Disse a cozinheira para Juliana
-Faço sim, pode falar.
-Vá até a sala da Chef Leona e peça para ela ir ao salão, tem um senhor querendo cumprimentar a chef pela boa comida e pedir uma dica de vinho.
-Tudo bem, to indo rapidinho. Disse Juliana indo para a sala de Leona no andar de cima.
Juliana chegou ao corredor e sem querer incomodar a chef que estava em um telefonema ela ficou esperando do lado de fora, mas Leona falava tão alto no telefone que era impossível de não se ouvir a conversa pelo corredor.
-Sim amor, a verdade é essa, eu estou grávida. Mas é claro que eu estou tentando esconder das pessoas isso, mas não sei até quando essa mentira vai durar. Eu não vou mais agüentar viver mentindo pra todo mundo, uma hora essa história vai vazar. Olha faz o seguinte, me esquece por hoje e amanhã nos iremos resolver essa bagunça. Leona então desligou o telefone, Juliana estava surpresa ao ter ouvido tudo aquilo e foi entrando como se nada tivesse ocorrido.
-Chef, tem um cliente amigo sue querendo falar com você na mesa dela, ela quer que você recomende um prato e um vinho pra ela. Disse Juliana com um sorriso disfarçado.
-Tudo bem, desce comigo então, hoje meu dia não esta fácil.

Chegando à cozinha...
-O cliente é o da mesa 15 Chef. Disse a cozinheira entregando o cardápio na mão de Leona.
-Não preciso de cardápio Emília, eu tenho todos os pratos decorados em minha cabeça. Disse Leona se retirando na cozinha e indo direto a mesa 15.
-Boa tarde Leona, eu estava morrendo de saudades minha querida. Disse Alberto que estava sozinho sentado na mesa 15 com um enorme sorriso sarcástico, Leona ficou paralisada.


FIM DO CAPÍTULO
 

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04/11/2020
07: 30 AM

Fazia uma bela manhã de sexta-feira naquele dia, na noite anterior havia tido uma forte pancada de chuva inesperada, mas aquele dia que nascia iria ser diferente, muito corrido e importante na vida de alguns e um dia turbulento e triste para outros.

-Vamos mais rápido, mãe e Matheus, eu quero chegar o mais cedo possível no hospital, eu to muito ansioso pra saber o sexo da criança. Disse Pedro todo animado ao lado de Amanda, os dois estavam esperando Elizabeth e Matheus se aprontarem para irem fazer o ultra-som para saber o sexo da criança que Amanda esperava, ela já estava de 4 meses.
- Fique calmo Pedro, não apresse sua mãe e seu irmão, a consulta é apenas às 8 horas. Disse Amanda tentando acalmar o namorado.
-Eu sei amor, mas eu to ansioso demais, quanto mais cedo chegarmos mais rápido iremos saber o sexo.
-Eu queria que os meus pais estivessem também comigo nesse momento. Disse Amanda abaixando a cabeça.
-Um dia eles irão ficar ao nosso lado Amanda, tenha certeza, quando eles virem o neto ou a neta o coração deles irá amolecer. Disse Pedro confortando a namorada.
-Eu espero que isso aconteça um dia, eu vou ficar muito feliz, mas eu agradeço a Deus por ter me dado você e sua maravilhosa família em minha vida. Disse Amanda deixando algumas lágrimas a escapar.
-Você já esta emocionada Amanda? Disse Elizabeth descendo as escadas toda animada.
-Estou sogra, muito, é um momento único em nossa vida. Respondeu Amanda abrindo um belo sorriso e segurando as lágrimas.
-Essa minha cunhada está muito emotiva, eu já imagino no dia do parto, você chorando de emoção e o Pedro apressando a casa inteira. Disse Pedro rindo, descendo as escadas atrás da mãe.
-Agora vamos parar de conversar e vamos direto pro hospital. Disse Pedro já abrindo a porta para sair.
-Espere meu filho eu vou pegar a chave do carro. Disse Beth pegando a chave em cima da mesa e acompanhando os filhos.

Enquanto isso na casa de Orfeu e Marina...
Orfeu acordou e estranhou que a mulher não estava deitada na cama.
-Que estranho, eu não vi a Marina deitada uma só vez essa noite. Disse Orfeu levantando-se da cama e indo até lá embaixo ver se a esposa estava em casa.
-Marina, Pietro, onde vocês estão? Ele gritava alto e ninguém respondia. Ao perceber que ninguém respondia Orfeu subiu rapidamente e trocou de roupa saindo em busca da mulher do filho, o primeiro lugar que ele pensou foi na casa de Fernanda, onde foi diretamente bater na porta e foi atendida por Fernanda que estava toda abatida e a cara toda machucada.
-Bom dia senhor Orfeu, em que posso ajudar o senhor? Perguntou Fernanda.
-Eu acordei e não encontrei o Pietro e a Marina dentro de casa, eu pensei que ele estivesse aqui com você, ele esta? Perguntou Orfeu desesperado.
-Fique calmo senhor Orfeu, ele está aqui sim, entre, por favor. Disse Fernanda dando espaço para Orfeu entrar em sua casa. A casa de Fernanda estava toda bagunçada, parecia que um vendaval havia passado por ali.
-Ele está na cozinha tomando café, eu vou subir e me arrumar, desculpe pela bagunça, eu espero que o Pietro lhe explique melhor o que aconteceu. Disse Fernanda subindo as escadas.
-Meu filho, você esta ai, eu fiquei muito preocupado com você. Disse Orfeu correndo para o filho e lhe dando um beijo.
-Eu estou bem pai, não se preocupe. Disse Pietro, ele também estava com uma aparência abatida, Pietro parecia que já havia tomado várias xícaras de café.
-O que aconteceu por aqui filho? Você e a Fernanda estão com aparências horríveis e a casa parece que foi virada do avesso.
-É melhor o senhor se sentar, a história não é boa, e a mamãe esta envolvida nela. Disse Pietro enchendo mais uma xícara de café para si próprio e outra para o pai.
-O que houve com sua mãe filho? Conte-me tudo, por favor, eu estou preocupado com ela, até agora não vi nenhum sinal dela.
-O senhor acabou de ver muitos sinais dela agora papai. Disse Pietro olhando para o pai que estava sem entender nada.
-Como assim meu filho?
-Essa bagunça toda aqui na casa da Fernanda é culpa dela, Fernanda esta com a cara toda arranhada por causa dela, e eu estou com essas olheiras na cara por causa dela também.
-Meu filho, como assim, porque você esta falando que sua mãe tem a ver com isso? Disse Orfeu indignado ao ouvir aquilo.
-Ontem à noite mamãe veio até aqui para conversar comigo e Fernanda, a gente estranhou porque já estava muito tarde, e ela entrou sem falar nada apenas nos cumprimentou. De repente ela começou a falar que era contra o meu namoro com a Fernanda e queria que nós nos separássemos imediatamente. Fernanda não admitiu aquilo e começou a pedir para que a mamãe saísse daqui, ela se recusou e as duas começaram a discutir, por isso a casa esta assim, dona Marina quebrou tudo em um acesso de raiva.
-Eu não posso acreditar nisso, sua mãe é uma mulher tão calma e pacífica, eu nunca pensei que ela fosse fazer isso, meu Deus a Fernanda deve estar se sentindo humilhada com tudo isso, eu preciso pedir desculpas a ela. Disse Orfeu mais indignado ainda.
-Se acalme papai, você não deve desculpas para Fernanda, quem deve é a mamãe, o senhor poderia ficar conosco para o café, você precisa se acalmar. Disse Pietro chegando bem perto do pai.
-Isso não vai ficar assim filho, eu vou atrás da sua mãe agora mesmo e resolver essa confusão, você sabe onde ela está? Perguntou Orfeu levantando-se furioso.
-Eu não sei pai, deve estar na casa da Kátia ou da Márcia, não tenho certeza ela não disse para onde ia, o senhor tem que se acalmar. Disse Pietro preocupado com o que o pai poderia fazer.
-Não se preocupe meu filho, eu sei o que estou fazendo, vou procurar ela na casa da Kátia e da Márcia. Disse Orfeu indo embora furioso.

Na casa de Márcia...
-Eu estou com medo do Orfeu me encontrar por aqui, tenho certeza que ele vai descobrir tudo o que eu aprontei ontem, estou com medo Márcia.
-Se acalme Marina, não se esqueça que não devemos confiar em Fernanda por isso temos que afastar o Pietro dela, ele nunca devia ter se envolvido com ela.
-Eu não te entendo Márcia, você e Fernanda sempre foram boas amigas, porque você esta agindo assim agora?
-Eu gosto muito da Fernanda, mas seu filho é uma pessoa boa demais para ela e nós sabemos muito bem sobre o passado da Fernanda, a senhora principalmente que acompanhou toda trajetória dela pela sua janela.
-Concordo com você, eu espero conseguir separar aqueles dois.
De repente a porta da frente se abre e Orfeu aparece furioso atrás de Marina.
-Marina, nós precisamos ter uma séria conversa imediatamente. Disse ele chegando à sala bem perto dela.
-O que houve meu querido, você está tão nervoso porque, o que houve? Disse Maria né assustando com a atitude do marido.
-Não faça teatro Marina, você sabe muito bem do que estou falando, por qual motivo você entrou na casa de Fernanda e fez toda aquela confusão. Continuou Orfeu furioso.
-Senhor Orfeu, eu tenho muito respeito pelo senhor, mas não admito que entre em minha casa se exaltando dessa maneira. Disse Márcia tentando acalmar Orfeu mesmo com medo.
-Me desculpe por ter me exaltado Márcia, vamos para casa Marina precisamos ter uma séria conversa em particular. Disse Orfeu pegando a mulher pelo braço.
-Com licença Márcia, desculpe por isso tudo. Disse Marina envergonhada.
-Não se preocupe Marina. Orfeu tente entender sua esposa. Disse Márcia ainda tentando acalmar Orfeu.
-Eu respeitei você Márcia, mas não se intrometa na minha vida particular com minha esposa eu sei muito bem o que eu vou fazer. Disse Orfeu saindo com Marina pelo braço.

Na casa de Juliana...
Todos já haviam acordado apenas Juliana ainda estava na cama, mas já estava levantando rapidamente.
-Nossa, eu passei demais da hora, que sono, daqui a pouco eu tenho o tenho o teste no restaurante. Disse Juliana entrando para o banheiro para tomar banho. Marcelo entrou no quarto.
-Bom dia meu amor, minha mãe preparou o café hoje, você não vai ter trabalho nenhum hoje. Disse Marcelo já dentro do quarto sentando na cama.
-Sua mãe preparou o café? Eu não posso acreditar nisso, um milagre está acontecendo hoje, é isso? Disse Juliana do banheiro rindo em deboche.
-Querida, pare com isso, minha mãe esta querendo te ajudar também, ela esta mudando muito. Disse Marcelo não gostando da brincadeira com a mãe.
-Desculpe amor, mas isso é meio estranho, vai ver que hoje é o dia de dar tudo certo para mim.
-Pensamento positivo sempre amor, eu vou descer pra comer um pão e preparar um para você. Disse Marcelo saindo do quarto.
Passados 5 minutos Juliana saiu do banho e foi direto pro guarda-roupa procurar a roupa de cozinheira que ela havia comprado há muito tempo, e havia chegado à hora de usar.
-Que estranho, eu jurava que tinha deixado a roupa aqui dentro, eu vou pegar pelo menos o sapato pra adiantar, isso é estranho. Disse Juliana abaixando para pegar seu sapato embaixo da casa.
-MEU DEUS. CACHORRO FILHO DA PU...
-O será que houve lá em cima? Perguntou Diana se assustando.
-Não sei mamãe, melhor eu subir pra ver o que aconteceu. Disse Marcelo correndo assustado.
-Não pode ser verdade meu Deus, não pode ser. Dizia Juliana sentada no chão chorando desesperada.
-O que houve amor? Disse Marcelo chegando rapidamente assustado no quarto.
-O cachorro da sua mãe acabou com a roupa que eu ia usar hoje no teste pro emprego. Dizia Juliana ainda chorando, mas ficando furiosa.
-Amor, fique calma você tem muitas roupas para usar.
-Não tente me acalmar Marcelo, eu mato sua mãe e aquele cachorro, tenho certeza que ela esta envolvida nisso, eu mato eles.
-Mas e suas outras roupas?
-A roupa que eu ia usar hoje era específica de cozinheira, eu queria causar uma boa impressão, isso não vai ficar assim vou pegar dinheiro e procurar alguma roupa nova pra poder usar hoje. Disse Juliana levantando e se acalmando pegando uma roupa e a bolsa.
-Você vai sair sem tomar café amor?
-Sai da minha frente Marcelo, não quero papo com ninguém. Disse Juliana saindo do quarto e indo embora.

-Não vai tomar café conosco Juliana? Perguntou Diana na mesa de jantar.
-Muito obrigado por oferecer dona Diana. Disse Juliana se aproximando bem de Diana.
-Você quer que eu coloque para você? Perguntou Rafael para Juliana.
-Por favor, Rafael. Obrigada.
Juliana tomou um pouco de café e disse suavemente para Diana.
-Esse café esta meio sem açúcar.
Juliana sem temer nada jogou todo o café em cima de Diana.
-Mas o que é isso, sua garota atrevida. Disse Diana furiosa levantando-se da cadeira.
-Me dêem licença queridos, tenho que comprar um uniforme novo para mim. Disse Juliana saindo gargalhando de casa.
-O que você aprontou Diana? Perguntou Rafael sem entender aquilo.
-Eu não aprontei nada Rafael, essa garota é louca, eu não acredito que ela fez isso. Disse Diana se retirando da mesa.
-Essas duas ainda vão me dar muita dor de cabeça.

Na casa de Orfeu e Marina...
-Eu posso saber o que você aprontou na casa de Fernanda? Perguntou Orfeu enfurecido com a mulher.
-Não sei por que você esta agindo dessa maneira comigo Orfeu, parece que você prefere ficar do lado daquela mulherzinha a do meu lado.
-Não tente mudar de assunto ou colocar a culpa em mim Marina, eu quero que você me explique detalhe por detalhe.
-Eu não devo satisfações a você Orfeu, olhe bem para a minha idade e para a sua, não era para estarmos discutindo assuntos fúteis.
-Porque você mudou tanto Marina, eu nunca esperava essa atitude partir de você.
-Às vezes precisamos tomar decisões difíceis em nossas vidas Orfeu.
-Não sei como você não consegue enxergar que Fernanda é uma garota boa, você me decepcionou Marina.
-Eu apenas enxergo a verdade Orfeu.
-Pois já que você disse que devemos tomar decisões difíceis em nossas vidas, eu decido tomar uma exatamente agora.
-O que você está pretendendo Orfeu.
-Não devo satisfações a você Marina, com licença. Disse Orfeu saindo de casa sem olhar se quer para trás. Mariana caiu em prantos devido àquela situação.

Enquanto isso no hospital em que Beth estava com os filhos...
-Agora nós precisamos levá-la para fazer o ultra-som senhorita Amanda. Dizia a médica.
-Nossa! Doutora eu estou tão emocionada com esse momento que eu nem sei o que fazer e dizer. Dizia Amanda quase chorando de felicidade.
-Você vai se emocionar mais ainda quando fizer o ultra-som, eu sou prova viva disso porque já fiz três. Dizia Elizabeth toda animada.
-Bem, então vamos logo aos finalmente e descobrir o sexo dessa criança. Disse o doutor levando a família toda à família a sala do ultra-som.
-Bem, pode se sentar na maca Amanda, eu vou passar esse gel e logo em seguida irei passar o ultra-som.
Passados alguns minutos...
-Eu tenho duas ótimas noticias para voes todos. Disse a médica passando o aparelho na barriga de Amanda.
-Pode falar doutora, qualquer notícia boa é sempre bem-vinda. Disse Elizabeth ao lado direito e de seu filho Matheus, do outro estava Pedro.
-Eu vou falar a primeira que já se completa com a segunda e vou ser curta e breve.
-Que suspense doutora! Disse Pedro angustiado.
-Vamos lá. O sexo das duas é feminino. Disse a médica. Naquele momento todos ficaram parados surpresos.
-A Senhora disse meninas? Perguntou Pedro para quebrar o silêncio.
-Sim, olhem aqui os dois anjinhos, parabéns mamãe, e desculpem pela indelicadeza, mas parece que vocês ficaram meio surpresos com tudo isso.
-Eu particularmente fiquei muito surpreso com isso eu pensei que eu ia ganhar apenas um filho, mas isso é ótimo. Disse Pedro.
-Eu estou muito feliz com essa notícia, duas meninas sempre foi o meu sonho. Disse Amanda emocionada, Pedro a abraçou.

12: 00 min AM

Na casa de Kátia...
A campainha toca e Glória, a empregada, vai atender a porta.
-Bom dia Glorinha eu posso entrar? Eu queria falar com a Kátia. Disse Márcia já entrando.
-Ela esta no quarto, pode ir até lá. Disse Glória, Márcia mal a esperou terminar de falar e já foi subindo entrando direto no quarto de Kátia.
-Nossa! Mas o que é isso, levei um susto agora mulher. Disse Kátia que estava sentada na cama com seu laptop no Messenger.
-Desculpe, é porque eu estou meia com pressa hoje. E você só no Messenger hein dona Kátia.
-Isso daqui é quase um vício pra mim, eu preciso urgentemente arrumar um emprego pra mim e ocupar minha cabeça.
-E o seu homem americano, não vai mais aparecer, todas nós estamos curiosas para conhecer o Paul.
-Infelizmente eu acho que nunca mais vou ter contato com ele, a Mariana ficou no meu pé pra eu me separar dele, acabei me separando.
-Que Pena! Espero que um dia você consiga achar alguém pra te completar.
-Mas, mudando totalmente de assunto, há que devo sua visita aqui hoje?
-Eu tava precisando de uma carona até um Hotel, e pensei se você poderia me levar.
-Um hotel? O que a senhora vai fazer em um hotel?
-Eu vou ficar no quarto de uma amiga, na verdade eu vou fazer uma nova viagem.
-Nossa! Que animação Márcia, mal acabou de voltar de uma e já que partir para outra.
-Essa viagem pra falar a verdade é para resolver alguns problemas familiares pendentes, mas prometo que volto em pouco tempo.
-Espero que sim! Bem, eu vou pegar a chave do carro e nós já podemos ir direto para o hotel, depois eu passo para pegar meus filhos no colégio.
-Brigada Kátia, sabia que podia contar com você.

06: 00 min PM
Na casa de Elizabeth...
O telefone celular de Beth começa a tocar.
-Alô
-Bom dia meu amor!
-Aqui ainda é tarde meu querido.
-Eu sempre confundo o fuso.
-Que saudade de você amor, todos nós aqui estamos com muitas saudades.
-Eu também, e muita. E as novidades como andam?
-Tenho uma que vai deixar você animadinho.
-Qual? Qual?
-Você vai ser avô de duas menininhas lindas.
-Que ótimo querida, fico feliz, mande um grande abraço pra Amanda e um grande beijo para meus filhotes.
-Mando sim. Um beijo amor, eu te amo.

-O papai está bem mãe? Perguntou Pedro do sofá, ele estava jogando videogame com o irmão.
-Sim, está sim, mas infelizmente eu ainda não sei quando ele volta essas ligações internacionais sempre tem que ser muito rápidas, quase não da pra conversar direito.
-Ele ficou animado em saber que iria ser avô de meninas? Perguntou Amanda do sofá.
-Mas é claro, bem crianças eu vou à casa da Fernanda e já volto se cuidem direitinho, por favor. Disse Elizabeth saindo.

Na casa de Fernanda...
Pietro e Fernanda estavam sentados no sofá assistindo televisão, os dois não havia quase descansado, passaram o dia todo arrumando a casa bagunçada, Fernanda ainda estava com as marcas de arranhão no rosto.
-Amor, você não tem que voltar a trabalhar na França? Perguntou Fernanda.
-Esse tempo todo que eu vou ficar por aqui estarei sendo remunerado pela empresa como se fossem férias, ao menos da pra ficar por aqui 3 meses. Mas porque essa pergunta agora? Perguntou Pietro.
-Eu estava curiosa, afinal sabia que você trabalhava na França, mas pensava que você havia sido demitido ou tinha saído por conta própria. Uma outra pergunta, o nosso namoro vai continuar como?
A campainha toca e Pietro não responde a pergunta e Fernanda levanta para atender a porta.
-Oi Nanda, vim fazer uma visitinha e trouxe um bolinho de chocolate como presente. Disse Elizabeth ao Fernanda abrir a porta.
-Nossa! Obrigada Beth, entre, por favor.
-Com licença, boa noite Pietro.
-Boa noite Beth, sente-se, eu vou dar licença para vocês poderem conversar melhor, vou à cozinha preparar um chá pra gente comer esse bolo. Disse Pietro levantando-se e dando lugar para Elizabeth.
-O que houve com o seu rosto amiga? Ele está todo arranhado. Perguntou Elizabeth preocupada assim que Fernanda sentou-se ao lado dela.
-É uma longa história inacreditável Beth, eu ainda estou muito pasma com tudo que aconteceu por aqui.
-O Pietro te bateu amiga? Não creio!
-Deus me livre Beth, a verdade é outra, deixa eu te contar a história...
A campainha toca novamente.
-Hoje essa campainha não me deixa nunca terminar de falar, toda hora quando vou falar algo importante ela toca. Disse Fernanda levantando outra vez para abrir a porta, mas Pietro gritou da cozinha que iria atender para não atrapalhar a conversa da namorada com Beth, Fernanda na hora sentou-se. Quando Pietro abriu depara-se com a mãe, na hora o incidente acontecido na noite anterior retornou todo em sua cabeça.
-O seu pai sumiu Pietro, me ajude!
-Por favor, mamãe nós não queremos encrenca por aqui de novo, queira se retirar ou eu mesmo retiro à senhora daqui. Disse Pietro.
-Meu filho me desculpe por tudo, mas você tem que me ajudar, eu só estava pensando no seu bem. Disse Marina aos prantos.
-Com licença Beth – Disse Fernanda se levantando do sofá indo à direção da porta – Queira se retirar daqui por bem dona Marina ou eu terei que tira - lá a força.
-Parem com isso agora! O papai deve estar em lugar seguro à senhora não precisa se preocupar, agora vá pra casa, por favor, eu não quero passar mais stress. Disse Pietro quase chorando e subindo direto para o quarto.
-Esta vendo o que você fez garota, esta tornando minha vida em um inferno. Disse Marina olhando diretamente para Fernanda.
-Eu não estou fazendo nada dona Marina, a senhora que insiste em implicar comigo. Disse Fernanda.
-Você foi a pior coisa que aconteceu na minha vida, sua vagabunda de quinta categoria.
-Eu não tenho tempo pra perder com a senhora. Disse Fernanda fechando a porta na cara de Marina, Fernanda começou a chorar também e Elizabeth deu um abraço nela de conforto.


FIM DO DÉCIMO TERCEIRO CAPÍTULO
 

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03/11/2020
07: 20 AM

Elizabeth levantou-se da cama como se aquele dia fosse diferente, Alberto havia ido viajar para o Japão na noite anterior depois do jantar no restaurante de Leona, naquela hora em que acordava Elizabeth tocou-se que teria mais responsabilidades dentro de sua própria casa com seus filhos e sua nora. Na hora em que se levantou ela olhou para um grande quadro com uma foto do casal em cima da cama. Naquela hora Elizabeth pensou que sua missão de desmascarar o marido e a amante quando ele voltasse de viagem seria difícil, aquilo era tudo o que ela menos queria, no fundo ela sentia amor por Alberto. Elizabeth achava que vivia um conto de fadas com o marido, que a relação entre os dois era extremamente perfeita, mas naquele dia e naquela hora Elizabeth acordou do conto de fadas, e chorou.

Enquanto na casa de Fernanda...
Fernanda estava sentada no tapete de seu quarto, na sua frente estava à antiga caixinha e a chave dourada que Bernadete (ou mais conhecida como Madame Boulevard) havia lhe dado. Fernanda estava muito indecisa se abria ou não aquela misteriosa caixa, afinal não tinha entendido nada do que ocorrera na noite anterior, principalmente quando Madame Boulevard lhe revelou seu nome, e aquela frase de Madame Boulevard vinha sempre em sua cabeça ‘’COM O TEMPO VOCÊ VAI ENTENDER TUDO’’. Fernanda parou por 1 minuto pensando naquilo e rapidamente pegou a pequena chave e abriu a caixa de olhos fechados, quando ela viu o que tinha dentro da caixa tomou um grande susto.
-Meu Deus do Céu, isso não pode ser verdade, eu não acredito nisso. Disse olhando fixamente dentro da caixa.

Na casa de Juliana...
A porta na casa de Juliana abria devagar por alguém, era Marcelo e seus pais que chegavam do hospital, logo de entrada Marcelo já se depara com Juliana deitada no sofá dormindo, e ao lado dela uma garrafa de vinho e dois plásticos acabados de chocolate.
-Nossa que visão horrível. Disse Diana com desprezo ao ver a nora naquele estado.
-Mãe, por favor, tenha modos, não se esqueça do que conversamos no caminho.
-Desculpe meu filho, mas ao menos deixe eu e seu pai subirmos para trocarmos de roupa enquanto você acorda essa menina. Disse Diana pegando nos braços do marido e subindo para o quarto de hospedes no qual eles estavam dormindo desde que chegaram.
Marcelo foi chegando bem devagar perto de Juliana, deu um beijo em sua bochecha e deu um leve empurrãozinho nela para acordar.
-Bom dia minha pretinha.
Juliana acordou naquela hora com uma tremenda dor de cabeça e olhou para o namorado Marcelo com uma cara de ressaca e disse:
-Nossa, parece que estouraram uma bomba em minha cabeça. Disse ela passando a mão na nuca e sentando-se devagar.
-Finalmente cheguei do hospital pra ficar com você, eu pensei que você fosse se cuidar direito durante minha ausência. Disse Marcelo passando a mãos nos cabelos de Juliana.
-Desculpa querido, eu fiz tudo errado, me senti culpada pelo que aconteceu com sua mãe, e me senti frustrada depois de tudo que aconteceu ontem, acabei bebendo para esquecer todos os problemas, não esta sendo fácil pra mim desde que sua mãe veio para cá com seu pai.
-Eu sei July, e eu entendo tudo isso, mas você tem que ver meu lado, eu apenas queria reunir vocês duas, fazer minha mãe e meu pai esquecer esse antigo preconceito contra você. Eu te amo July, não quero mais ver você sofrendo como estava ontem. Disse Marcelo dando um beijinho em Juliana.
-Eu prometo tentar mudar com sua mãe, farei de tudo pra que minha relação com ela melhore. E quanto a nós dois, devemos sair mais e curtir mais nossa relação há muito tempo não fazemos isso. Disse Juliana dando um grande beijo em Marcelo.
-Amor, agora me faz um favor, corre direto pro chuveiro comigo pra gente tirar juntos esse cheiro de vinho que esta em você. Disse Marcelo rindo e pegando Juliana nos braços diretamente para o banheiro de seu quarto.

Na casa de Fernanda...
Fernanda ficou intrigada ao abrir a caixa, havia uma boa quantia em dinheiro e uma carta dentro da caixa. Na carta estava escrita:
QUERIDA FERNANDA...
VOCÊ DEVE TER ABERTO ESSA CAIXA SEM SABER DIREITO DO QUE SE TRATA. NA VERDADE, TUDO O QUE ESTA DENTRO DESSA CAIXA FAZ PARTE DAS MINHAS ECONOMIAS DURANTE TODA MINHA VIDA. NESSE MOMENTO VOCÊ DEVE ESTAR ESTRANHANDO O FATO DE EU ESTAR LHE DANDO ESSES 50 MIL REAIS.
NA REALIDADE VOCÊ SABE UM POUCO DA MINHA VIDA, E TEM CONHECIMENTO QUE EU NUNCA TIVE FILHOS OU FAMÍLIA, POR ISSO RESOLVI DAR ESSE DINHEIRO A VOCÊ, UMA PESSOA QUE SEMPRE CONFIEI E SEMPRE FOI O MEU BRAÇO DIREITO. ESPERO QUE FAÇA BOM PROVEITO DESSE DINHEIRO, INFELIZMENTE VOU TER QUE VIAJAR POR UM ALGUNS LONGOS MESES, NÓS SÓ NOS VEREMOS DEPOIS QUE EU CHEGAR DE VIAGEM. ESPERO QUE TENHA GOSTADO DESSA SURPRESA.
ABRAÇOS BERNADETE.

Fernanda ao terminar de ler a carta não entendeu porque Madame Boulevard estava lhe dando aquela quantia em dinheiro, sua cabeça estava ficando confusa, estavam acontecendo tantas coisas em tão pouco tempo. A campainha em sua casa começa a tocar, rapidamente ela esconde a carta e a caixa com o dinheiro e corre para atender.
-Bom dia Márcia, que bom te ver, entre rápido.
Era Márcia que estava na porta, Fernanda a pegou pelo braço rapidamente e a trouxe para dentro.
-Nossa menina, calma, que pressa é essa? Perguntou Márcia assustada.
-É uma longa história amiga, eu tenho que te contar com muita calma. Disse Fernanda sentando-se no sofá.
-Pela sua cara parece que coisa boa não deve ser. Disse Márcia sentando-se ao lado da amiga.
-Digamos que é uma situação estranha. Mas me conte Márcia, sem querer ser muito curiosa, onde você foi hoje tão cedo?
-Nossa, eu nem comentei com vocês, como eu sou esquecida, eu vou fazer uma viagem.
-Viagem, outra? Você acabou de chegar dos Estados Unidos há pouco tempo e já quer partir pra outra?
-Sim, sim, estou partindo pra outra, mas essa é pra dentro do país, nada muito longe.
-Quando que você vai viajar?
-Provavelmente depois de amanhã, não sei ainda. Bem agora me conte o que aconteceu Fernanda, por que você esta tão afobada.
-Bem, vou te contar a história desde o inicio...

07: 50 AM
-... E hoje eu consegui abrir essa caixinha, e foi ai que veio essa surpresa. Disse Fernanda terminando de contar a longa história.
-Nossa que coisa mais estranha Nanda, bem, vai ver que Madame Boulevard, ou melhor, Bernadete tenha um grande afeto com você e decidiu dar esse dinheiro como uma herança.
-Sim, pode ser Márcia, mas eu acho muito dinheiro, isso que eu não entendo.
-Nós sabemos que Madame Boulevard possui muito mais dinheiro do que isso, você mesma me dizia que ela não era uma mulher de gastos.
-Isso é verdade, ela deve ter pegado o dinheiro que sobrou pra fazer alguma viagem ao exterior, ela disse na carta que eu não conseguiria achar ela tão cedo por causa dessa longa viagem dela.
-Essa mulher podia ter inventado de ir viajar em outra hora, logo agora que você mais quer falar com ela, ela some. Disse Márcia levantando-se do sofá.
-Verdade, é muito estranho amiga. E você já vai embora? Perguntou Fernanda levantando-se também.
-Sim, já vou indo, tenho que arrumar as malas e resolver algumas coisas do meu emprego antigo, eu vou indo minha querida, cuide-se. Disse Márcia dando um beijo na bochecha da amiga e indo embora.

Na casa de Kátia...
Todos estavam na mesa tomando café em silêncio. Leandro tenta quebrar um pouco do clima gelado puxando assunto.
-A Glória caprichou no café hoje, esse bolo de chocolate está uma delícia.
O silêncio continuou, até que.
-Eu o tirei completamente da minha vida ontem de madrugada. Disse Kátia levantando a cabeça e olhando para os filhos.
Todos olharam para Kátia surpresos mesmo sem entender do que se tratava.
-Você está falando de quem mamãe? Perguntou Steffani sem nem saber da briga que ocorrerá na noite anterior.
-Mariana sabe muito bem de quem estou falando. Respondeu Kátia olhando diretamente para Mariana.
-Por acaso você esta se referindo ao Paul? Perguntou Mariana olhando igualmente para a mãe.
-Ele mesmo. Ontem após nossa briga, por volta da uma da madrugada resolvi ligar para o Paul, perguntei se ele viria logo me ver e ele respondeu que não, foi então que resolvi tira-lo da minha vida. Eu percebi que vocês nunca gostaram dele mesmo.
-Fico feliz de que a senhora tenha escolhido o melhor caminho pra tudo isso. Disse Mariana abrindo um leve sorriso no rosto.
-Eu peço desculpa meus filhos, eu apenas queria achar alguém para poder passar momentos amorosos ao meu lado.
-Você não precisa disso mãe, você tem a nós. Disse Leandro tentando confortá-la.
-Leandro, filho, eu digo carinho de casal, vocês sabem que eu nunca tive isso, depois do seu nascimento Leandro nunca mais tive noticias de seu pai, ele me deixou sozinha no mundo com três filhos para criar e graças a Deus conseguimos subir na vida sem a ajuda daquele canalha. Disse Kátia deixando escorrer algumas lágrimas.
-Mãe, nós queremos que você arrume uma pessoa. Mas pelo menos arrume uma pessoa boa. Disse Mariana levantando-se e aproximando-se da mãe.
-E por que tanta implicância com o Paul Mariana? Perguntou Kátia desbotando a chorar.
-Eu deixo minha intuição falar mais alto, mamãe não confio nele, seria horrível conviver dentro da nossa própria casa uma pessoa na qual não confio. Disse Mariana.
-Eu também não vou com a cara dele, ele é estranho. Disse Steffani.
-Tudo bem meus filhos, prometo que se eu me apaixonar outra vez será por uma pessoa agradável, me desculpem. Disse Kátia abraçando os três filhos.
-Nós que pedimos desculpas também mamãe. Disse Mariana.

08: 19 AM
Na casa de Juliana...
Diana e Rafael estavam sentados no sofá assistindo televisão, Juliana e Marcelo estavam sentados na mesa tomando café. Juliana lia um jornal.
-O que tanto você procura nesse jornal amor? Perguntou Marcelo para Juliana.
-Estou procurando um emprego, não consigo mais ficar parada sem trabalho, eu achei um de cozinheira no restaurante Wind, me agendaram um teste para amanhã. Respondeu Juliana abaixando o jornal e olhando para o namorado.
-Já estava na hora de arrumar um bom emprego. Disse Diana da sala. A sala de Jantar é unida com a sala de estar separada por um batente, os dois cômodos eram grandes assim como de todas as casas do condomínio.
-Verdade, já estava na hora, pelo menos eu não vou mais ficar em casa agüentando desaforo e conversando com más companhias. Responder Juliana com ironia pra sogra.
-Mamãe, por favor, eu e a senhora já tivemos uma conversa.
-Desculpe meu filho.
-Bem, continuando o assunto, eu vou conversar com a Elizabeth pra ver se ela consegue me ajudar com esse emprego, ela e Leona se conhecem já a um bom tempo. Disse Juliana já não ligando mais para o que à sogra falava.
-Esse emprego me parece ótimo, o salário também é ótimo. Disse Marcelo.
-E você meu filho, trabalha a que horas? Perguntou Rafael para Marcelo.
-Trabalho no período da noite, é mais movimentado o restaurante do hotel, o pessoal adora nossa música. Respondeu Marcelo levantando-se e indo para o sofá ao lado do pai.
-Que bom meu filhão, quem sabe um dia você realize seu sonho de tocar no exterior e quem sabe lançar seu primeiro Cd. Disse Diana.
-Um dia eu chego lá, não vai ser nada fácil, mas eu chego lá. Respondeu Marcelo sendo beijado pela mãe.
-Amor, eu to indo dar uma passadinha na casa da Beth e depois eu vou fazer compras no shopping com ela, até mais tarde. Disse Juliana saindo.
-Você viu a resposta que ela me deu filhinho. Disse Diana para o filho percebendo que a nora já havia saído.
-A senhora começou a provocação, ela apenas respondeu, não podia simplesmente ficar quieta. Respondeu Marcelo para a mãe.
-Pare com essa implicância Diana, a menina não merece tudo isso. Disse Rafael.
-Você esta do lado daquela mulher Rafael? Disse Diana nervosa.
-Não estou do lado de ninguém Diana, não me meta nas suas encrencas. Disse Rafael subindo para o quarto.
-Ótimo! Agora você e seu pai contra mim, eu não mereço isso. Disse Diana passando a mão na testa e sentando-se no sofá.
-Pare de fazer drama mamãe, eu sei muito bem o porquê dessa implicância com a Juliana, não precisamos tocar nesse assunto outra vez, eu espero que você mude algum dia. Agora me de licença, eu tenho ensaio com a banda, até mais ver. Disse Marcelo se retirando.
-Isso não vai ficar assim, essa garota não sabe com quem está mexendo, ela ainda vai provar meu veneno, ah se vai. Disse Diana para si mesma.

Na casa de Elizabeth...
Elizabeth descia as escadas em direção a cozinha e sente um agradável cheiro de café e bolinhos de chuva vindos da cozinha, ela corre rapidamente para ver quem estava cozinhando e se depara com Amanda de avental fazendo o café.
-Bom dia Dona Elizabeth, comprei pães fresquinhos na padaria, fiz o café e estou terminando de fritar esses bolinhos de chuva com limão, espero que a senhora goste. Disse Amanda sorridente.
-Nossa Amanda, eu estou surpresa, que bom que você preparou o café para nós. Disse Elizabeth sentando-se na mesa e pegando um bolinho.
-Espero que tenha gostado da surpresa sogrinha, agora é só eu você e os meninos morando nessa casa. E não se preocupe eu sempre vou estar te ajudando, eu moro nessa casa e tenho o dever de ajudar. Disse Amanda terminando de fritar os últimos bolinhos.
-Os garotos foram para a escola?
-Sim, foram, acabaram saindo atrasados os dois sem comer nada. Disse Amanda sentando-se na mesa com Elizabeth.
-Você sente saudades do colégio Amanda? Perguntou Elizabeth,
-Para ser sincera, eu sinto sim, mas não posso continuar carregando um filho na barriga, vou começar a me tornar uma verdadeira mulher pelo menos terminei o primeiro e segundo colegial, sei que não vai valer de muito, mas no futuro pretendo terminar os estudos.
A campainha toca. Elizabeth pede licença da conversa para atender
-Bom dia amiga. Disse Juliana quando Elizabeth abriu a porta.
-Olá July, entre.
-Como está sendo seu dia com o Aberto há 12 horas longe de você? Perguntou Juliana rindo.
-Amanda está cozinha July, a gente conversa sobre isso depois. Respondeu Beth sentando no sofá junto com Juliana.
-Entendo, vamos mudar de assunto que é melhor.
-A que devo sua visita até aqui, faz tempo que a gente não senta pra conversar.
-Verdade Beth. Eu vim aqui pra gente conversar um pouco, colocar as novidades em dia e te fazer um pedido de amiga.
-Sogra, você não vai vir tomar café? Perguntou Amanda entrando na sala.
-Ah sim, vamos conversar na cozinha July. Disse Elizabeth levantando com Juliana.
-Olá Juliana. Cumprimentou Amanda.
-Oi Amanda, tudo bem com você e o bebê?
-Sim, tudo ótimo, graças a Deus. Respondeu Amanda sorrindo.

Passados 20 minutos na cozinha de Beth...
-... E eu não estou mais agüentando minha sogra Beth, aquela mulher é um inferno na minha vida. Disse Juliana a Beth, Amanda já não estava mais na cozinha, havia ido fazer caminhada ao lado de Steffani e Kátia.
-Você tem que agüentar amiga, quando você menos esperar essa jararaca vai estar longe de você. Você tem previsão de quando ela vai embora?
-Nenhuma, até agora ninguém tocou nesse assunto, seria castigo demais se ela ficasse morando em casa por um mês ou mais, não gosto nem de pensar nisso. Respondeu Juliana rindo.
-E mudando de assunto completamente, por que daqui a pouco temos que ir ao shopping, o que você queria me pedir mesmo? Perguntou Elizabeth.
-Eu queria que você me desse um empurrão na minha carreira. Respondeu Juliana sem jeito.
-Um empurrãozinho, como assim? Você quer voltar a trabalhar? Perguntou Beth.
-Eu tenho um teste pra trabalhar como cozinheira no restaurante da sua amiga Leona, eu queria que você me desse um leve empurrão, você sabe que sou uma boa cozinheira, mas eu tenho medo de sua amiga não gostar.
-Bobagem minha querida, Leona com certeza irá escolher você para trabalhar no restaurante dela, mas tenha certeza que eu irei te recomendar hoje mesmo para ela.
-Eu agradeço amiga.
-Imagina July, eu sempre vou te ajudar no que for possível, agora me da licença eu vou me trocar para nós irmos ao shopping. Disse Elizabeth se retirando da cozinha e indo para o quarto.

11: 00 PM
Na casa de Márcia tudo por dentro estava escuro, nenhuma luz acesa, Márcia estava no fundo da cozinha apenas com uma vela acesa no castiçal e o celular na mão fazendo uma ligação.
-Boa noite sócia, eu já arrumei todas as minhas bagagens e estou indo amanhã às 9 para o hotel te esperar no quarto 125, e não se preocupe porque ninguém esta desconfiando de absolutamente nada, eu espero te encontrar lá depois de amanhã e nós iremos sair de lá por volta do meio-dia do dia seguinte...

Enquanto isso na casa de Fernanda...
Fernanda e Pietro estavam na sala de estar assistindo um filme romântico.
-Não existe coisa melhor do que ficar com meu namoradinho grudadinho assistindo um romance. Disse Fernanda toda feliz deitando ao lado de Pietro no enorme sofá cama.
-Espera aí, você disse namoradinho? Perguntou Marcelo rindo.
-Isso mesmo, namoradinho, eu pensei bem e cheguei à conclusão de que tenho que oficializar o nosso namoro,
-Que ótima noticia senhorita Fernanda, eu fico feliz em sabem que o meu sonho se realizou. Disse Pietro abraçando a amada.
-Que tal a gente comemorar com uma noite de amor hein?
-Eu adoraria. Respondeu Pietro todo animadinho. Naquela hora infelizmente a campainha toca insistentemente.
-Quem será a essa hora da noite? Disse Pietro levantando rapidamente para atender a porta.
-Deve ser coisa séria Pietro, melhor irmos nós dois atender juntos a porta. Disse Fernanda também se levantando e indo do lado de Pietro. Na hora que eles abriram à porta tiveram uma grande surpresa.
-Boa noite Pietro, eu acho que nós três precisamos ter uma séria conversa. Era Marina que estava na porta, Pietro e Fernanda naquela hora ficaram paralisados em frente à porta, até um trovão deu naquele momento.

FIM DO CAPÍTULO
 

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03: 00 PM

O Almoço na casa de Juliana terminara às 2 horas, os convidados haviam ficado uns tempos a mais na casa dela esperando que ela aparecesse, mas a tarde toda Juliana não saiu um minuto do quarto. Diana e Rafael se retiraram da sala indo levar Alexandra, que não estava entendendo aquela situação constrangedora que passara, os pais de Marcelo se comprometeram a levar a garota para casa. Na casa de Juliana só ficaram por ali Marcelo, Kátia e Elizabeth.
-Sua mãe foi muito cruel com a Juliana, ela não merecia ter passado por isso. Dizia Elizabeth indignada. Todos estavam na sala esperando que Juliana desse algum sinal de existência.
-Eu estou me sentindo mal por isso, eu não devia ter convidado meus pais para esse almoço. Dizia Marcelo tomando uma taça de vinho com as meninas.
-Mas por que raios você teve essa idéia? Perguntou Kátia indignada.
-Eu pensei que os três pudessem estabelecer algum laço de paz, ou pelo menos terem respeito uns pelos outros. Não queria mais viver nessa guerra, eu sofria quando minha mãe maltratava a Juliana com palavras, eu pensei que minha mãe tivesse mudado as atitudes dela, por isso a chamei para esse almoço. Disse Marcelo virando mais um copo.
-Você quis fazer o bem e acabou fazendo o mal. Que situação hein Marcelo. Disse Kátia.
-E tem outro fator que você também errou, não devia ter deixado seus pais virem para dormir, a Juliana não vai suportar viver em baixo do mesmo teto com eles por um tempo indeterminado. Disse Elizabeth tomando mais uma taça.
A porta da frente se abre, eram Diana e Rafael que haviam chegado e entravam na casa como se nada tivesse acontecido.
-Achei que o almoço já tivesse terminado e todos tivessem ido embora. Disse Diana olhando com um estranho olhar para Elizabeth e Kátia.
-Estamos conversando sobre a vida mamãe, eu e minhas amigas queremos o bem da Juliana e estamos esperando ela descer. Disse Marcelo para a mãe em um tom omisso.
-Não sei por que estão tão preocupadas com aquela garota, não aconteceu nada de mais com ela para vocês se preocuparem. Bem eu vou indo tomar o meu banho e depois venho tomar alguns drinques com vocês, venha meu querido. Disse Diana subindo de mãos dadas com Rafael para o banheiro do quarto de hóspedes.
-Eu não acredito que você é tão omisso com seus pais Marcelo, você tem que ter voz ativa, eles estão errados, defenda sua esposa que você tanto ama. Disse Kátia indignada.
-Gente, apesar de todos os males minha mãe é uma pessoa boa, eu sei disso, eu devo tudo a ela, e não sou omisso a ela, apenas não gosto de confusões.
-Marcelo, pelo amor de Deus, abra seus olhos com sua mãe, ela não o que você pensa essa mulher precisa urgentemente de um tratamento psiquiátrico, você podia sugerir isso a ela. Disse Elizabeth.
-Se você me permite Marcelo, indique os meus serviços psiquiátricos, afinal eu fiz uma excelente faculdade e quase não exerci a profissão, eu podia fazer uma consulta para ela, e de graça. Disse Kátia
-Eu não sei meninas, eu irei pensar seriamente nisso, mas não arrumem mais problemas para a minha cabeça hoje. Disse Marcelo virando mais uma taça de vinho.
De repente no alto das escadas aparece Juliana segurando sua mala rosa e vestida pronta para sair.
-Amor, nós estávamos preocupados com você. Disse Marcelo a avistando e levantando rapidamente do sofá ao encontro de Juliana, quando ela diz:
-Pode parando por ai mesmo Marcelo, eu não quero te ver um bom tempo, me decepcionei com você hoje. Disse Juliana.
-Juliana não seja tão severa, entenda o Marcelo, ele esta entre a cruz e a espada. Disse Kátia levantando-se do sofá também.
-Ou a sua mãe, ou eu, faça sua escolha. Disse Juliana olhando diretamente para Marcelo.
-Como assim July? Perguntou ele.
-Eu não vou ficar no mesmo teto que sua mãe, portanto escolha uma de nós para ficar nessa casa. Continuou ela. De repente Rafael aparece no alto da escada desesperado.
-Filho! Rápido! Chame uma ambulância, sua mãe esta passando muito mal.
Na hora Marcelo correu para o quarto onde a mãe estava e pediu para que Kátia ligasse urgentemente para a ambulância, Juliana naquele momento sentou-se no sofá e começou a chorar, Elizabeth sentou-se ao lado dela e a abraçou.

Enquanto isso na casa de Fernanda...
Pietro e Fernanda estavam deitados na cama, no quarto, conversando sobre o almoço:
-Você viu o jeito que sua mãe olhava pra gente, eu disse para você não sentar ao meu lado, você foi teimoso. Dizia Fernanda.
-Eu não ligo para o que minha mãe pensa da gente, meu pai felizmente é a favor do nosso namoro, isso pra mim já é o bastante.
A campainha toca na casa de Fernanda.
-Pietro fique por aqui, tenho medo de que seja sua mãe vindo xeretar se você esta por aqui. Disse Fernanda levantando-se e vestindo uma roupa.
-Você está ficando paranóia com a minha mãe Nanda, ela não teria tanta coragem de vir até aqui. Disse Pietro levantando-se e também vestindo uma roupa.
-Nós não devemos arriscar Pietro. Disse Fernanda saindo para atender a porta lá embaixo.
-Oi Fernanda. Era Juliana que estava na porta, com uma cara abatida de quem havia chorado por muito tempo, ao seu lado estava Elizabeth, Kátia havia ido acompanhar Marcelo e Rafael na ambulância.
-Fernanda, deixe a Juliana ficar um pouco aqui com você, é uma longa história, e eu não posso fazer companhia para ela agora, eu estou muito ocupada, me desculpe July. Disse Kátia.
-Mas o que aconteceu Kátia? Perguntou Fernanda.
-É uma longa história amiga

09: 00 PM
Na casa de Elizabeth...
Elizabeth, Pedro, Matheus e Amanda estavam sentados na sala assistindo a novela, Alberto chegava a casa naquele momento.
-Boa noite pessoal! Dizia Alberto entrando todo alegre dentro de casa.
-Boa noite meu querido! Suas malas já estão todas prontas, eu deixe todas elas em cima da cama. Dizia Elizabeth levantando-se em direção a Alberto.
-Nossa Beth, que pressa é essa? Eu tenho um convite para fazer a todos vocês antes de eu ir embora. Disse Alberto.
-Qual o convite pai? Perguntou Matheus.
-Convido vocês para irem jantar comigo no restaurante do Leona essa noite, pelo menos a gente pode curtir um momento todo mundo junto essa noite, antes de eu ir viajar. Respondeu Alberto.
-Bem, todos nós aceitamos, to indo trocar de roupa. Disse Pedro levantando-se indo direto para seu quarto trocar de roupa, Matheus e Amanda foram atrás dele.
-Alberto, eu acho legal você querer jantar com todos nós antes de ir embora. Disse Elizabeth olhando para Alberto.
-Nós precisamos passar um momento em família juntos, e nada melhor do que lá para nós irmos. Disse Alberto.
-Eu vou colocar o meu vestido preferido então. Mas desculpa pelo pergunta Beto, mas a que horas você vai pegar o avião? Perguntou Beth.
-O Meu vôo é o da meia-noite, eu to tranqüilo, ainda sobra tempo pra jantarmos e eu deixar vocês de volta aqui em casa. Disse Alberto.
-Eu vou sentir muitas saudades suas. Disse Elizabeth beijando Alberto.

Na casa de Fernanda...
Pietro e Juliana já haviam ido embora, Fernanda ajudou a amiga a tarde toda com seus problemas, Juliana havia voltado pra casa por volta das 8 da noite. Fernanda estava sentada na poltrona da sala segurando nas mãos a caixinha que Madame Boulevard havia dado para ela, ela estava em dúvida se abria àquela caixa antes do tempo ou esperava o tempo que Madame havia pedido para ela. De repente a campainha toca. Fernanda se desespera sem saber o que fazer com aquela caixinha, ela esconde rapidamente atrás da raque da televisão e vai direto atender a porta. Era Pietro e seu pai Orfeu que estavam na porta, Fernanda se surpreendeu com a presença de Orfeu ao lado de Pietro.
-Oi Amor, eu trouxe meu pai, nós precisamos ter uma conversa séria. Disse Pietro.

Na casa de Juliana...
Não havia ninguém dentro da casa de Juliana, parecia um deserto completamente silencioso, apenas se ouvia o som do DVD, Juliana ouvia um antigo CD de Eric Clapton, sentada no sofá lendo um antigo livro. O Telefone celular dela começava a tocar, ela olhou no visor e era Marcelo quem estava ligando.
-Fala Marcelo. Atendeu Juliana.
-Eu e meu pai vamos ter que passa a noite aqui no hospital, minha mãe ainda esta se recuperando e ela quer nossa companhia por aqui, você vai ficar bem sozinha hoje?
-Eu vou ficar bem. O que houve com sua mãe? Perguntou Juliana.
-Ela tem alergia a cogumelos, e você nem sabia disso, a Kátia me disse depois que vocês colocaram cogumelos no molho, e ela acabou comendo, o organismo dela só foi reagir naquela hora.
-Me desculpe, eu nem sabia disso, me desculpe amor, espero que sua mãe melhore, e se cuide. Disse Juliana desligando o celular e sentando-se no sofá com arrependimento.

Na casa de Kátia...
Steffani e Leandro haviam ido para a balada, em casa havia ficado somente Mariana e Kátia. Na sala as duas estavam se distraindo, Mariana tocava piano, seu hobby preferido, e Kátia estava na internet conversando com Paul. De repente Mariana para de tocar e grita.
-CHEGA!
Kátia se assusta e olha para a filha sem entender completamente nada.
-O Que houve minha filha? Perguntou ela.
-Chega mãe! Chega Mãe! Para de conversar com esse cara, eu não agüento mais ver você correndo atrás desse cara. Disse Mariana nervosa.
-Filha, por que tudo isso? Eu apenas quero encontrar alguém para amar e alguém para...
-Alguém para que mamãe? Para substituir a falta de um pai para nós? Para com essa história, eu não suporto mais isso, nós não precisamos de um cara qualquer para suprir a falta do nosso pai. Disse Mariana interrompendo sua mãe. Kátia começou a chorar e subiu para o quarto. Mariana sentou no banco do piano e começou a chorar também. Naquela hora a porta se abriu e Leandro entrava chegando da balada.
-O Que houve minha irmã. Disse Leandro correndo desesperadamente para ver o que estava acontecendo com a irmã.
-Eu briguei com a mãe, Lele eu me desesperei. Respondeu Mariana aos prantos.
-Mas por que vocês duas brigaram, por qual motivo? Perguntou Leandro ainda sem entender nada.
-Eu não agüento mais ver a mamãe se relacionando com aquele americano, a nossa viagem nos Estados Unidos estava tão boa, mas depois que ela conheceu aquele cara parecia que tudo havia mudado.
-Você tem quer ter calma minha irmã, não precisa desesperar-se por causa disso, deixe a mamãe em paz, nós temos que esperar esse cara vir para cá, e depois deixar o tempo se encarregar de tudo. Disse Leandro abraçando a irmã.

De volta a casa de Fernanda...
Orfeu, Pietro e Fernanda estavam sentados no sofá conversando.
-Na verdade eu só vim aqui hoje, para te conhecer melhor Fernanda, eu fiquei sabendo que vocês dois estão namorando e quis vim falar com você. Dizia Orfeu.
-Pra começo de tudo senhor Orfeu, nós ainda não estamos oficialmente namorando, na verdade nós estamos ficando. Disse Fernanda sem jeito.
-Pietro me disse que vocês dois viviam um bom relacionamento, que iria ser duradouro e que vocês dois se amavam, ele não me disse nada sobre vocês estarem ficando e não namorando. Disse Orfeu espantado.
-Nós nos amamos senhor Orfeu, mas isso não quer dizer que nós estamos namorando. Disse Fernanda.
-Pai, eu não dei detalhes se nós estávamos namorando ou ficando, o senhor está se equivocando, eu e Fernanda vivemos em um relacionamento estável assim, e não queremos mudar por enquanto. Disse Pietro entrando na conversa.
-Tudo bem meu filho, me desculpem! Disse Orfeu sem jeito.
-Apesar de 15 anos de diferença entre eu e seu filho, nós nos amamos de verdade senhor Orfeu, não precisa se preocupar com nada, eu mudei muito desde aquele ocorrido comigo, eu sou uma nova pessoa. Disse Fernanda.
-Eu sei Fernanda que você mudou. Por mim vocês dois podem namorar a vontade, independente da idade de vocês, e você é uma pessoa boa Fernanda, eu acredito que você mudou de verdade. Disse Orfeu.
-O que a dona Marina está achando sobre isso? Perguntou Fernanda.
-Ela não sabe sobre nada, na verdade ela nem sabe que eu estou aqui, ela foi ao supermercado com o carro do Pietro. Se ela soubesse de vocês dois, eu acho que ela não seria a favor ao namoro de vocês. Respondeu Orfeu. O telefone de Fernanda começou a tocar naquele momento, Fernanda olhou no visor do celular e não era um número cadastrado, ela então atendeu a chamada, e pediu licença para ir à cozinha atender. Na hora que ela atendeu tomou um susto, era Madame Boulevard que estava do outro lado da linha.
-Tudo bem sim Madame. Dizia Fernanda impaciente.
-QUERO QUE VOCÊ ME ENCONTRE HOJE NO RESTAURANTE WIND, DE LEONA, PRECISAMOS CONEVRSAR A RESPEITO DA CAIXA QUE EU LHE DEI. POR FAVOR, VENHA SOZINHA. Disse Madame Boulevard ao telefone, sem ao menos despedir-se. Fernanda ficou sem palavras e com medo, ela decidiu não contar para ninguém sobre o telefonema quando chegou à sala, e foi logo se despedindo de todos.
-Amor, eu não posso te acompanhar? Perguntava Pietro sem saber de nada.
-Não Pietro, não pode, eu vou até o shopping comprar roupas íntimas para mim, um homem não pode acompanhar uma mulher nessas ocasiões. Dizia Fernanda para Pietro e beijando se despedindo de Orfeu.
-Tudo bem amor, até amanhã, não se esqueça que você e eu temos um encontro marcado. Disse Pietro saindo.
Passados 5 minutos, Fernanda rapidamente se arrumou e pegou o carro indo diretamente para o restaurante.

09: 50 PM
Na cozinha do restaurante Wind, Leona vestia uma cinta na barriga como se fosse para esconder a barriga que estava meio grandinha, sua amiga e ajudante estava ao seu lado naquela hora.
-Não sei pra que fazer isso Leona, você sabe muito bem que não precisa esconder você continua linda. Dizia sua amiga.
-Você sabe os meus motivos Carla, não posso dar a minha cara a tapa. Disse Leona preocupada e apertando mais a cinta em sua barriga.
-Isso vai te fazer mal amiga, entregue logo o jogo, pare com essa palhaçada.
De repente o garçom entra na cozinha para chamar Leona.
-Um de nossos clientes quer ser recebido especialmente por você chef. Disse o garçom para Leona.
-Diga que eu já estou indo. É algum cliente antigo? Perguntou Leona.
-Senhor Alberto e sua família. Respondeu o garçom, e Leona passou a mão na testa como se estivesse preocupada e foi direto receber a família de Alberto.
Alberto, Beth e seus filhos esperavam em uma mesa a chegada de Leona.
-Hoje o restaurante está cheio. Disse Elizabeth.
-Ainda bem que a Leona é nossa amiga e sempre arruma uma mesa especial para nós. Disse Matheus.
-A Leona sempre foi uma grande amiga para nós. Disse Alberto olhando para Elizabeth.
-Pena que ela é Lésbica. Disse Pedro.
-Pedro, tenha mais respeito, você é um garoto compromissado, e além do mais não temos nada a ver com a opção sexual dela. Disse Alberto sério.
-Comporte-se Pedro. Disse Elizabeth.
-Boa noite meus queridos amigos. Disse Leona chegando toda sorridente à mesa.
-Como vai nossa chef preferida? Perguntou Alberto abrindo um sorriso.
-Eu estou ótima como sempre, fiquei alegre ao saber que vocês vieram jantar aqui hoje. Disse Leona.
-Nós viemos curtir um pouco essa noite maravilhosa, e nada melhor do que jantar aqui. Disse Elizabeth para Leona.
-É bom para vocês aproveitaram o Alberto essa noite, afinal amanhã ele já estará a 12 horas longe de nós. Disse Leona.
-Você já esta sabendo da viagem? Achei que o Alberto não tivesse comentado com absolutamente ninguém. Disse Elizabeth estranhando o fato;
-Bem, a Leona é nossa velha amiga, sempre quando encontro com ela conto as novidades, nunca tive cerimônias com ela. Respondeu Alberto para Elizabeth.
-Que tal a gente mudar de assunto, e irmos a nossa janta. Disse Matheus percebendo uma briga e mudando de assunto.
-Verdade, com licença que eu vou trazer o prato da casa, especialmente para vocês. Disse Leona levantando-se e indo direto para a cozinha.
-E vocês me dão licença também, vou até o banheiro. Disse Elizabeth levantando-se.
Em caminho do banheiro Elizabeth se depara com Fernanda e Madame Boulevard sentadas em uma mesa conversando, Elizabeth estranha aquilo e passa curiosa fingindo que não as viu.
-Fico feliz em saber que você veio ao meu encontro. Dizia Madame Boulevard.
-Não entendo porque a senhora gosta de se encontrar comigo, achei que depois que o bordel acabou e nossa divida terminou pensei que você não iria mais procurar. Disse Fernanda.
-Por favor, esqueça as cordialidades, não precisa me chamar de senhora, meu verdadeiro nome é Bernadete, esqueça o antigo apelido de Boulevard.
Naquela hora que Madame Boulevard revelou seu nome Fernanda ficou espantada, não esperava que um dia fosse ouvir o verdadeiro nome de uma das maiores cafetinas do Brasil, na qual já foi sua chefa.
-Não entendo, por que você revelou seu nome para mim? Perguntou Fernanda ainda confusa.
-Com o tempo você vai entender tudo. Respondeu Madame Boulevard, ou melhor, dizendo, Bernadete, pegando nas mãos de Fernanda e lhe entregando uma pequena chave banhada a ouro.

FIM DO CAPÍTULO
 

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11H: 30 MIN AM
O Almoço e as sobremesas já estavam todas prontas, só faltava arrumar a grande mesa que iria receber todos os convidados, na mesa havia espaço para 12 pessoas, mas Juliana teve que improvisar, pois iria receber 15 convidados. Com tudo já pronto Juliana subiu para se arrumar e ligar para Marcelo vir logo para casal. Fernanda, Márcia, Kátia e Amanda, foram cada uma para sua casa se arrumar. De repente a campainha toca na casa de Juliana enquanto ela esta descendo as escadas toda arrumada.
-Nossa, eu disse que o almoço seria ao meio-dia e esse povo já chega com meia-hora de adiantamento.
Juliana abre a porta e surpreende-se com que esta ao lado de fora.
-Bom dia minha querida, há quanto tempo que não nos vemos, achei que estivesse esquecido de mim.
Eram os pais de Marcelo, Diana e Rafael, que tinham grande preconceito contra Juliana pelo fato dela ser negra.
-Bom dia dona Diana e Senhor Rafael, há quanto tempo. Disse Fernanda toda sem jeito e sem entender nada, afinal não tivera chamado os dois para o almoço.
-Nós adoramos termos sido convidados para o almoço que você fez para comemorar o novo emprego do nosso filho. Disse Diana com um tom meio de superioridade.
-Bem, na verdade deve ter ocorrido algum...
-Juliana me ajuda com essas bagagens, pegue pelo menos as malas mais leves. Disse Marcelo ao fundo atrás de um carro retirando algumas malas que pareciam ser de seus pais.
-AI MEU DEUS EU NÃO ACREDITO. Pensou alto e expressou Juliana.
-Nós achamos que você não iria se importar com nossa estadia em sua casa e decidimos passar alguns dias por aqui. Disse Rafael com um sorriso sarcástico. Juliana apenas passou a mão sobre o rosto tentando se controlar para não bater em Marcelo, apenas sorriu e disse:
-Podem se acomodar lá dentro de casa, o almoço vai ser servido ao meio-dia. Disse ela seguindo em direção ao namorado enquanto Diana e Rafael entravam em sua casa.
-Amor me ajuda com a maleta de maquiagem e o cachorro da minha mãe, é o que tem de mais leve por aqui. Disse Marcelo segurando 4 malas e olhando para Juliana que estava de braços cruzados com uma cara nada agradável.
-Você tem o que dentro dessa cabeça oca Marcelo? Perguntou Juliana furiosa.
-Nossa, pra que todo esse nervosismo? Eu só quero fazer as pazes entre vocês três, e o almoço foi uma ótima idéia para que isso acontecesse.
-Ah sim! Você nem me consultou Marcelo, naquela hora em que eu te liguei custava ao menos informar que os seus pais estariam vindo para acabar com a minha felicidade, e têm mais, eles estão vindo passar alguns DIAS.
-Querido traga logo minhas malas. Disse Diana lá da porta.
-Eu vou até a casa da Márcia esfriar a minha cabeça, enquanto isso fala pra sua mãe pelo menos arrumar a mesa para mim. Disse Juliana saindo sem querer muito papo.
-Ai meu Deus! Que problema eu fui arrumar pra minha cabeça. Disse Marcelo rindo.

Enquanto na casa de Kátia que estava toda bagunçada com malas e roupas por todo o canto espalhado.
-Steffani, Mari, vocês não vão comigo no almoço da Juliana?
-Pode esquecer mãe, essas duas têm aula daqui a pouco, só eu mesmo que vou te acompanhar. Disse Leandro já todo arrumado.
-Você podia chamar aquele seu namoradinho pra te acompanhar, não é mamãe? Disse Steffani olhando por cima a mãe por cima do livro com m ar de deboche. Steffani e Mariana não eram a favor do namoro de Kátia com aquele americano, elas desconfiavam que aquele cara não fosse o homem certo e ideal para a mãe.
-Ele está muito longe Steffani, talvez amanhã ele apareça por aqui. Disse Mariana também num tom de deboche.
-Eu só não brigo com vocês duas porque hoje eu estou com cem por cento de humor, e não estou a fim de brigas. Disse Kátia toda sorridente.
-Eu sei por que elas estão com ciúmes de você e o Paul mamãe Disse Leandro rindo.
-O que meu filho? Perguntou Kátia entrando no tom de piada de Leandro.
-Elas estão precisando arranjar um namorado, URGENTE, essas meninas estão em uma seca jamais vista, tem que tomar cuidado para não criarem teias de aranha na boca. Disse Leandro gargalhando.
-Leandro faz um favor. Levantou-se Steffani indo à direção ao irmão e parando em sua frente.
-Diga minha querida irmã.
-Vai se ferrar Lele. Disse Steffani saindo irritada da sala.
-Olha o respeito senhor Leandro e senhora Steffani, não quero palavrões dentro dessa casa. Disse Kátia.
A campainha toca. Kátia abre a porta e Juliana entra como um relâmpago dentro da casa.
-Kátia! Como eu sei que você é a única que se arrumou mais depressa eu vim me desabafar com você. Disse Kátia toda afobada.
-Nossa, na verdade eu sou a segunda a arrumar-se mais rápido. A Beth ainda não chegou a sua casa?
-Que nada, sumiu como fumaça nesse mundo afora, o Pedro disse que ela saiu para resolver alguns problemas, espero que ela chegue a tempo. Bem mais não é isso que eu vim discutir, o assunto é muito grave. Disse Kátia pegando uma duas taças de vinho e um vinho na adega de Kátia. As duas tinha essa intimidade uma na casa da outra.
-Vamos subir Mariana, o assunto parece ser individual. Disse Leandro subindo com a irmã para o quarto.
-Nossa, July, o que houve? Perguntou Kátia sentando-se na bancada.
-Tem uma jararaca dentro da minha casa, com 1,70 de altura, esticada de botôx, velha, debochada, chata, bem dentro do meu lar, e ainda mais com um cachorro pentelho pra fazer companhia. Disse Juliana virando um gole de vinho e enchendo outro.
-A cobra da sua sogra está aqui. Disse Kátia apavorando-se.
-O meu pior pesadelo está acontecendo hoje, eu nunca imaginaria aquela mulher, o marido dela e o cachorro dela fossem me visitar depois de tantos anos e tanta humilhação. E tem mais uma coisa Kátia, toma mais um gole e se prepare. Disse Juliana virando outra taça de vinho juntamente com Kátia.
-Manda July.
-Os três vão passar um tempo indeterminado em minha casa.
Kátia levou um grande susto colocando todo o vinho pra fora da boca.

12H: 00 AM
-Amor, você não vem para o almoço? Falava Elizabeth ao telefone com Alberto.
-Tudo bem meu querido, eu entendo que você não possa vir ao almoço de hoje e sei que você tem compromissos importantes. Eu apenas queria curtir esse almoço com você, afinal amanhã você já vai estar de viajem para o Japão. Tudo bem amor, beijo, tchau. Disse Elizabeth desapontada desligando o telefone.
-Vamos Pedrinho, não quero chegar nem um minuto atrasada, seu pai infelizmente não vai vir por causa de uma reunião de última hora, pegue algum CD antigo dele para ouvirmos lá na casa da July, ela adora os discos antigos de seu pai. Disse Elizabeth já arrumada para o almoço, vestindo um belo mini vestido azul marinho e o colar de diamantes Svarovisky que herdou da mãe falecida.
Lá fora Marina e Orfeu saiam de casa na mesma hora.
-Marina, há quanto tempo querida.
-Verdade, nós não nos encontrávamos há tanto tempo, esse almoço de hoje parece que vai unir todos nós mais uma vez. Disse Elizabeth sorrindo.
-Elizabeth, como você esta elegante. Disse Orfeu admirando Beth.
-Muito Obriga Senhor Orfeu, vocês dois estão muito elegantes também. Disse Elizabeth. E ela estava certa ao dizer isso.
-E o Alberto não vem se juntar a nós? Perguntou Orfeu,
-Infelizmente não Orfeu, uma reunião de última hora acabou mudando os planos que ele tinha de vir para cá na hora do almoço, mas eu trouxe alguns discos dele que tenho certeza que todos irão amar, e Pedro vai me acompanhar por enquanto até o Matheus chegar da escola. Disse Elizabeth sorrindo.
-E o Pietro, já foi para a casa da Juliana? Perguntou Pedro.
-Não querido. Ainda não. Recebeu uma ligação também de última hora, e ta dando um tempo em casa falando ao telefone. Responder Orfeu.
-Bem, mas tenho certeza que ele vai a esse almoço. E vamos indo, porque já estamos na hora. Disse Marina.

Na casa de Fernanda...
Fernanda estava no quarto terminando de arrumar o cabelo e se maquiar, quando de repente ouve alguém se aproximando no quarto e ela levantou rapidamente da cadeira.
-Quem está ai? Disse Fernanda assustada.
-Calma gata, sou eu Pietro, vim te fazer uma visitinha antes da gente ir pro almoço. Disse Pietro entrando no quarto de Fernanda com um buquê de rosas que ele havia deixado dentro de seu quarto para dar a ela.
-Você quase me matou de susto, achei que fosse alguém invadindo minha casa, e essas flores são pra quem? Disse Fernanda alegremente.
-Pra uma mulher que eu amo demais. Disse Pietro beijando Fernanda.
-Muito obrigado meu menino, também te amo, mas não se esqueça nós não iremos ter nada sério por enquanto, e espero que você me entenda.
-Eu sei Nanda, mas só o fato de ter sua companhia já basta pra mim por enquanto. Disse Pietro.
-Eu também gosto muito da sua companhia.
-Vim te convidar pra ir jantar amanhã comigo no restaurante da Leona. Você aceita me acompanhar? Perguntou Pietro.
-Mas é claro, me pegue as 7, eu estarei divinamente linda para esse encontro, prometo. Disse Fernanda rindo e dando um beijo apaixonado em Pietro.

1H: 00 PM
Todos estavam reunidos na casa de Juliana, os únicos que não haviam ido para o almoço foram Alberto, Steffani e Mariana. Na Mesa todos conversavam sobre assuntos diferentes, e os pais de Marcelo começaram a conquistar os convidados da festa do filho, e isso estava incomodando Juliana demais. Mais quando o assunto começou a ser o homenageado Marcelo, sua mãe decide fazer um brinde.
-Bem, eu quero fazer um brinde para o meu filho, que apesar de alguns deslizes sempre me trouxe felicidade. O Marcelo sempre foi um menino que se preocupou com todas as pessoas que estão em sua volta, principalmente comigo que sempre estive do lado dele e nunca o abandonei mesmo depois dele ter fugido de casa. Mês passado eu recebi uma ligação inesperada dele querendo fazer as pazes comigo, desde que ele fugiu de casa quando eu não aceitei o namoro dele eu sinto muita falta do Marcelo. Eu te perdôo meu filho. Emocionada Diana da um abraço em Marcelo que estava sentado ao seu lado.
-Ela não é tão má assim como fala a Juliana. Sussurrou Fernanda para Márcia que estava ao seu lado.
-Eu tenho uma última coisa pra falar - Continuou Diana – Eu trouxe mais uma pessoa para se juntar a nós, eu liguei pra essa pessoa de última hora e ela já esta aqui.
-Desculpa interromper o seu grande discurso, mas esse almoço já tem gente demais, e todos aqui são íntimos meus e do Marcelo. Disse Juliana.
-Bem sem mais delongas entre Alexandra. Disse Diana sem dar muita atenção ao que Juliana havia dito.
-Ai meu Deus! Esse almoço vai dar briga. Sussurrou Márcia para Fernanda.
-Alexandra, há quanto tempo. Disse Marcelo levantando-se da cadeira cumprimentando de pé a bela moça. Alexandra era uma mulher alta, bela, cabelos loiros descolo ridos, e parecia uma boneca com silicone, estava vestindo um micro vestido rosa.
-Ai que beleza, fazia tanto que vocês não se viam parece que esse almoço esta sendo um lugar de reencontro. Disse Rafael com um sorriso sarcástico.
-Eu pensei que a senhora tivesse ouvido direito o que eu disse, ESSE ALMOÇO É SO PARA PESSOAS ÍNTIMAS. Disse Juliana levantando-se da cadeira e indo para o lado de Marcelo que estava abraçando Alexandra. Diana riu.
-Meu Deus, a massa desse nhoque esta divina. Disse Elizabeth querendo evitar uma discussão.
-A Alexandra é muito íntima minha e de Marcelo, ela e Marcelo se conhecem desde pequeno, os dois eram inseparáveis. Disse Rafael olhando para Juliana.
Juliana olhou com um olhar sério sobre Alexandra, todos na mesa se sentiam constrangidos com aquele momento.
-Juliana eu vou colocar um disco da Gal Costa, eu sei que você adora. Disse Elizabeth levantando-se indo pra sala pegar o disco.
-Eu e o Marcelo namoramos antigamente, uma relação que durou mais de 6 anos. Desculpe a indelicadeza, mas quem é você? Perguntou Alexandra delicadamente sem saber que Juliana era namorada a mais de 10 anos de Marcelo, afinal Diana apenas a chamou para se encontrar com Marcelo sem dar muitos detalhes, como dizer que Marcelo já tinha um namoro firme a um longo tempo.
-Eu não sou ninguém. Disse Juliana com um triste olhar e se retirando da sala de jantar.
-July, espera. Disse Marcelo correndo atrás de Juliana que havia ido direto para o quarto como um cometa de tão rápida. Todos na mesa se olhavam.

FIM DO CAPÍTULO
 

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